Tese de Mestrado em Gestão Empresarial – 6

A VEZ E A LÓGICA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO MUNICÍPIO DE  FRANCA-SP  E REGIÃO : A INTEGRAÇÃO  SÓCIO-AMBIENTAL NA MICROECONOMIA DO BAIRRO ATRAVÉS DE INCUBADORA DE EMPRESAS COMUNITÁRIAS  E TECNOLÓGICA

WAGNER DEOCLECIANO RIBEIRO

CAPÍTULO III

EM BUSCA DE UM MODELO GERENCIAL QUE INTEGRE OS PARADIGMAS EMERGENTES NUMA NOVA ORGANIZAÇÃO: A EMPRESA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL .

Nosso objetivo,  neste trabalho, é, pois, contribuir com uma reflexão avaliativa e  crítica do desenvolvimento econômico a todo custo que gerencia a economia de subsistência, e que dicotomiza o mundo globalizado em paradigmas capitalismo / socialismo,  países ricos / países pobres;  mundo natural / mundo artificial;  Homem / Terra. A partir daí, apresentar uma proposta de desenvolvimento para o município de Franca,  que se integre na lógica sócio-ambiental sustentável esses mesmos paradigmas, num modelo prático de microeconomia de bairro, através de incubadoras de empresas comunitárias e tecnológicas que possam minimizar as diferenças sociais pela mútua cooperação numa sociedade de Boa Vontade.

A lógica do desenvolvimento sustentável deve permear toda e qualquer organização que se formar neste início de século, para garantir a sobrevivência, primeiro da humanidade, depois garantir sua sustentabilidade enquanto organização de integração sócio-ambiental.

           Não se pode mais admitir a força cega do mercado numa micro economia sustentável em base no ecossistema vital do bairro. Urge uma integração de todas as forças, para que juntas, garantam a fluidez da vida neste bioma humano. E mais, este  deverá reverter sua lógica de desenvolvimento a todo custo para uma superação dos paradigmas homem\natureza e efetivar sua interpenetração.

         O homem deve fecundar com seu intelecto devoluto à própria natura mãe, bem como a natureza deve permear toda e qualquer lógica de desenvolvimento, que se dará com o fermento da boa vontade e a fraternidade construída numa trama de relações, que se entrecruzam e interdependem como uma teia de reações que sustentem a teia da vida na Terra.

                 Porisso propomos a criação de um modelo referencial de incubadoras de empresas que já nasçam filosoficamente interrelacionadas e auto-sustentadas e sustentadoras de novos sistemas que se vitalizam e revitalizem-se numa harmônica interconexão, que dê forma ao inédito ciclo vital de um novo sistema que não entrópico, mas metabólico de reações vitais sociais sustentadas na microeconomia tecidual do bairro.

Para isso, um modelo estratégico de políticas de gestão de incubadoras de empresas tecnológicas e comunitárias prescinde, a partir da educação ambiental dentro do bairro, de forma a consolidar a lógica de desenvolvimento sustentável, na busca de uma integração multinstitucional e multiprofissional nos diversos campos do conhecimento,  que viabilize a integração sócio-ambiental sustentável que sirva como um modelo para todo Município de Franca e região da Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí-Mirim\Grande.

Sugerimos que a empresa que venha se organizar em Franca tenha algumas características, para que cumpram seu destino econômico e social  efetivamente.

1 – UM ESTUDO DA GESTÃO EMPRESARIAL NO  MODELO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO A TODO CUSTO: AS INCUBADORAS DE EMPRESAS DO NORDESTE PAULISTA E IMEDIAÇÕES.

O sistema de incubação de empresas é um fenômeno recente na história da geração de empresas no mundo, que surge no bojo de uma “nova economia”, apoiada sobretudo em tecnologias de produção de ponta. A inovação tecnológica é a base dos empreendedores que despontam no mercado e uma das origens desse empreendedorismo está no chamado sistema de  incubação de empresas. É , na verdade, uma forma de apoiar a inovação de serviços e produtos sem que a empresa nascente se lance imediatamente no mercado para consolidar o seu negócio.

Esse incentivo é dado por instituições, geralmente, de ensino superior, centros de pesquisa, governos federal, estadual, municipal e entidades empresariais, que criam espaços físicos e desenvolvem  mecanismos para manutenção  de um quadro de empresas residentes. A estrutura oferecida por entidades acadêmicas  e de fomento à pesquisa pode favorecer a formação de um parque tecnológico, cuja capacidade para incubação de novos empreendimentos é maior do que a de uma única incubadora.

Entendemos,  por incubadora de empresas, o espaço físico – com infra-estrutura técnica e operacional associada – especialmente confígurado para transformar idéias em produtos, processos ou serviços. Trata-se de um núcleo, que abriga, usualmente, microempresas de base tecnológica e/ou gerencial e comunitária

Neste caso, pode-se ainda inferir que consista em um espaço comum, subdividido em módulos, que costuma localizar-se próximo a universidades ou institutos de pesquisas para que as empresas se beneficiem dos laboratórios e recursos humanos dessas instituições. A incubadora  proporciona, também, a preços inferiores  aos  de  mercado,  serviços  de  consultoria  especializada,  orientação  fiscal,  contábil  e administrativa.

O surgimento de incubadoras de empresas e formação de parques tecnológicos têm se ampliado vertiginosamente em todo mundo, inclusive no Brasil.

No Brasil, até 1999, foram localizadas 800 “empresas nascentes” que recorreram ao sistema de “gestação” de novos empreendimentos.

As primeiras incubadoras brasileiras surgiram na década de 80, mas somente se consolidaram como meio de incentivo para atividades e produção tecnológica a partir da realização do Seminário Internacional de Parques Tecnológicos, em 1987, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano surge a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos e Tecnologias Avançada – ANPROTEC. Desde, então, a Associação lidera o movimento de incubadoras de empresas e parques tecnológicos no Brasil para subsidiar o desenvolvimento socio-econômico do país, como também agrega conteúdos para mostrar o cenário de convergência de missões para ampliar o universo de produção baseado em inovações tecnológicas.

            A ANPROTEC tem o compromisso de articular mecanismos, a partir de uma política de parcerias com entidades da sociedade civil e órgãos governamentais, para estimular o desenvolvimento de produtos e serviços com base em tecnologias avançadas. A Associação busca parcerias com órgãos públicos, representantes de classes e entidades de apoio ao desenvolvimento tecnológico.

            O resultado dessa parceria é que nos últimos quatro anos, o número de incubadoras em operação cresceu, em média 30 % ao ano. Entre 1998 e 1999, houve um aumento de 36 % no número de incubadoras em operação. Um grande mérito do sistema de gestação de empresas, além do apoio ao empreendimento, é a geração de empregos.

Até o final de 1999, 14 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, tinham, pelo menos, uma incubadora em funcionamento. Embora o movimento esteja presente em todas as regiões do país, existe uma forte concentração de projetos no Sul e no Sudeste. Até junho de 2000, a ANPROTEC contabilizou 115 gestoras de inovações tecnológicas associadas, mas este número cresce a cada dia.

      Quanto à sua natureza jurídica, a incubadora é classificada pelo órgão ou instituição à qual está ligada, exceto nos casos em que a incubadora tem figura jurídica própria. Este órgão não é necessáriamente a entidade gestora, como é o caso das incubadoras vinculadas às universidades públicas. É comum, por exemplo, a existência de fundações de direito privado como entidades gestoras.

            No país, se sobressaem as incubadoras de empresas de base tecnológica, com forte suporte de capital intelectual e potencial inovador, o que resulta na produção de tecnologias avançadas. O conhecimento unido à prática são a base do empreendedorismo, matéria-prima para abrir uma empresa que pretende inovar com produtos e\ou serviços. Entretanto, verifica-se um crescimento relativo no número de incubadoras mistas , empresariais ou tradicionais e de cooperativas.

       As incubadoras mistas são aquelas que mesclam empreendimentos de base tecnológica com os setores tradicionais. Já as incubadoras empresariais são voltadas prioritáriamente aos setores tradicionais da economia de cada região, constituindo-se numa alternativa de desenvolvimento regional, fomentando o processo de industrialização e visando à geração de emprego e renda.

            De forma mais recente, as incubadoras de cooperativas vêm despontando como uma alternativa para o surgimento de iniciativas autogestináveis, atendendo tanto ao segmento de serviços quanto ao industrial.

No Estado de São Paulo são 43 incubadoras, 16 gestados pela FIESP e  as demais   o  gestor   é  o  SEBRAE.  Os  recursos vêm do SEBRAE Nacional e do SEBRAE local,  e o CNPq auxilia através de bolsas de estudos.

Existe um estudo do SEBRAE – SP, para se formar a rede paulista de incubadoras. Participam deste estudo, desde abril de 2000,  oito gerentes de incubadoras, juntamente com a área de tecnologia da USP, de São Carlos e Barretos, que formam as três tecnológicas mais fortes dentro do SEBRAE – SP e outras cinco tradicionais como a de Jaboticabal , Guará, Bariri , Rio Claro e Itú. 

Está se formando o plano de negócios da rede paulista para se oferecer mais serviços para as incubadoras e esses novos serviços vão englobar inclusive treinamentos gerencial para os próprios gerentes de incubadoras, e,  um dos grandes objetivos é criar meios para trazer o recurso que está faltando para as empresas incubadas, bem como centro de pesquisa e laboratórios.

Partindo, pois,  da pesquisa e avaliação da gestão das incubadoras já existentes na região do Nordeste Paulista iremos buscar implementá-las na região de Franca dentro de uma visão de sustentabilidade e integração socio-ambiental.

1. 1 – A Pesquisa

          Nesta pesquisa de caráter qualitativo, buscamos interpretações mais que coleta quantitativa da informação; buscamos significados mais que índices, buscamos sujeitos e suas histórias.

Na verdade, esta pesquisa tem por objetivo trazer à tona o que os participantes pensam a respeito do que está sendo pesquisado, não só a minha visão de pesquisador em relação ao problema e sim o que o sujeito tem a me dizer a respeito.”

            (MARTINELLI, 1994, p.14)

Na pesquisa qualitativa utilizamos três instrumentos básicos: a pesquisa bibliográfica, documental e de campo.

            Na pesquisa bibliográfica, realizamos um levantamento e estudo do referencial teórico do desenvolvimento sustentável, integração socio-ambiental e trabalho multi-disciplinar, tecnologia e cidadania e outros.

             Utilizamos a pesquisa documental para levantarmos documentos pertinentes às incubadoras de empresas, da Coordenadoria de Meio Ambiente de Franca. Lançamos mão de estatutos, decretos, relatórios, fotografias, projetos e planos de trabalhos. Buscamos leis federais, estaduais e municipais como a Constituição Federal de 1988, Decreto Estadual de Criação do Núcleo Regional de Educação Ambiental, Decreto Municipal de Criação do Conselho de Municipal de Desenvolvimento Sustentável.

             Através desta pesquisa, processamos a análise histórica, não deixando de priorizar, no decorrer da investigação, a análise político-ideológica da realidade do desenvolvimento a todo custo que sofremos neste final de século em detrimento da proposta desta pesquisa de se sugerir a vivência da lógica do desenvolvimento sustentável.

           Por estarmos inseridos na política de desenvolvimento sustentável no Município de Franca, houve maior facilidade na coleta de dados sobre o Meio Ambiente no município. Buscamos instrumentos como a observação participante, a entrevista semi-estruturada e as visitas às incubadoras.

Utilizamos ainda,  a pesquisa de campo para a coleta de dados. Empregamos a entrevista semi-estruturada, a qual nos permite o alcance da espontaneidade por parte do entrevistado. Durante as entrevistas, usamos a técnica do gravador por possibilitar uma melhor observação do contexto geral da entrevista. Pudemos analisar o local; a reação dos entrevistados diante da temática, além de nos garantir riqueza de detalhes na transcrição e análise dos relatos.

  Foram entrevistados 8 (oito) gerentes das 8 (oito) incubadoras estudadas, empregando questionário com dezesseis perguntas (Em Anexo). As entrevistas foram gravadas e depois foram tabulados os dados, sendo realizada visita de observação direta utilizando fotos documentadas no local das incubadoras de cada região. Com isso, pudemos ter uma visão global do modelo de gestão e a lógica de desenvolvimento que estão inseridas estas incubadoras, bem como avaliar quanto ao seus aspectos de estrutura, fontes financiadoras e orgãos envolvidos.

Definir por meio de estudos e pesquisas de campo, o perfil das empresas  incubadas; se refletem uma demanda social  regional ou se são iniciativas políticas pontuais e dentro do interesse  nosso específico, identificamos os possíveis empreendedores e selecionamos os que apresentarem os projetos mais viáveis; quais as prioridades regionais de desenvolvimento econômico e se envolvem o desenvolvimento econômico sustentável e a integração regional.

Discutimos como viabilizar que o conhecimento produzido nas instituições de ensino e a estrutura das entidades parceiras agreguem valor para as empresas incubadas dentro dos princípios da lógica do desenvolvimento sustentável e da integração socio-ambiental.

Foi determinado como universo da pesquisa o Município de Franca bem como a Região da Bacia do Rio Sapucaí-Mirim / Grande e algumas cidades que não pertencentes  a esta região própriamente dita, tenham desenvolvidas atividades econômicas de incubadoras de empresas e outras atividades que propiciaram o desenvolvimento da micro-economia regional e local de cada município.

 O interesse na realização desta pesquisa  surgiu desde o dia 10 de abril de 1997,  quando propusemos,  no 1º Seminário de Educação Ambiental da Bacia do Sapucaí-Mirim,  no anfiteatro do Centro de Apoio Integral à Criança – CAIC, em conjunto com a Escola Agrícola de Franca, a urgente necessidade de se produzirem efeitos visíveis na área de Educação Ambiental e sensibilização dos agentes indutores da consciência ecológica, dentro de um projeto que pudesse dar noções práticas de sustentabilidade ambiental naquele bairro.

Entendemos que a produção científica gerada nas universidades deve se inserir no contexto cultural da comunidade dos bairros em foco, levantando problemas e encontrandosoluções de imediata aplicabilidade social, como vimos no modelo gerencial das indústrias de Toledo[1].

Cabe à Prefeitura Municipal, conhecer as necessidades emergentes da  comunidade e viabilizar a execução de ações que levem à minimização dos problemas sócio-econômicos. À comunidade, cabe a auto organização para que, através do despertar da consciência e da ação coletiva, rompam os mecanismos político-sociais de caráter paternalista e alienante, tornando-se apta a lutar por seu pleno direito à cidadania.

 Cabe, aqui, tecermos maiores considerações quanto às incubadoras estudadas e depois exemplificarmos alguns modelos locais que se aproximam desses marcos teóricos do desenvolvimento sustentável, que estudamos.

O trabalho com empreendedores de bairro torna-se imprescindível e um campo fértil  para desenvolver uma experiência piloto de incubadora de empresas com abordagem de economia sustentável que fermentem a criatividade; que resgatem o saber popular; que propiciem a popularização do conhecimento científico; e que promovam a organização comunitária, para que segmentos desfavorecidos economicamente possam enfrentar os problemas que dizem respeito à sua realidade de vida cotidiana em nível individual e coletivo, com possibilidades de acesso a tecnologias, mas com respeito à sua formação cultural.

Como Coordenador do Meio Ambiente na Prefeitura Municipal de Franca, pudemos avaliar a urgente necessidade de uma política clara e palpável no sentido de aumentar a renda do trabalhador, garantindo-lhe melhor qualidade de vida, de forma imediata com reflexos na melhoria de sua saúde física ,psíquica e socio-ambiental.

Para chegarmos nesse nível, necessitamos da formação de um núcleo de incubadoras de empresas tecnológicas e comunitárias de integração entre Universidades – Comunidades – Prefeitura Municipal, para fomentação científica, cultural,  e social nas questões de economia de subsistência,  além de possibilitar  que  o  aproveitamento  do  potencial  da  agroindústria  regional  seja  transformada  em empreendimentos competitivos com vista ao desenvolvimento sustentável da microeconomia regional e de bairro.

Para melhor embasamento na linha metodológica desta pesquisa, recorremos à vários autores que estudaram metodologia, tais como Lakatos, Lehfeld, Marconi, Martinelli, Minayo, Severino, Trivinos, todos importantes para o nosso entendimento e para nossa opção metodológica. Escolhemos a abordagem metodológica crítica, a dialética, por propiciar, uma análise ampla e analítica, portanto, mais qualitativa da realidade operacional das incubadoras e de seu desenvolvimento estrutural.

Entendemos, assim, que a realidade social e socio-ambiental só pode ser desvelada se a prática e a teoria estiverem dialéticamente unidas. É o nosso propósito com a presente pesquisa de caráter qualitativo.

            Compartilhamos com a seguinte opinião:

” A pesquisa qualitativa… se preocupa nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado.

   Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes…

   A abordagem da dialética… se propõe a abarcar o sistema de relações que constrói, o modo de conhecimento exterior ao sujeito, mas também as representações sociais que traduzem o mundo dos significados.”

                                              (MINAYO, 1994, p. 21)

Diante de tal definição, sentimos liberdade teórico-metodológica para realizar o nosso estudo, definindo os sujeitos participantes, o conteúdo das entrevistas.

Temos a  preocupação de manter a coerência do início ao fim do trabalho levando em conta as principais características da pesquisa qualitativa. Esta tem o ambiente natural como fonte direta dos dados e o gerente das incubadoras como instrumento-chave.

A partir dessa dinâmica social apresentada na gestão das incubadoras do Nordeste Paulista, consideremos a que tipo de desenvolvimento as incubadoras estão inseridas: o desenvolvimento a todo custo ou o desenvlovimento sustentável de integração socio-ambiental-tecnológica.

1.2.  As Incubadoras de Empresas do Nordeste Paulista e Imediações

Pesquisamos, para efeito de conclusão dessa dissertação as incubadoras da região nordeste paulista e imediações, comparando-as entre si e com a recente incubadora do Município de Franca, na medida que buscamos entender como se estruturam as incubadoras de empresas desenvolvidas na região do nordeste do Estado de São Paulo, como estão montadas, se são permitida a instalação de qualquer empresa ou se obedece a demanda ou necessidades da comunidade alvo; em que condições as empresas podem ficar e quanto tempo, e que recursos são oferecidos e quem financia as incubadoras existentes. Que características tem as incubadoras: incubadoras de base tecnológicas, incubadoras de base tradicional ou incubadoras cooperativas sociais ou comunitárias, e qual modelo de desenvolvimento estão inseridas. Para depois, propormos as incubadoras tecnológicas e comunitárias dentro de uma lógica desenvolvimentista que contemple a sustentabilidade e integre a economia regional de forma sustentável.

Avaliamos oito incubadoras concentradas mais ao nordeste do Estado de São Paulo, aonde se insere a Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí-Mirim\Grande. São elas localizadas nas seguintes cidades: São Carlos, Jaboticabal, Pirassununga, Barretos, Guará, Guaíra e São Joaquim da Barra,  sendo ainda recém inaugurada a de Franca.

Com relação às incubadoras são elas: SINEP e SOFTNEP – São Carlos; Incubadora de Empresas de Jaboticabal; Núcleo de Desenvolvimento Empresarial “Dr. Rubens Santos Costa”\ Pirassununga; IBT – Instituto Barretos de Tecnologia – INCUBATEC – Incubadora Empresarial Tecnológica de Barretos; Centro de Desenvolvimento do Empresarial de Guará; Incubadora de Empresas de Guaíra; Incubadora Empresa Joaquinense de São Joaquim da Barra e Núcleo de Desenvolvimento Empresarial – Projeto Incubadora de Franca, sendo que são incubadoras de serviços em base tecnológica a de  São Carlos, de bases tecnológica e  agro-negócios a de Barretos, de bases tecnológicas e tradicionais com vários negócios a de Jaboticabal , tradicionais iniciando vários negócios a de Pirassununga, Guará, Guaíra , São Joaquim da Barra e de Franca. E, obtivemos o seguinte quadro descritivo:

Nome  da Incubadora/ LocalizaçãoGerente  da  Incubadora/ Tempo  de gerênciaÁrea de Atuação  Data de inauguração/Organizações que dão apoio à incubadoraPrincipais objetivosCritérios para  ser  incubada/ principais despesasTipo de gestãoAvaliação do autogerencia-mento das in-cubadas\ Tempo de permanênciaPrincipais problemas entre a incubadora e as  incubadasEscolaridade das pessoas incubadas
SINEP e SOFTNEP – São Carlos.Luís Antônio Pereira, 2 anosEmpresas e serviços nas áreas tecnológicas7 de dezembro de 84/ Ministério da Ciência e Tecnologia, Fatesp, Sebrae, USP Unesp Araraquara e UFed São CarlosGerar empresas consecutivas que gerem empregos        Ser não poluente, seu produto ser inovador ou substituto de algum importado e que tenha tecnologia, plano de negóciosGestão independente,mas a incubadora apoia em acessorias e consultoriasAs empresas desde que entram são auto-gerenciadas e a gestão é feita pelo empresário, através de um plano de negócios.Falta de capital de investimentoA maioria nível superior e mestrado, doutorado.
Incubadora de Empresas de Jaboticabal Av. Jaime Ribeiro, 319 – Jaboticabal-SPLuís Eduardo Mendes, 2 anosEmpresas de bases tecnológicas e de base tradicional e vários negóciosSetembro de 1998 Prefeitura Municipal, Sebrae, Assoc. de Apoio do Projeto Comunitário de Jaboticabal,UNESP e CIESP e Assoc. Comercial Industrial de Jaboticabal, CEF e Escritório de Desenv. Rural.Resolver o desemprego na cidade e dar apoio à micro e pequena empresa de base tradicional ligadas ao setor rural.Plano de negócios da empresa, entrevista, análise técnica do projeto, por um Conselho de Admi-nistração.\ Despesas: taxa de administração de R$50,00 à R$200,00 por mês e gastos com telefone,  xerox e  cursosA gestão feita pelos empresários e a incubadora faz um acompanhamento sem interferir diretamente na gestão da incubadaAs empresas desde que entram são auto-gerenciadas e a gestão é feita pelo empresário, através de um plano de negócios com projeção de fluxo de caixa e projeção financeira.Capacitar tanto o empresário quanto o empreendedor e fazê-lo participar das consultorias e treinamentos, vencer a resistência do empresário a participar dos cursos.As empresas de área tecnológica, terceiro grau completo, a maioria com doutorado inclusive. Na área de  base tradicional, até o 2º grau. .
Núcleo de Desenvolvimento Empresarial “Dr. Rubens Santos Costa”\ Rua Antenor Pereira, 1059 – Jardim Brasília – Pirassununga – SPJoão Batista Bueno BarbosaAlimenta-ção, Indústria de Plásticos, Auto-peças. .1994, na Escola Profissionalizante Prof. Yolanda Storny de Godoy,  início de 1998 cedida em comodato para a FIAN- Faculdade Integradas Anhan-guera, conveniada  a FIESP/CIESP e Prefeitura Munici-pal no Campo Plástico Associação Comercial e, Industrial.Redução de índice de mortalidade de empreendimentos, Geração de empre-gos, aglutinar as forças vivas da comunidade, repre-sentadas por suas lideranças políti-cas, empresariais e educacionais,  empreendedorismo,  sucesso de novas indústrias;fortaleci-mento da economia local; promover inovação tecnológica.Viabilidade Econô-mica\financeira; dedicação exclu-siva ao negócio; Ter idoneidade comercial e pes-soal; empresas não  poluentes. Despesas com  desenvolvimento de negócios, não pagam aluguel por um período de 2 anos, e, as contas de energia e água são rateadas entre as Empresas Incubadas.  Incubadoras de Negócios; de Vo-cação Regional e Demanda Concre-ta; Empresas pertencem a setores tradicionais da economia; Horas de treinamento, assessoria e consultoria especialista oferecidas por EmpresaDefinida pela coordenadoria da Incubadora e  órgãos ligados aFIESP/CIESP DEMPI– Depto da Micro, Pequena e Média Indústria através de um Comitê de Avaliação Permanecem por 2 (dois) Anos; 400 horas.Falta de preparação psicológica do Pequeno Empreendedor; Recursos finan-ceiros;Desentendimentos entre os sócios da Empresa Incubada; Comercialização de seus produtos; Falta de Capacitação Gerencial.A maioria até o 2º grau,  temos também curso universitário completo e incompleto, e, até com 2º grau incompleto.
Nome  da Incubadora/ LocalizaçãoGerente  da  Incubadora/ Tempo  de gerênciaÁrea de Atuação  Data de inauguração/Organizações que dão apoio à incubadoraPrincipais objetivosCritérios para  ser  incubada/ principais despesasTipo de gestãoAvaliação do autogerencia-mento das in-cubadas\ Tempo de permanênciaPrincipais problemas entre a incubadora e as  incubadasEscolaridade das pessoas incubadas
IBT – Instituto Barretos de Tecnologia – INCUBATEC – Incubadora Empresarial Tecnológica de Barretos\ Av. 13 nº. 60  Cep: 14.780-270 Fone/Fax: (017) 320-6000                Home Page; www.ibt-barretos.org.br  E-Mail: wanderleydib@ibt-barretos.org.brWanderley Mauro Dib\  5 anosEletroeletrônica, Telecomunicações, Informática e Agronegócio20/09/95\ Sebrae, CNPq e Governo do Estado.Implementar o espirito empreendedor, Incubar empresas inovadoras e fixar-se como local de discussão de idéias que promovam o desenvolvimento econômico e social, gerando oportunidade e empregos.Entrevista com os candidatos, Aprovação do Plano de Negócios e Avaliação da Idoneidade dos interessados\ R$ 4,00 por m2 da área da sala utilizada, no primeiro ano, R$ 7,00 no segundo e R$ 10,00 no terceiro, quando deverá deixar a incubadora. Paga ainda as ligações telefônicas e taxa de energia elétrica.Através do acompanhamento do Plano de Negócios, Reuniões Trimestrais de avaliação de desempenho e através de Cursos para os empresários residentes.Quando ultrapassarem o ponto de equilíbrio e o excedente, por 6 meses,  for suficiente para que possa cobrir as despesas geradas fora da incubadora e ser suficiente para que os empresários tenham condições de sobreviver com os pro-labores\2 anos a 3 anosAceitar as condições Gerenciais, conscientização da  permanência da empresa na Incuba-dora  de curta duração e por-tanto devem se preparar para se instalarem em outro local que não possua a mesma infra-estrutura. Conciliarem as atividades técnicas com  as adminis-trativas, comer-ciais, tributárias, fiscais, trabalhistas etc.Vária entre Técnicos e Engenheiros Graduados, com Mestrado e com Doutorado
Centro de Desenvolvimento do Empresarial de Guará.\ Rua Augusto Alves Figueiredo 87 centro – Guará.Consuelo Brás de Oliveira\ 2 anosEmpresas tradicionaisiniciando o trabalho de empre-as de vários negóciosOutubro de 98\ Clube de Leões como gestor e o SEBRAE, Prefeitura Municipal de GuaráDiversificação para agro-negócios, município essencialmente agrícolaPlano de negócio, Curriculum do empreendedor. Não cobra taxa de per-manência por 6 meses, mas paga água, a luz e o telefone do boxeconsultoria do SEBRAE e a parte de acessoria externa p/ empresa de São Joaquim da Barra e última parceria com o SENAI-Franca  para a sapataria.Não houve nenhuma empresa incubada até agora, mas de 2 a 3 anosFalta de capital Conciliarem as atividades técnicas com  as adminis-trativas, comer-ciais, etcPrimeiro e segundo grau completo, terceiro e até pós-graduação
Guaíra Empresas tradicionaisiniciando o trabalho de empre-as de vários negóciosSEBRAE de São Paulo, a Prefeitura Municipal de Guaíra, a gestora da incubadora que é o Óbis Clube UNICAMP e  UNESP.    Fortalecimento dos micros – empresários através de capacitação e na busca de melhoramento nos seus produtos e comecilização    Plano de negócio submetido aos 11 Conselheiros da incubadora e SEBRAE, despesas com água, energiaGestão individual com acessoria da incubadoraQuando ultrapassarem o ponto de equilíbrio e o excedente, por 6 meses,  for suficiente para que possa cobrir as despesas geradas fora da incubadora, 2 anosCapacitação e participação dos interessados, créditos e definição de seus próprios objetivosSegundo grau completo e curso superior
Nome  da Incubadora/ LocalizaçãoGerente  da  Incubadora/ Tempo  de gerênciaÁrea de Atuação  Data de inauguração/Organizações que dão apoio à incubadoraPrincipais objetivosCritérios para  ser  incubada/ principais despesasTipo de gestãoAvaliação do autogerencia-mento das in-cubadas\ Tempo de permanênciaPrincipais problemas entre a incubadora e as  incubadasEscolaridade das pessoas incubadas
Incubadora Empresa Joaquinense de São Joaquim da BarraCarlos Justino de Sousa  5: gráfica, embalagem de TNT, confecção, Escritório de Contabilidade e Consultoria e embalagens em geral12/11/98   Sebrae-SP, Assoc. Comercial (gestora), Prefeitura MunicipalFormação de novos empreendedoresPlano de negócio, Curriculum do empreendedor.Por uma empresa do gerente junto com a Assoc. Comercial da cidade, buscando parcerias ou Consultorias acessórias.As empresas permanecem incubadas pelo prazo de 2 anos, e apartir desta data deverão estar auto-gerenciadas. Algumas em primeiro grau, outras em segundo grau e também em terceiro grau.  
Franca2 mesesA área é mais local no município.Janeiro/2000 FIESP, CIESP, SEBRAE-SP e Prefeitura Municipal.Introduzir novas indústrias no contexto sócio econômico local, gerar novos empregos, fortalecer a economia local e formar novos empreendedores.Viabilidade econômica e financeira, espírito empreendedor, idoneidade pessoal e comercial, produto não poluente.Cada empresário gesta seu próprio negócio e tem orientação institucional da CIESP, FIESP e SEBRAE.Ainda não foi feito nenhuma avaliação.Nada consta.Médio e superior.

1.3- Análise Conclusiva dos Dados

Ao analisarmos os dados encontramos o  tempo médio de gerência de 2 anos para a maioria dos gerentes das incubadoras, sendo que destaca-se INCUBATEC – Incubadora Empresarial Tecnológica de Barretos com 5 anos de gerência, e Centro de Desenvolvimento do Empresarial de Franca com 2 meses.

Quanto à data de inauguração temos a mais velha, 6 anos, a de São Carlos desde 7 de dezembro de 1984, seguida de Pirassununga em 1994 e Barretos em 20 de Setembro de 1995 tendo as demais tem em média 2 anos de existência, inauguradas em 1998 e a mais nova a de Franca inaugurada em Janeiro de 2000.

Quanto às organizações que dão apoio a estas incubadoras vão desde o Ministério da Ciência e Tecnologia através do CNPQ; a Fatesp; o Sebrae; a USP; a Unesp; as Prefeituras locais; a CIESP; a Caixa Econômica Federal,; o Governo do Estado de São Paulo, e as Associações Comercial e Industrial locais, não se diferenciando muito no formato de uma incubadora de empresas padrão tanto as organizações de apoio como os objetivos de cada uma delas, tendo critérios e despesas, bem como tipo de gestão baseado numa lógica de desenvolvimento a todo custo, sem dar muita importância numa gestão integrada de negócios, de forma a priorizar o meio ambiente e sua conservação, sendo que raras citam prioritáriamente o fator  meio ambiente.

Quanto a avaliação do auto-gerenciamento das incubadas, as empresas desde que entram são auto-gerenciadas e a gestão é feita pelo empresário através de um plano de negócios, com projeção de fluxo de caixa e projeção financeira.

O prazo médio de incubação é de dois anos em todas elas, podendo estender para mais um ano de permanência  para algumas incubadoras.

Dentre os problemas encontrados, o mais gritante é a falta de capital de investimento por parte dos empresários incubados e a dificuldade do incubado absorver  novas informações e tecnologias na atualização gerencial.

Com relação à escolaridade das pessoas incubadas o nível superior, como mestrado e doutorado. está mais concentrado nas incubadoras tecnológicas enquanto que o nível terceiro grau completo e mesmo primeiro grau  estão concentrados em incubadoras empresariais e tradicionais.

Com  relação às imagens coletadas (ver Lista de Fotos das Incubadoras Pesquisadas) não se diferenciam muito estas incubadoras, pois seguem um aspecto arquitetônico formal,  com uma fachada, um corredor central, com adaptações estruturais sem muita objetividade de conecção integrada. Cada empresa, estrutura-se individualmente numa sala,  sem vínculo operacionais de gestão integrada, integradas somente pelo circuito de eletricidade,  pelos tubos e conexões de água e esgoto, pela linha telefônica e algumas com internet.

Não se observa, pois, uma lógica integrativa de ações e de negócios.  Não se tem uma estrutura de Marketing que projete um mercado para os produtos ali fabricados, e não há uma definição clara do objetivo da incubadora e sua relação com a incubada. A relação é um tanto paternalista e conflitante durante os dois anos de incubação, com uma urgente necessidade de desocupação do espaço e uma falta de vínculos e interesses da incubadora para com a incubada e vice-versa.

Algumas incubadoras desenvolvem um marketing  referencial  e regional  por incorporar tecnologia, como é o caso da incubadora de São Carlos, mas não se ocupa de um direcionamento e busca de mercado para seus incubados. Por ocupar-se de tecnologias de ponta, muitas vezes não se pode dar acesso mais ampla à população local, de forma a oportunizar empreendedores locais porque o grau de conheciemento exigido é muito elevado, tendo que importar mão de obra especializada.

A incubadora de Jaboticabal ( ver foto nº4 ) por ter um objetivo mais social  na formação de empregos regionais, tem melhor inserção no âmbito da comunidade local, porque partiu de uma necessidade de modernização da economia agrícola regional, e está conseguindo operacionalizar a integração multiinstitucional entre prefeitura, universidade paulista e órgãos locais .

O Núcleo de Desenvolvimento Empresarial ” Dr Rubens Santos Costa” de Pirassununga ( ver foto nº8 ) é o retrato de engessamento de uma incubadora, tendo sido a segunda incubadora a ser inaugurada, evoluiu hoje para a fixação de três empresas solidificadas na cidade: uma alimentícia na fabricação de biscoitos ainda de forma artesanal (ver foto nº9,10,11) ,  outra no setor de empalagens de plásticos (ver foto nº12,13) e por último  uma indústria de autopeças como fusíveis. (ver foto nº14,15).  

Diante pois, deste estudo, a incubadora que mais nos chamou a atenção e que se aproxima do modelo de gestão integrada para o desenvolvimento sustentável é a INCUBATEC de Barretos (ver foto nº16) principalmente quando destaca o Agropolo como agente de desenvolvimento regional, com pesrpectivas de internacionalização econômica em decorrência de estar sediando a II Conferência Internacional sobre Agropolos e Parques Tecnológicos. ( ver foto nº17 ).

Wanderley Mauro Dib, presidente do Instituto Barretos de Tecnologia que é o gestor da Incubatec afirma, no 10º Seminário Nacional de Parques Técnologicos e Incubadoras de Empresas, promovido pela ANPROTEC em Belém do Pará nos dias 22 à 25  de agosto de 2000:

“ Os Agropolos se constituem em modelos que inovam os  procedimentos agrícolas e agroindustriais, promovendo agronegócio com agregação de recursos tecnológicos até então, com raras excessões, negligenciadas.O agronegócio não se resume em simples procedimentos comerciais.

    A tecnologia da informação, a tecnologia de plantio e manejo de animais, a tecnologia de produção, animal e vegetal,  a tecnologia de controle e qualidade ambiental e de alimentos,  industrializados ou não e a tecnologia de processamento e  embalagem de alimentos ilustram a complexidade envolvida nas                                     cadeias produtivas. O Agropolo se constitui em uma estrutura que aproxima os interessados, promove treinamento, gera oportunidade de negócios e empregos, contribui com a organização do setor agropecuário e através de sub-programas, preserva e recupera o meio ambiente, garantindo que o mesmo não seja comprometido enquanto se promove desenvolvimento econômico.”

Um Agropolo iniciado em abril de 1998 , como este de Barretos, e que promete um desenvolvimento integrado de ações que possibilite o exercício da multi-disciplinaridade através da multinstitucionalização de procedimentos dentro de um harmônico equilíbrio homem/natureza.

Quanto às incubadoras de base tradicional e de vários negócios como a de Guará (ver foto nº19) como confecção de embalagens, uma fábrica de calçados e uma estamparia (ver fotos nº 20;21;22) a de Guaíra (ver fotos nº23,24,25) e de São Joaquim da Barra  ( ver fotos  nº26,27,28,29,30,31 ) do mesmo ramo de atividades, destacam -se em comparação com recém inaugurada Núcleo Empresarial de Franca pela visão estruturada em compartimentação e departamentação, sem vínculos integrativos que possibilitem o desenvolvimento sustentável de forma integral.

Diante pois, do exposto, resta nos estabelecer uma avaliação conclusiva que nos permita traçar perspectivas e sugerir inovações dentro da ótica de gestão empresarial nas incubadoras de empresas.

 Haja visto que, por ser incubadoras de novas empresas que influirão necessariamente sobre o meio ambiente e sobre a população onde estarão inseridas, poderemos ter incubadoras de empresas que nascidas dentro da lógica do desenvolvimento sustentável possam influir sobre a perspectiva integradora das empresas incubadas, avaliado como um  sistema,  que a exemplo do Agropolo de Barretos, permitam integrar as cadeias produtivas de uma forma harmônica e sem prejuízo ao meio ambiente e ao mesmo tempo resgatando a cidadania e a qualidade de vida da população através da transferência da tecnologia de informações para a otimização dos recursos utilizados; integrando capital intelectual, capital financeiro e quem sabe um dia uma forma de capital que valorize as relações humanas, as trocas de informações e as trocas energéticas num plano mais humano e fraterno: numa Sociedade de Boa Vontade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Urge promover  a educação ambiental de forma que o povo brasileiro,  possa viver dentro da lógica do desenvolvimento sustentável integral. Esta lógica envolve aos seus próprios valores éticos,  de maneira que a concientização da cultura brasileira, ou       “ como  um  povo em si, que luta desde então para tomar consciencia de si  mesmo e realizar suas potencialidades”[2], se realize dentro do espaço físico de seu bairro e dentro de sua família.

   Despertar e conscientizar os habitantes do bairro  na preservação e conservação do meio ambiente em que vivem, orientando para sua sustentabilidade, tendo como tema central o trabalho empreendedor, seu destino e suas possibilidades de renda e os novos padrões de consumo dentro de uma efetiva integração socio-ambiental, é promover a microeconomia do bairro numa melhora efetiva da qualidade de vida do cidadão.

Desta  maneira o cidadão estimulado pelo poder público através da criação dos espaços democráticos de participação social, como a discussão do orçamento da cidade na implementação do plano diretor, de forma que ele se sinta construtor integrado, a partir de  seu bairro, em  uma escala menor,  da operacionalização   deste  plano diretor do seu  município,  terá então, construído uma noção integrada de cidade  com a participação social  de forma efetiva pela sua própria conscientização ecológica participativa.

Urge revolucinar a gestão da transmissão do conhecimento e da informação, para que possamos  fermentar os impulsos construtivos de uma nova civilidade . E no dizer de CRISTÓVÃO BUARQUE[3] “ se o novo século deseja participar da constituição de uma modernidade subordinada à ética, a universidade e as novas organizações empresariais terão de mudar como organização, e a universidade da subversão ética, terá, primeiro, de subverter-se a si próprio” já que no dizer dele que por dentro de cada categoria do conhecimento, cada universitário é prisioneiro de velhas perguntas e conclui que a universidade “ deverá retornar o gosto pela aventura” , bem como as novas formas de gestão de recursos humanos e financeiros.

