Humanizar é amar, ame o seu SUS e faça dele o melhor para sua saúde

Sofremos o impacto ambiental em toda parte e a concentração das filas nos hospitais, como evoluir o planejamento da saúde da cidade sem gestão e sem integralidade??? 

Acredito que a comunicação seja a base de uma boa consulta e a princípal ferramenta para se estabelecer uma relação médico-paciente. Ainda quando a população é idosa e de baixa escolaridade, portanto é fundamental em muitas vezes adaptar a forma de abordar, adaptar o vocabulário e muitas vezes utilizando de uma linguagem  e instrumentos que estão mobilizando deveras a comunidade do PSF Júlio de Lollo em São Joaquim da Barra, SP.

Para que o paciente entenda a razão de estar ali e porquê deve se cuidar e cuidar do seu bairro como deve cuidar da saúde, sem a frustração de ser encaminhado para um especialista, em busca do diagnóstico preciso e urgente, mas quase sempre a informação não evolui e não integra e manca a resolutividade e a cura.

É a maior satisfação, curar o paciente!!! Pois é ele quem sofre, e muitas vezes não entende o que se passa com ele e seu modo de adoecer. Porque adoece.

Acredito que tudo é questão de gestão e integração do sistema de saúde e atuar na prevenção, na Homeopatia Preventiva que iniciei em São Joaquim da Barra e encontrei no E-SUS esta semana implantado e já funcionando.

A abordagem do paciente psiquiátrico no programa saúde da familia tem sido um desafio importante para mim, pois descobri novas formas de ampliar meus instrumentos para a cura do meu paciente, bem como a minha própria cura.

No programa mais médicos vi que a equipe e o pacto que temos que fazer com ela, passa a ser mais importante que quando eu estava inserido no sistema de saúde como cirurgião pediatra e homeopata no âmbito das especialidades, sem perceber a dimensão da saúde em seus aspectos territoriais, ambientais e mesmo epidemiológicos de forma prática como se tornou premente agora diante de uma pandemia como esta que hora enfrentamos.

Cresci muito em apenas uma ano de trabalho, quando me empenhei a trazer a homeopatia como especialidade médica dentro das práticas integrativas e complementares envolvendo me efetivamente mais no SUS depois de ter participado do sistema fragmentado das especialidades e sem buscar a integralidade tão importante  como vejo agora no que começo a fazer e viver sim: uma nova dimensão do trabalho de médico integral para uma medicina mais integralizada e curativa.

A medicina antroposófica, que nos dá uma idéia muito interessante sobre a sucessão entre o primeiro filho, que seria a expectativa do pai, o segundo a da mãe e o terceiro transformaria a relação do casal e assim sucessivamente, e há uma certa lógica nessa forma de abordar a construção de uma família.

Mas formar uma familia, além do planejamento familiar, envolve um auto conhecimento que urge se perceber diante da perspectiva de se ter um filho, mesmo que ele possa chegar sem programação do casal, sempre gerará conflitos, mas como suplantar e vencer-se neste auto conhecimento?

A família é a maduridade maior que o ser humano deve enfrentar: cuidar do outro sobretudo com amor, mesmo que você ainda não saiba como amar, urge tentar!!!

Projeto Pegasus COMVIDA 2020

Exemplo a ser seguido: “Suas vivências com o coletivo no aspecto transformador através de um trabalho inter e multi disciplinar.”

 Wagner,
O texto é muito interessante principalmente a referência a Emanuel. O texto traz um histórico interessante. Você pode usá-lo, em parte, na introdução, destacando o que mais está relacionado ao tema principal do seu trabalho.”

Dra Valéria Salomão

Proposta para instituir no tratamento da dependência química e saúde mental as Práticas Integrativas e Complementares no SUS: a metamorfose necessária do SUS para transcender e viver o princípio de integralidade ética a partir da experiência inovadora da Homeopatia no programa Mais Médicos 

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro
Médico homeopata e cirurgião pediatra
Mestre em gestão empresarial
Mais médico de São Joaquim da Barra SP


” O sentimento cria a ideia
A ideia gera o desejo
O desejo acalentado forma a palavra
A palavra orienta a ação
A ação detona resultados
Os resultados nos traçam caminhos nas
áreas infinitas do tempo
Cada criatura permanece na estrada que
construiu. 
A escolha é sempre nossa”.