          HISTOFF[4] avalia que o Brasil continua na era Jeffersoniana, concebendo a Universidade, e acrescentaria as empresas,  como um espaço onde alguns poucos privilegiados poderão expor-se ao último conhecimento e instrumentalizar-se para preservar seus privilégios e afirma que parece não haver dúvidas que a Universidade (e as empresas) deve servir à Sociedade que a criou, mas resta saber  a que Sociedade deve servir,  e conclui  que,  nesse sentido,  parece evidente que num país democrático, ou que se quer democrático a Universidade (bem como as empresas) precisa romper com o elitismo que a concebeu e engajar-se num projeto nacional que promova um acesso amplo das populações hoje excluídas.

A Universidade brasileira e qualquer organização empresarial passam por uma crise de identidade jamais visto, como diz CRISTÓVAM BUARQUE[5] “a prisão epistemológica de cada departamento invibializa o contato com o real e a participação no processo de transformação social que se espera da universidade” e das empresas,   reflexo de um modelo econômico de dependência da produção para o desenvolvimento a todo custo do tipo exportação , que exauriu do país seus valores intelectuais, após seus órgãos de pesquisa despenderem grandes recursos na formação deste mesmo  intelectual. Não se  promove condições de ajustá-lo ao mercado de trabalho nacional , levando à exaustão dos nossos melhores valores do pensamento brasileiro .

           À Universidade caberá um papel muito importante na consolidação desta cultura emergente e terá que viver efetivamente a filosofia da qual foi criada, a universalidade de conhecimentos para romper a aparente falência da objetividade dos valores sociais e culturais deste final de século, buscando atingir seus objetivos específicos propostos, como:

       – Integrar como projeto de educação ambiental global as escolas municipais e estaduais num plano estratégico único que incentive o aluno a buscar o meio ambiente com a visão completa para o desenvolvimento sustentável  a  partir da realidade do seu bairro, buscando sua participação também no orçamento participativo de sua região e procurar construir iniciativas empreendedoras.

           – Incentivar através do conhecimento a reciclagem de produtos e bens que possibilitem uma economia de recursos e energia, que  deteriore menos o meio ambiente.

           – Criar meios que possibilite incubação de empresas comunitárias  viabilizando o desenvolvimento sustentável  no bairro através da escola de jovens  empreendedores que operem técnicas ambientais, das cooperativas de trabalho e de produção de bens de consumo sustentável..

          – Garantir a participação efetiva da comunidade no processo de planejamento, execução e avaliação das ações  desenvolvidas no bairro, sendo esta, co-responsável pela manutenção e  conservação  do Meio Ambiente .

        – Desenvolver cooperativas de produtores artesanais, manufaturas e de produtos agro-industriais para uso sistemático da comunidade, atendendo aos  interesses da população alvo  por reduzir os custos na aquisição de tais produtos ao mesmo  tempo em que trará benefícios significativos à Saúde Coletiva, buscando promover o resgate da cultura e  da sabedoria popular da comunidade envolvida  bem como sua história e novas formas de organização como Incubadoras de empresas comunitárias e tecnológicas nos moldes da cidade de Toledo.

E ainda:                                                             

        – Integrar em nível local e regional a atuação da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, tanto através dos demais sistemas em instalações (Recursos Hídricos, Saneamento, etc…) como dos diversos programas em desenvolvimento aos programas e projetos da Coordenadoria do Meio Ambiente da Secretaria de Planejamento , Território e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Franca, permitindo uma integração operacional prática entre estado e município, dentro de uma estrutura física condizente com tal proposta.

       – Integrar entre as instâncias Federal, Estadual, Regional e local o processo de tomada de decisões, considerando as questões sócio-econômicas e ambientais locais e regionais;

       – Propor mecanismos que facilitem a participação, em todos os níveis do processo de tomada de decisão, dos indivíduos, grupos e organizações  locais

       – Difundir as informações disponíveis visando instrumentalizar  o processo de tomada de decisões.

    Considerando que:

     –  a concretização da política ambiental estadual e municipal só se efetiva através de sua implementação nos âmbitos local e regional, dado o seu papel na mobilização do público e no apoio efetivo ao desenvolvimento sustentável;

     –  a inexistência de uma sistematização da problemática ambiental do Estado de São Paulo, especificamente no Nordeste Paulista;

     – a necessidade de fortalecimento das estruturas locais e regionais na gestão do ambiente;

     – a frágil articulação existente entre as instâncias do poder municipal, estadual e federal e, entre órgãos setoriais de um mesmo nível de governo;

            – a obrigatoriedade de cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil e pelo estado de São Paulo e consequentemente pelo Município de Franca durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

        Considerando ainda:

         A situação política econômica brasileira tem resultado num quadro de grave deteriorização da Saúde do Meio Ambiente  e consequentemente da qualidade de vida da cidade, que atinge principalmente a população trabalhadora de baixo poder aquisitivo em função do modelo de desenvolvimento a todo custo, que tem sido operacionalizado pela política de total ausência do Estado na gestão dos problemas sociais. É necessária a construção de uma nova forma de pensar e agir diante dessa realidade.

         Dessa forma,  surge o  projeto ” Reciclando a vida tupiniquim na Universidade Livre do Bairro” que integra dois programas: a Universidade Livre do Bairro e a incubadora de empresas comunitárias e tecnológicas. 

         Estes programas A Universidade livre no bairro e a incubadora de empresas tecnológica e comunitária, de caráter eminentemente multidisciplinar, multiprofissional e multinstitucional, parte de uma experiência concreta e bem sucedida, desenvolvida a partir da cidade de  Franca-SP, junto à comunidade do bairro do City Petrópolis, inaugurada em março de 2000, integrando quatro secretarias da Prefeitura Municipal : Coordenadoria  do Meio Ambiente, Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação e Secretaria de Ação Social e Cidadania, uma Ong – o IDESUFRAN – Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Franca e Região da Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí\ Mirim, sociedade civil de interesse público sem fins lucrativos que é gestora da  Universidade livre e da incubadora de empresas.

            Entendemos que a produção científica gerada na UNESP de Franca -SP, UNIFRAN e Faculdades de Direito, Economia e Administração deve se inserir no contexto cultural da comunidade dos bairros em  foco, levantando problemas e encontrando soluções de imediata aplicabilidade social através da vivência e experimentação do conhecimento dentro da Universidade Livre no bairro. Este programa conta com uma Escola de Informática para 300 crianças e uma biblioteca de 200 volumes. E a incubadora de empresas está incubando uma indústria da farinha da folha da mandioca ou multi-mistura para desnutrição infantil.

             Cabe à Prefeitura Municipal, conhecer as necessidades emergentes da comunidade e viabilizar a execução de ações que levem  à minimização dos problemas, como foi implantado através da Secretaria de Saúde o Programa Saúde da Família integrado com a homeopatia.

            À comunidade, cabe a auto organização para que, através do despertar da consciência e da ação coletiva, rompam os mecanismos político-sociais de caráter paternalista e alienante, tornando-se apta a lutar por seu pleno direito à cidadania.         Portanto, este projeto pretende viabilizar a interação destes três elementos: Universidade-Comunidade-Prefeitura Municipal, na busca de novas soluções para os problemas da Saúde Coletiva que envolva o  Meio Ambiente, tendo como eixo central  a “questão do lixo” e suas agravantes sociais decorrentes de um consumo não sustentável, procurará através da educação ambiental ampliar os agentes participantes sociais na questão do desenvolvimento da qualidade de vida da cidade, bem como o resgate da cultura popular dando ênfase ao uso de plantas medicinais e homeopatia, bem como variadas técnicas alternativas no campo da alimentação e medicamentos visando a melhoria das condições da Saúde Coletiva da população envolvida no projeto.

Concluimos que o Projeto “RECICLANDO VIDA TUPINIQUIM NA UNIVERSIDADE LIVRE NO BAIRRO.”, é um projeto de grande importância no contexto do município de Franca bem como da Região da Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí-Mirim \ Grande,   já que:

1. Administrados com eficiência e sustentabilidade, os recursos da Terra são suficientes para preencher as necessidades de todas as criaturas.

          GANDHI dizia: “a Terra é suficiente para prover as necessidades de todos, porém não para a ganância de todos.”

          Entre os dois extremos – escassez e abundância – há uma etapa intermediária chamada suficiência: há o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, porém  não  mais  do que isso. A generosidade tem lugar, mas não o desperdício; a  frugalidade é a palavra de ordem, mas não a avareza. A suficiência expressa melhor nosso real conhecimento a respeito da fecundidade da terra e é  claramente  a melhor hipótese para nortear uma administração competente.

         E ainda:

2.  A chave para o desenvolvimento é a participação, a organização, a educação e o aumento  do poder das  pessoas.

            Buscaremos o DESENVOLVIMENTO SOCIALMENTE SUSTEN-TÁVEL, não é centrado na produção, mas nas pessoas. Elege como seu recurso básico a iniciativa criativa das pessoas e como objetivo fundamental o seu bem-estar  material e espiritual. Em comunidades que funcionam bem, mesmo quando há pobreza, há também, estratégias engenhosas de sobrevivência.

            O desenvolvimento centrado nas  pessoas respeita essas estratégias e procura melhorar a capacidade das comunidades para resolverem seus próprios problemas. Sua premissa é de que as pessoas, quando não conseguem reconhecer suas próprias necessidades, ou estão degradando o seu ambiente, fazem-no porque devem haver obstáculos enormes impedindo-as de agirem mais efetivamente. O foco recai sobre a remoção desses obstáculos.

     A gestão empresarial na falência da objetividade dos valores sociais, através da  existência deste Estado mínimo, é uma proposta  ousada de  recompor uma sociedade fragmentária, dividida cujo discurso neste final de século remonta aos  anos 1572, na servidão voluntária de Boétie, que não  entendeu porque esta sociedade dividida deixou-se dominar, e não só isso, deixou de servir  voluntariamente ao Senhor, ao rei ou ao diabo, em detrimento da  tão aclamada liberdade, a mesma que construiria a igualdade de oportunidades  entre os homens e a fraternidade de uma Sociedade da Boa Vontade…

Ao povo agrada o belo sonho utilitário de ser servido gratuitamente pelos dirigentes. Mas, é uma ingenuidade, não saber que a vida nada oferece de graça. Ignora que seu mundo é o da força e que o povo não será servido enquanto não tiver aprendido a ser uma força e representar um valor. Quem  nada vale, nada obtém na vida.

            Os governantes levarão em conta o povo quando este souber valer-se pela inteligência, consciência de si mesmo e vontade, quando representar algo no destino coletivo, quando souber até ser terrível e impor-se aos chefes, se necessário, e construir a cidadania pela sua participação na História.

             A liberdade que construiria a igualdade de oportunidades entre os homens e a fraternidade de uma Sociedade da Boa Vontade, possibilitando a  integração socio-ambiental  no Município de Franca através de incubadoras de empresas comunitárias, cujos princípios remontam à liberdade de Boétie e estendem até aqui com a vez e a lógica do desenvolvimento sustentável na microeconomia do bairro.

É nesta sociedade da Boa Vontade,  da comunhão de novas vontades que surgirá a moderna e empreendedora gestão empresarial dentro de princípios de  liberdade e não de dominação entre o capital e o trabalho: como  dizia La Boétie[6] “… o que pensar que deu  a tão pouca gente , como éramos gregos, não o poder, mas  a fibra para sustentar a  força de tantos navios…,  para derrotar tantas nações… senão que, ao que parece… não se tratava da batalha dos gregos contra os Persas, mas da vitória da liberdade sobre a  dominação?!

PERSPECTIVAS E SUGESTÕES

Consideramos que a educação ambiental para uma sustentabilidade eqüitativa é um processo de aprendizagem permanente baseado no respeito de todas as formas de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam entre si relação de interdependência e diversidade. Isto requer responsabilidade individual e coletiva a nível local, nacional e planetária.

            Consideramos que a preparação para as mudanças necessárias depende da compreensão coletiva da natureza sistêmica das crises que ameaçam o futuro do planeta. As causas primárias de problemas como o aumento da pobreza, da degradação humana e ambiental e da violência podem ser identificadas no modelo de civilização dominante, que se baseia em super produção e super consumo para uns e em subconsumo e falta de condições para produzir pôr parte da grande maioria.

             Consideramos que são inerentes à crise a erosão dos valores básicos e a alienação e a não participação da quase totalidade dos indivíduos na construção do seu futuro. É fundamental que as comunidades planejem e implementem suas próprias alternativas às políticas vigentes. Dentro dessas alternativas está a necessidade de abolição de programas de desenvolvimento, ajustes e reformas econômicas que mantém o atual modelo de crescimento, com seus terríveis efeitos sobre o ambiente e diversidade de espécies, incluindo a humana.

             Consideramos que a educação ambiental deve gerar, com urgência, mudanças na qualidade da vida e maior consciência de conduta pessoal, assim como a harmonia entre os seres humanos e destes com outras formas de vida, propôem-se os princípios da Universidade Livre no Bairro:

I – Princípios da Educação para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

1.  A educação é um direito de todos; somos todos aprendizes e educadores.

2. A educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo e lugar em seus modos formal, não formal e informal, promovendo a transformação e construção da sociedade.

3. A educação ambiental é individual e coletiva. tem o propósito de formar cidadãos com consciência local e planetária, que respeitem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações.

4.  A educação ambiental não é neutra, mas ideológica, é um ato político baseado em valores para a transformação social.

5. A educação ambiental deve envolver uma perspectiva holística, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar.

6.  A educação ambiental deve estimar a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos  humanos, valendo-se de estratégias democráticas e interação entre as culturas.

7. A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e interrelações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente tais como população, saúde, paz, direitos humanos, democracia, fome, degradação da flora e da fauna devem ser abordados dessa maneira.

A atual evolução do pensamento técnico-científico-social-ambiental, tem feito emergir um novo paradigma que pode contribuir para verdadeiras revoluções na estrutura do pensamento humano, rumo ao entendimento intuitivo de uma realidade mais completa ou total. Essa nova abordagem holística, que se volta para o todo e não para a realidade compartimentada, pode alterar profundamente nossa ação diante dos problemas sociais.

A partir, pois,  de uma visão de  Saúde no Meio Ambiente no bairro, torna-se imprescindível  e um campo fértil  para desenvolver uma experiência piloto de metodologias alternativas que fermentem a criatividade; que resgatem o saber popular; que propiciem a popularização do conhecimento científico; e que  promovam a organização comunitária, para que segmentos desfavorecidos economicamente possam enfrentar os problemas que dizem respeito à sua realidade de vida cotidiana em  nível individual e coletivo.

II – Surge a necessidade de uma Universalidade de Informação Integrada

Após o lançamento da Revista  “Sapo Xexéu contra os destruidores do Meio Ambiente”, no dia 21 de setembro de 1998 no CAIC, com a apresentação da peça  teatral  “O Sapo Xéxeu e a Nhaca no Meio Ambiente”; onde foram distribuídas 500 revistas às crianças, que, participaram previamente de projetos de Proteção Ambiental, e da apresentação  de um vídeo infantil sobre reciclagem de lixo,; sentiu-se a necessidade de um projeto educacional  fixo no bairro do City Petrópolis,  que pudesse enraizar os projetos pedagógicos desenvolvidos através da Carteinha de Vigilante Ambiental , do Teatro Itinerante do Meio Ambiente, da Coleta Seletiva de Lixo, e, da participação da criança  como construtora  de Cidadania a partir de sua  qualidade de vida, na realidade de seu bairro, buscando romper paradigmas educacionais de participação na construção desta mesma cidadania .

         Mas como promover a participação popular num contexto social de cisão e isolamento social, de um modelo de desenvolvimento econômico esquizofrênico, que promove  os  ricos a  ficarem  mais  ricos, em ilhas de prosperidade,  e,  a miséria assole os mais pobres em oceanos de destruição da qualidade de vida de toda a Terra?

           E voltamos ao início comHistoff[7] que avalia , que  o Brasil continua na era Jeffersoniana, concebendo a Universidade como um espaço onde alguns poucos privilegiados poderão expor-se ao último conhecimento e instrumentalizar-se para preservar seus privilégios e afirma que parece, não haver dúvidas que a Universidade deve servir à Sociedade que a criou, mas resta saber  a que Sociedade deve servir,  e conclui que,  nesse sentido, parece evidente que num país democrático, ou que se quer democrático a Universidade precisa romper com o elitismo que a concebeu e engajar-se num projeto nacional que promova um acesso amplo das populações hoje excluídas. É pois, com este ideal que queremos propor a construção de um modelo de Universidade, A UNIVERSIDADE LIVRE NO BAIRRO numa Sociedade da Boa Vontade.

III –  A Sociedade da Boa Vontade : A Base para  a Nova Gestão da Universalidade de Conhecimento

Na introdução do Capítulo 36 da Agenda 21  sobre a Promoção do Ensino, da conscientização e do treinamento diz que  “ O ensino, o aumento da consciência pública e o treinamento estão vinculados virtualmente a todas as áreas de programa da Agenda 21 e ainda mais próximas das que se referem à satisfação das necessidades básicas, fortalecimento institucional e técnica, dados e informação, ciência e papel dos principais grupos” e que   “A Declaração e as Recomendações da Conferência Intergovernamental de Tbilisi sobre Educação Ambiental[8], organizada pela UNESCO e o PNUMA e celebrada em 1977, ofereceram os princípios fundamentais para as propostas deste documento, sendo que as áreas de programas descritas neste capítulo são:

a) Reorientação do ensino no sentido do desenvolvimento sustentável;

b) Aumento da consciência pública;

  1. Promoção do treinamento.

            Quanto pois,a reorientação do ensino no sentido do desenvolvimento sustentável a sua base para a ação diz que:

“O ensino, inclusive o ensino formal, a consciência pública e o treinamento devem ser reconhecidos como um processo pelo qual os seres humanos e as sociedades podem desenvolver plenamente suas potencialidades.O ensino tem fundamental importância na promoção do desenvolvimento sustentável e para aumentar a capacidade do povo para abordar questões de meio ambiente e desenvolvimento. Ainda que o ensino básico sirva de fundamento para o ensino em matéria de ambiente e desenvolvimento, este último deve ser incorporado como parte essencial do aprendizado. Tanto o ensino formal como o informal são indispensáveis para modificar a atitude das pessoas, para que estas tenham capacidade de avaliar os problemas do desenvolvimento sustentável e abordá-los. O ensino é também fundamental para conferir consciência ambiental e ética, valores e atitudes, técnicas e comportamentos em consonância com o desenvolvimento sustentável, e, que,  favoreçam a participação pública efetiva nas tomadas de decisão. Para ser eficaz, o ensino sobre meio ambiente e desenvolvimento deve abordar a dinâmica do desenvolvimento do meio físico/biológico e do sócio-econômico e do desenvolvimento humano (que pode incluir o espiritual).Deve integrar-se em todas as disciplinas e empregar métodos formais e informais e meios efetivos de comunicação.” 

Antes pois de partirmos para a ação, necessário se faz a criação de um sistema unificado de forças, para consolidar a universalidade de conhecimentos, que envolve o meio ambiente dentro de uma Sociedade de Boa Vontade, e que possibilite a materialização desta idéia.

           Como deixar claro os sistemas de parcerias entre o poder público, o privado e as organizações não governamentais, numa forma de gestão descentralizada, que contemporiza aspectos políticos de gestão ambiental, levando em consideração a nova e inusitada experiência de gestão ambiental  adquirida através da estruturação e operacionalização dos  Comitês de Bacias?

           Urge pois,  estabelecer uma nova estrutura institucional que integre e articule os órgãos de poder constituídos e a sociedade civil organizada, numa nova lógica integrativa ambiental, onde pelo domínio da informação e sua democratização, possamos reverter o modelo de econômico atual para um modelo sustentável de desenvolvimento social e ambiental.  Contribuir para a implementação da Agenda 21 para a região de nossa Bacia através do Forum de Desenvolvimento Econômico de Franca.

                 A integração da Organização Não Governamental – IDESUFRAN-  Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Franca  e o COMDEMA – Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, como orgão permanente de consultoria, através de sua Coordenadoria Executiva, suas Camaras Técnicas e seus  Departamentos de Legislação e autorga; Saneamento Básico (Água, esgoto e resíduos sólidos),Drenagem Urbana e Rural; Controle de Vetores; Biodiversidade ( Fauna e Flora); Ocupação e Uso do Solo Urbano e Rural; Resíduos gasosos e Desenvolvimento Sustentavél, além de suas Câmaras sociais é imprescindível para a consolidação da Agenda 21 regional.

A UNIVERSIDADE LIVRE NO BAIRRO terá seu corpo docente formado a partir de cidadãos da Sociedade da Boa Vontade inicialmente do Município de Franca podendo se estender para qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro que queira contribuir com a filosofia desta instituição. O corpo discente será formado inicialmente por crianças , vigilantes ambientais, que se inserirem no contexto do bairro com a filosofia de recuperação ambiental e reconstrução do próprio bairro a partir de uma lógica de desenvolvimento sustentável com espírito tupiniquim de respeito a Mãe Terra, bem como por alunos da Universidade da  terceira idade da Unesp, podendo estar aberta a todo cidadão preocupado com a recuperação ambiental.

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ANEXO 2

QUESTIONÁRIO UTILIZADO

       NOME DO ENTREVISTADO:

       CARGO:

NOME DA INCUBADORA:

ÁREA DE ATUAÇÃO:

LOCALIZAÇÃO:

  1. Há quanto tempo você gerencia  esta incubadora?
  • Quando foi criada esta incubadora de empresas?
  • Quais são seus principais objetivos?
  • Relacione as principais organizações que dão apoio ao projeto da incubadora.
  • Quais são os critérios utilizados para definição das empresas a serem incubadas?
  • Como é realizado o processo de gestão das empresas incubadas?
  • Como é avaliado o momento em que as empresas têm condições de se autogerenciarem?
  • Quais são os principais problemas existentes entre a incubadora e as empresas incubadas?
  • Quais são as maiores dificuldades encontradas pelas empresas incubadas?
  1. Qual a escolaridade média das pessoas responsáveis pelas empresas incubadas?
  1. Cite as principais despesas que esses empreendedores têm para com a incubadora
  1. Qual é o tempo médio que estas empresas ficam incubadas?
  1. Existe um contrato escrito entre a empresa incubada e a incubadora?
  1. Existe um período definido em que a empresa deve deixar a incubadora?
  1. Você acha que deve ser definido mesmo um modelo de gestão que deva ser imposto às empresas incubadas, ou cada uma teria que se desenvolver de acordo com sua realidade estrutural e seu ramo de atuação?
  2. Você poderia citar os setores econômicos da cidade em que as empresas têm melhores perspectiva de se desenvolver?              

[1]62 PREFEITURA MUNICIPAL DE TOLEDO.  As indústrias Comunitárias de Toledo. Sua história e implantação, 1985 180 p.

[2]62  RIBEIRO, Darcy.  O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil” – Companhia das Letras, 1995.  São Paulo

[3]63 BUARQUE, C. – A Aventura da Universidade. Editora Vozes, 1995.

[4]64 HISTOFF , Dilvo I.  Universidade Universalizada –  Folha de São Paulo.  6,dez., 1998

[5]65 BUARQUE, C. A Aventura da Universidade. Vozes, 1995.

[6]66   CLASTRES, Pierre. Liberdade, mau encontro, Inominável . In LA BOÉTIE, Etienne de, O Discurso da Servidão Voluntária, 4. ed., São Paulo: Brasiliense, 1985. 239 p.

[7]67 HISTOFF , Dilvo I. Universidade Universalizada. Folha de SãoPaulo.  6, dez.,1998

[8]68   Conferência Intergovernamental sobre a Educação Ambiental: Relatório Final. Paris Unesco, 1978.


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