Emmanuel



A experiência inovadora do programa Mais Médicos pode apontar soluções para países que vêm enfrentando desafios na área de recursos humanos e de formação em saúde. Por isso, essa bem-sucedida iniciativa foi apresentada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Dublin, na Irlanda, durante o Quarto Fórum Global em Recursos Humanos para a Saúde.
Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto estrangeiros (inter cambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS).
O terceiro eixo é direcionado à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação para melhorar a qualidade da atenção à saúde. “Dessa forma, esperamos garantir sustentabilidade em termos de superar o déficit de médicos e de acabar com a desigualdade na distribuição geográfica desses profissionais”, ressaltou Molina.
Diante pois, de tamanha transformação ocorrida no SUS através desse programa, resta-nos trazer a título de contribuição uma assertiva evolutiva, se assim possamos afirmar, quanto a nossa recém adesão a esse programa no Município de São Joaquim da Barra, SP e já há nesses últimos quatro meses, propor através do método Paidéia construir um alicerce para que vivamos o que considero o principal princípio universalizante do SUS: a integralidade.
O método Paidéia¹(CAMPOS, 2000) é uma proposta de co-gestão de coletivos organizados para a produção de valor de uso que aglutina (CUNHA,2010), uma dimensão crítica e uma dimensão propositiva entrelaçadas. A dimensão crítica (CUNHA,2010) abarca uma análise do mundo do trabalho e das instituições contemporâneas que acredito eu, possibilita retirar o agente ativo, no caso o gestor, das instituições e refazer sua reinserção no sistema SUS, do qual ele é um resultante como intelectual orgânico, para que ele possa viver o desafio proposto pelo próprio SUS dentro das práticas integrativas e complementares como um valor ético: a integralidade.
Aqui urge uma mudança de paradigma do pensamento dominador/dominado, gestor/gerenciado, condutor/conduzido para uma superação da relação de poder e transcender para uma relação de integração, ou integralidade, o que não seria fácil, pois trata-se de metamorfosear-se na crisálida e sair da condição do rastejar da lagarta, para transcender-se num voo libertador de borboleta.
O SUS, realmente, estaria disposto a esta metamorfose?
A dimensão propositiva engloba um método, propriamente dito, de apoio e co-gestão que para tal (CUNHA,2010), algumas características são fundamentais. O método assume um compromisso com a democracia institucional, colocando-se ao lado da herança política dos movimentos libertários do final da década de 1960, quando a chamada esquerda rompeu (em parte) com uma tradição que defendia certo monopólio temático da luta política em torno das formas de exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem (FOUCAULT, 1983) adjacente ao acesso ao poder do Estado. Ou seja, reconhecendo a herança pós 1968, pode-se dizer (CUNHA,2010) que não basta votar neste ou naquele governante, ou mesmo apostar no mundo pós-revolução, porque sempre, mesmo depois das revoluções, existirão, conflitos de interesse e lutas imediatas, existirá o poder heterônomo e próximo aos indivíduos e existirão as instituições definindo algum grau de democracia cotidiana (família,escola, hospitais, religiões etc.).
Volver pois, aos gregos e retomar o real sentido de ética integral vivenciada no dia a dia de um consultório médico cujos instrumentos de co-gestão de coletivos organizados para o trabalho possam também serem submetidos ao tratamento com a homeopatia, já que Hahnemann (ORGANON DA ARTE CURAR,1810) preconizou que a cura pressupõe que o individuo atinja seu mais alto fim da existência, e para que o SUS cumpra seu maior valor ético e fim, a integralidade, devemos todos seus agentes de saúde estarmos nos curando efetivamente da grande doença do poder que gera conflitos sem gerenciar a saúde integral ambiental.


Referências Bibliográficas
¹ CUNHA, Gustavo Tenório; CAMPOS, Gastão Wagner de Souza – MÉTODO PAIDÉIA PARA CO-GESTÃO DE COLETIVOS ORGANIZADOS PARA O TRABALHO. ORG & DEMO, Marília, v.11, n.1, p. 31-46, jan./jun., 2010

DE OLIVEIRA, J. B.; – “A Homeopatia e sua legitimação acadêmica.” Anais do III Simpósio Nacional de Pesquisas Institucionais em Homeopatia,Uberlândia, 28 a 30 de novembro de 1991.

DE PAULA, G.L.S.; Monteiro P.J.C. & Magela, a: – “O Serviço de Homeopatia do ambulatório “Araújo Lima”.Anais do III Simpósio Internacional de Pesquisa Institucionais em Homeopatia, Uberlândia28 a 30 de novembro de 1991.

http://maismedicos.gov.br/noticias/258-opas-apresenta-experiencias-exitosas-do-mais-medicos-na-irlanda. 

PUSTIGLIONE, Marcelo:”Homeopatia no HSPM – Sim!” -Editorial Gazeta Homeopática, vol.2 (4), Out./Dez. 1987

RIBEIRO, W.D. A Homeopatia frente a Epistemologia. Franca, SP, Editora Ribeirão Gráfica, 1997

RIVERA, F. J. U. – “Planejamento estratégico situacional ou controle de qualidade total em saude? Um contraponto Metodológico”. – Cadernos da Fundap – Jan/Abr. de 1996. sao Paulo.

SANTOS, R.E.T. – ” O programa de Homeopatia implantado pela Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto a partir de 1993″. – Tese ao apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP 1997.

URSHIMA, Ana Jucia Magario – “Homeopatia em Saúde Publica no Município de Santos”. Nov. de de 1995. – Tese apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP.