Gatilho Mental da Agroecologia Aplicada: mudar para o paradigma da sustentabilidade na prática!!!

Pensar integral e ter integralidade na construção coletiva da mudança é urgente e fundamental agora em 2021!

Aprender a Aprender se torna um projeto pedagógico fundamental em que todos, seareiros da boa vontade, deveremos empreender e participar como fermento que leveda a massa toda.

Para isto, criar na mente um gatilho mental de perspectivas positivas, que lhe acelerem atitudes concretas e programáticas que venham a construir modelos práticos e objetivos, como foi a Política Nacional de Agroecologia, que instaurou no Brasil mais de 13 núcleos agroecológicos integrando universidades, comunidade de pequenos agricultores, terceiro setor, e associações de raizeiros que evoluiu para I Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares do Estado de Minas Gerais instalado em Uberlândia MG, modelo hoje referencial em políticas públicas na atenção primária à saúde.

Agora consolidado como Projeto Pégasus, que institui cursos básicos, profissionais e atingir com o lançamento do I Curso de Agroecologia Aplicada, que coloca a Homeopatia como princípio de auto cura e de cura do solo na busca da segurança alimentar necessária para prevenir doenças e também fomentar empreendimentos e mudar para o paradigma da sustentabilidade na prática! Vamos praticar, empreender e inovar o desenvolvimento sustentável e recriar nossa economia solidária e projetar nosso futuro comum, que inicia em 2021 e com força !!!

Soluções que se aplicam a toda evolução patogenética do COVID-19: Parte III – Da prevenção homeopática, em primeira “estância” da doença ou do contágio.

O influenzinum é um bioterápico produzido a partir da vacina da gripe do Laboratório Pasteur, enquanto o Oscillococcinum é obtido a partir do lisado do fígado e coração do ganso Anas bárbara.

Para SIQUEIRA, (2013) “O vírus influenza tem sido responsável por doenças respiratórias altamente contagiosas com elevadas taxas de mortalidade principalmente em idosos e pacientes imunocomprometidos, o
que vem estimulando o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da gripe humana.” Define, ele que “Bioterápicos são medicamentos preparados a partir de produtos biológicos, seguindo
a farmacotécnica homeopática, indicados ao tratamento de doenças infecciosas de etiologia conhecida.”

Os experimentos in vitro evidenciaram alterações nas atividades
de enzimas importantes, assim como na capacidade respiratória máxima, quando células MDCK foram tratadas com o bioterápico íntegro, na potência 30DH. Em contrapartida, alterações bioquímicas e celulares pouco significativas foram detectadas nas duas linhagens de macrófagos testadas (J774G8 e RAW 264-7). O estudo pré-clínico, feito com camundongos Balb-c, indicou que os bioterápicos íntegro e inativado, na potência 30DH, não foram capazes de induzir efeitos patogenéticos e/ou alterações imunológicas, quando os animais foram desafiados com o antígeno de influenza, após 21 dias da administração dos mesmos ad libitum. Em contrapartida, no segundo set de experimentos in vivo realizado com os bioterápicos íntegros nas potências 12DH e 30DH, importantes alterações celulares induzidas pela potência 30DH, foram detectadas, a saber: aumento do número de células B e Natural Killer (NK), diminuição das células B2, aumento das células B-1 e CD4+.

Estas alterações indicaram que o tratamento com o bioterápico 30DH foi capaz de estimular de maneira muito significativa a resposta imunológica dos camundongos Balb-c quando os mesmos foram desafiados com o antígeno de influenza. O estudo clínico feito em parceria com o Instituto Roberto Costa e a Secretaria de Saúde de Petrópolis/RJ comprovou, segundo SIQUEIRA, de maneira estatisticamente significativa o efeito profilático dos medicamentos homeopáticos (bioterápico íntegro 30DH e IRA) em relação ao placebo, contra os sintomas da gripe e da infecção respiratória aguda. Este estudo clínico, pioneiro na literatura, continua ele, avaliou um número significativo de crianças (600) com idades entre 1 a 5 anos de idade, através de protocolo triplo-cego, randomizado e controlado por placebo, conferindo robustez e confiabilidade a esta pesquisa.

O conjunto de resultados obtidos no presente trabalho fornecem fortes evidências de que o bioterápico íntegro de influenza 30DH apresenta potencial terapêutico e profilático para infecções produzidas pelos vírus da gripe.

A partir desses bioterápicos manipulados do vírus influenza íntegro e inativado (SIQUEIRA, 2013), que envolve potências 12DH e 30DH, percebi a importância de se utilizar várias potências de um único bioterápico íntegro, com a técnica do Dr. Roberto Costa, sendo que, já o fazia desde há mais de 30 anos, com bactérias e fungos, na minha experiência clínica e cirúrgica no consultório homeopático , como cirurgião pediatra, sobretudo em infecções urinárias de repetição em crianças portadoras de estenose da junção pielocalicial.

Diante da pandemia recente, e vendo também certa similitude no contágio entre gripe e novo corona vírus, e não tendo acesso ainda ao bioterápico do mesmo, mas trabalhando agora como médico de família no “front” da pandemia, e aguardando sua expansão geográfica desde o início na China, e atento a ação primária da saúde, já integrado no PSF Júlio de Lollo, em São Joaquim da Barra SP, resolvemos utilizar a título de prevenção homeopática, o Oscilococcinum nas dinamizações 30DH, 30CH,200CH.

Inicialmente em toda nossa equipe de trabalho, no sentido de prevenção imunogênica e logo também utilizamos junto aos futuros focos de instalação e incubação do corona vírus, que foi os lares de idosos tanto da cidade de São Joaquim da Barra, SP como de Franca SP, aonde então, um único medicamento homeopático com várias dinamizações, como Oscilococcinum pudesse inicialmente ser um estímulo induzindo reação cruzada imunológica e também servir como uma prevenção, a população mais propensa e suscetível.

Enquanto a etiologia e a fisiopatologia do COVID-19 não possa ser esclarecida totalmente, a interação hospedeiro e o novo corona virus infectante, tem-se mostrado como uma afetação a toda humanidade de forma espantosa, que passou recentemente a ser questionada (cit in RIBEIRO,2020), quanto a sua própria evolução patogenética, e se tem sido, realmente de forma natural ou induzida em laboratórios, sem um controle rígido de finalidade, numa comissão de ética competente.

Apesar de existirem medicamentos antivirais, o vírus desenvolve mutações, criando resistência a esses medicamentos em poucos dias. Assim, o desenvolvimento de novas terapias, incluindo a homeopatia, que possam prevenir e / ou tratar esta doença se torna cada vez mais necessária. Nesse cenário, os bioterápicos aparecem como medicamentos fabricados de produtos biológicos, como secreções, tecidos, órgãos cuja composição segue as normas homeopáticas farmacopeia.

Resultados preliminares mostraram que ambos os medicamentos são amplamente utilizados em Medicina Clínica.O Influenzinum 9CH é prescrito para prevenção e tratamento da gripe, enquanto o Oscilococcinum é mais usado para reduzir os sintomas graves em pacientes que já têm gripe. Com base nesses resultados, é possível afirmar que o influenzinum tem um papel muito importante na prevenção e cura da influenza e Oscilococcinnum é útil no alívio dos sintomas causados ​​por esta doença.

Referências Bibliográficas:

RIBEIRO, W.D. ; 2020. Soluções que se aplicam a toda evolução patogenética do COVID-19: Parte I – Denúncia https://wordpress.com/block-editor/post/wagnerdeoclecianoribeiro.wordpress.com/791

SIQUEIRA, Camila Monteiro.; 2013. Avaliação de medicamentos homeopáticos para a gripe humana por ensaios in vitro, pré-clínico e clínico. Rio de Janeiro. Tese (Doutorado em Ciências Farmacêuticas) – Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.

A Homeopatia como primeiro passo para integrar práticas quânticas no Sistema Único de Saúde

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro

Médico Homeopata e Cirurgião Pediatra

Mestre em Gestão empresarial

Medico do Programa Mais Médico do Programa

Saúde da Família do Ministério da Saúde

RESUMO

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde no SUS (PICS) contribuem para a ampliação das ofertas de cuidados em saúde, para a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades; motiva as ações referentes à participação social, incentivando o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde, além de proporcionar maior resolutividade dos serviços de saúde (BRASIL,2015).

   Quando Velho (2019) nos traz uma filosofia e uma prática médica que busca o resgate do tempo como fator importante no trabalho médico, a valorização da relação médico-paciente como pedra fundamental deste trabalho, fomenta o compartilhamento de decisões e o uso ponderado da tecnologia, buscando o melhor cuidado para o paciente e traz para nós aqui um fortalecimento da integralidade que todos nós queremos viver como agentes de saúde no programa mais médicos ou médicos pelo Brasil.

   Afirma ele, que embora tenha como referencial a medicina convencional, a Slow Medicine respeita as práticas complementares e alternativas como possibilidades de cuidado, tanto em aspectos de promoção e prevenção de saúde, como também como parte do arsenal terapêutico no que se convencionou chamar de Medicina Integrativa(VELHO, 2019) na China e desde suas origens é reputado como benéfico para a saúde. 

   Ao atuar nos campos da prevenção de agravos e da promoção, manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS contribui para o fortalecimento dos princípios fundamentais do SUS. ( BRASIL 2015). 

   As equipes de Atenção Básica, entre elas a Estratégia de Saúde da Família (ESF), os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), as Equipes de Consultório na Rua, de Saúde Prisional, as Equipes de Saúde Ribeirinhas e Fluviais, podem realizar ações em Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PICS) na perspectiva do cuidado integral à população de seu território.

Baseado nesta perspectiva, a proposta de implantação de Práticas Integrativas e Complementares no SUS(PICS) nas Unidades de Estratégia Saúde da Família do Município de São Joaquim da Barra SP se constrói a partir de diferentes etapas. Cada etapa é fundamental no sentido de promover uma implantação alicerçada na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, respeitando as normas legais vigentes, além de promover o debate entre os diferentes atores envolvidos no processo e melhor contribuição a Atenção Primária a Saúde dentro de seus aspectos biopsicosociocultural e espiritualmente quando se pode também envolver a natureza humana em todos seus multiplos aspectos da conquista da saúde plena.

PROBLEMA/SITUAÇÃO

Diante do  que considero o principal princípio universalizante do SUS, a integralidade: Como promover e desenvolver a vivência deste princípio na prática e chegar a saúde efetiva? Uma vez que a prática encontrada na unidade que fui designado, o PSF Júlio de Lollo em São Joaquim da Barra SP, há 12 meses reverbera a mesma lógica da medicalização excessiva, numa população envelhecida e dependente do poder público para que tenha acesso aos medicamentos e ao mínimo de saúde que lhes é de direito.     

Quando saí do meu isolamento entre quatro paredes de um consultório médico com duas especialidades, a homeopatia de adultos e crianças e a cirurgia pediátrica, descobri que como profissional médico, estava literalmente isolado da idéia de saúde de território como entendo hoje. Mesmo sendo especialista de uma medicina não organicista, como é a Homeopatia, mas ainda dentro de um campo de atuação de uma lógica de instrumentação médica cirúrgica cuja motivação é totalmente respaldada pela tabela de procedimentos criada pelo próprio SUS e que foi base para o mercado de doenças instituído por uma economia de subsistência e insustentabilidade, cujo foco foi efetivamente deslocado da saúde para o excesso de intevenções e procedimentos médicos, aonde toda cadeia do mercado de procedimentos de alto custo e de interesses relativos à lógica do adoecer, nos fez distanciar da lógica da cura preconizada pela escola hipocrática.     

Quanto ao binômio ( dois elementos, idéias, conceitos, cuja junção representa possibilidade harmoniosa em verdade ainda que subjetiva) da saúde/doença na prática vemos , principalmente no trabalho em equipe multidisciplinar, a dificuldade de se perceber para que lado iremos, se da saúde ou se da doença, muitas vezes esta  linha divisória nos coloca quase sempre numa crise existencial, pois fala- se muito pouco na cura e muito em tratamento de doenças, e vive-se  sempre da doença em  detrimento da saúde integral.

    Como integrar práticas quânticas em sistema de saúde?

    Como as práticas são integrativas e como podem ser organizadas em se complementarem quânticamente para que um sistema biológico, no caso o doente, volte ao estado de saúde?

ESTUDO DA LITERATURA

Para que possamos viver então,  o desafio proposto pelo próprio SUS  como um valor ético, a integralidade, e para que ela possa ser colocada em prática,  partindo de uma experiência com a Homeopatia como uma das especialidades dentro das  práticas integrativas e complementares nesses doze meses de trabalho no Programa Saúde da Família Júlio de Lollo em São Joaquim da Barra SP,  possamos então trazer o método Paidéia(CAMPOS, 2000) como uma maneira de gestão que deve ser integral. É uma proposta de co-gestão de coletivos organizados para a produção de valor de uso que aglutina (CUNHA,2010), uma dimensão crítica e uma dimensão propositiva entrelaçadas.

   A dimensão crítica (CUNHA,2010) abarca uma análise do mundo do trabalho e das instituições contemporâneas que acredito eu, possibilita retirar o agente ativo, no caso o gestor, das instituições e refazer sua reinserção no sistema SUS, para que perceba a partir de resultados e resolutividade dos casos abordados  e sua evolução clínica, com a Homeopatia, possamos trazer os medicamentos da farmacopéia homeopatica brasileira e que constam na Relação Nacional dos Medicamentos(RENAME), para serem licitados e comprados, já que uma das maiores dificuldades é a obtenção dos medicamentos pela comunidade aonde trabalho, o que tem limitado muito a adesão às mudanças que hora iniciamos.


  Aqui urge uma mudança de paradigma do pensamento dominador/dominado, gestor/gerenciado, condutor/conduzido para uma superação da relação de poder e transcender para uma relação de integração, ou integralidade,  para se chegar à resolutividade e cura, o que não seria fácil, pois trata-se de metamorfosear-se na crisálida e sair da condição do rastejar da lagarta, para transcender-se o próprio SUS, num voo libertador de borboleta que seria implantar e efetivar as práticas integrativas e complementares como um modelo e semente de mudanças.

    O SUS  realmente  estaria disposto a esta metamorfose?


    A dimensão propositiva engloba um método, propriamente dito, de apoio e co-gestão que para tal (CUNHA,2010), algumas características são fundamentais. O método assume um compromisso com a democracia institucional, romper (em parte) com uma tradição que defendia certo monopólio temático da luta política em torno das formas de exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem (FOUCAULT, 1983) adjacente ao acesso ao poder do Estado, mas dando condições para também sair do mercado de procedimentos e custos, ao qual o paciente se encontra como objeto dessas duas forças: o Estado e o mercado, ambos em execesso gerando desequilíbrio quântico e consequentemete mais doença .

    Ou seja, pode-se dizer (CUNHA,2010) que não basta apostar no mundo pós-revolução, porque sempre, mesmo depois das revoluções, existirão, conflitos de interesse e lutas imediatas, existirá o poder heterônomo e próximo aos indivíduos e existirão as instituições definindo algum grau de democracia cotidiana (família,escola, hospitais, religiões etc.). Volver pois, aos gregos e retomar o real sentido de ética integral vivenciada no dia a dia de um consultório médico cujos instrumentos de co-gestão de coletivos organizados para o trabalho possam também serem submetidos ao tratamento com a homeopatia e outras práticas integrativas, já que Hahnemann na obra Organon (1810) (apud RIBEIRO,1997 pg 66) preconizou que a cura pressupõe que o individuo atinja seu mais alto fim da sua existência, e para que o SUS cumpra seu maior valor ético e fim, a integralidade, e sair de  conflitos ideológicos e gerenciar a saúde integral e ambiental de todo o território, tanto da familia que adoece e dos mecanismos intrísecos do adoecer que é reativo, reage quanticamente entre as partes que constitui a familia, mãe, pai e filho e na visão antroposófica de Rudolf Steiner reage nos diversos corpos físico, astral e ego, causando perturbações e desequilíbrios que chegarão adoecer todo sistema do indivíduo no corpo físico. 

    Portanto se fizermos promover as práticas integrativas e complementares no SUS e de forma a gerenciar a cura quantica do sistema todo, poderemos ter maiores resultados no que concerne a cura e a integralidade biosocioneuropsiquica e endócrino do paciente, integral, com resolutividade e resultados que possam fazer uma real humanização do SUS e sua  vivência na integralidade, que será seu fim: curar!!! 

     Para que a integralidade se desenvolva como princípio não somente na gestão integrativa do SUS, mas na gestão da saúde do paciente, urge colocar em prática um modus operandi de cura, uma construção já na queixa do paciente e na sua história pregressa da moléstia atual, uma maneira de biografar a causa que determina sua doença e seu modo de adoecer, já que dentro da clinica médica homeopática e da medicina antroposófica podemos nos lançar de dois instrumentos importantes para  trazer consciência ao paciente do seu adoecer, uma relação de causa e efeito, que trouxe o primeiro desequilíbrio na sua saúde no passado e que reflete holográficamente no presente através dos sintomas e sinais das doenças que possa ser portador e que deve ser diagnosticada pelo clinico geral.

    A partir de uma integração médico, paciente e medicamento homeopático passamos a ter sua evolução biodinâmica acompanhada e como veremos uma construção retroativa da sua saúde. Como é um caso do Sr ACF de 60 anos e que fumante crônico e diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica , dependente de cateter de O2 e formoterol inalatório, com dispnéia aos pequenos esforços e que já em tratamento homeopático há mais de 7 meses, de 4 maços de cigarro por dia, como dependente que era, usa hoje apenas 4 maços por mês e aos 60 anos voltou a jogar futebol e andar a cavalo, com 90% de resolutividade da sua saúde. 

    Diante do exposto e de minha experiência como médico homeopata atuando agora no programa Mais Médico urge uma atenção em se construir e implantar a integralidade do SUS através das práticas integrativas e complementares.

    As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde no SUS (PICS) contribuem para a ampliação das ofertas de cuidados em saúde, para a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades; motiva as ações referentes à participação social, incentivando o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instânciasde efetivação das políticas de saúde, além de proporcionar maior resolutividade dos serviços de saúde (BRASIL,2015).

     Ao atuar nos campos da prevenção de agravos e da promoção, manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, a PNPIC contribui para o fortalecimento dos princípios fundamentais do SUS (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – Atitude de Ampliação de Acesso, 2a edição Brasília – DF, 2015).

    As equipes de Atenção Básica, entre elas a Estratégia de Saúde da Família (ESF), os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), as Equipes de Consultório na Rua, de Saúde Prisional, as Equipes de Saúde Ribeirinhas e Fluviais, podem realizar ações em Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PICS) na perspectiva do cuidado integral à população de seu território.

    Baseado nesta perspectiva, a proposta de implantação de Práticas Integrativas e Complementares no SUS nas Unidades de Estratégia Saúde da Família do Município de São Joaquim da Barra SP se constrói a partir de diferentes etapas. Cada etapa é fundamental no sentido de promover uma implantação alicerçada na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, respeitando as normas legais vigentes, além de promover o debate entre os diferentes atores envolvidos no processo.

AÇÕES

 ETAPA 1: Sensibilizar o gestor municipal de saúde de São Joaquim da Barra SP, da importância da implantação das PICS no município no sentido de oportunizar a integralidade da atenção, segundo os princípios do Sistema Único de Saúde. Informar nesse sentido a existência da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e, também, a da Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares , expondo experiências exitosas em outros municípios, como foi a nossa experiência no município de Franca SP, onde foi desenvolvido um modelo pelo setor privado, no caso o terceiro setor, como a Fundação Judas Iscariotes, sendo implantados o atendimento de médico homeopata, integrado com atendimento de florais e um dispensário homeopático que fornece gratuitamente os florais e os medicamentos homeopáticos, há mais de 2 anos com plena satisfação do usuário. A intenção será fazer um convênio com a iniciativa pública em Franca e estão abertos a possibilidade de também suprir a rede de São Joaquim da Barra, desde que demonstrem interesse e encontremos uma maneira de juridicamente ser viabilizado.

    ETAPA 2: Já nesses primeiros dias de minha atuação como médico homeopata no Programa Mais Médico, tenho incentivado a criação de um Grupo de Trabalho responsável pela implantação e solidificação das PICS no município, partindo já do Bairro Júlio de Lollo, onde funciona há mais de 5 anos o PSF aonde atuo. De preferência o grupo será multiprofissional e, em sua maioria, formado por profissionais concursados do município e que já tenham experiência ou que tenham interesse em PICS. Podem ser convidados de forma voluntária, a participação de usuário e experts no assunto.

    ETAPA3: Diagnóstico Situacional 

3.1 Realizar um levantamento de quantos e quais são os profissionais existentes na rede de atenção que são capacitados em práticas integrativas. Esses profissionais poderão atuar na execução das práticas, ou então no matriciamento de outras equipes.

3.2 Realizar um levantamento das necessidades locais e das vulnerabilidades para instrumentalizar quais práticas serão implantadas no município. O levantamento pode ser realizado através dos dados epidemiológicos de internações hospitalares; dados relacionados ao uso de medicações no município e também por questionário realizado pelos agentes comunitários de saúde.

    ETAPA 4: Regulamentação das PICS 

    Definição de quais práticas integrativas a serem implantadas no município: Qual a melhor estratégia de organização do processo de trabalho, do fluxo de atendimento e do acesso na Unidade de Saúde da Família ( atendimento só da área de abrangência ou não).

    Como as atividades serão registradas;

    Como será o processo de avaliação e monitoramento  das PICS pelo município;

    Cadastro dos serviços em PICS no SCNES;

    Levar para conhecimento, discussão e aprovação do Conselho Municipal de Saúde;

    Inclusão das necessidades ofertas de PICS no Plano Municipal de Saúde e na Lei de Diretrizes Orçamentárias do Município.

    Ato institucional do gestor municipal, estabelecendo normas gerais para o desenvolvimento das PICS, em consonância com a PNPIC.

    ETAPA 5: Atividades de apoio relacionadas à Educação Permanente em Saúde programada para atualização dos profissionais em relação às diferentes práticas e também de capacitação de mais profissionais da rede.

     Síntese do que será necessário para implementarmos as Práticas Integrativas e Complementares no PSF do Bairro Júlio de Lollo em São Joaquim da Barra SP:

1- Visando maior resolutividade, quanto ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde, iniciamos com o atendimento médico pessoal a todos casos, dimimuindo já com as rotineiras receitas automatizadas que criou dependentes de receitas e medicamentos alopáticos sem resgatar a autonomia dos pacientes até aqui assistidos;

2- Para contribuir com o aumento da resolutividade do Sistema iniciamos uma abordagem homeopática propondo alternativas substitutivas na medida que o paciente se assegura da melhora clínica e sua evolução permite ir substituindo o que chamamos de muleta pesada das receitas alopáticas por muletas mais leve, que representa o tratamento homeopático para ele e em decorrência da sua evolução clínica de melhora e maior autonomia, há uma ampliação do acesso à PNPIC, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso;

3- Estamos já racionalizando as ações de saúde, quando estimulando uma cultura natural dos pacientes no bairro em utilizar plantas medicinais e chá da cultura local, bem como estimulando alternativas inovadoras como uma feira de alimentos orgânicos como verduras e plantas ornamentais, integradas com um bazar de trocas de roupas usadas para que se tornam socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável da comunidade e;

4- Estimular as ações referentes ao controle/participação social na implantação de um Nano Banco (banco de moedas sociais) local integrado ao bazar e a feira, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde que contribua para o aumento da renda familiar, bem como a segurança alimentar de toda comunidade alvo do programa!

    Para se conduzir uma reunião que implica várias pessoas em se manifestar, trazendo suas culturas e seu aprendizado instintivo e genético, temos que sair da instrumentalização do poder ou do conhecimento e despertar com arte toda forma de participação que integre culturas e percepções na ideia complexa que é  a saúde e sua construção no âmbito da comunidade. Faria de forma diferente, buscando efetivar a participação de todos, que despertasse entusiasmo na mudança do pensar e executar a maneira como se deu a instrumentalização da saúde e refazer saúde através mesmo de um novo modo de se respirar, de se perceber o ritmo da respiração e como olhamos o nosso próprio corpo na busca de um auto conhecimento e auto controle, numa ampla auto descoberta!

    Quero, enfim, é analisar a pertinência da educação permanente em saúde e uma certa independência da equipe envolvida do próprio condicionamento deste modelo de pensar saúde, não como saúde integral e integralizada ao meio ambiente e sua energia vital, como muitas vezes vemos o xavante inserido no cerrado sem estar separado de sua própria cultura ancestral de ter tido saúde sem se preocupar no raciocínio de causa e efeito, que gerou nossa fragmentação focada no adoecer e na doença, querendo controlar sem poder! A revitalização do processo educativo passa a ser o modus operandi da transformação para a integralização do sistema de volta à saude!

RESULTADOS ESPERADOS

Recentemente,  estivemos juntos em reunião com a presença de nosso excelentíssimo Prefeito Dr Marcelo Mian,  aonde pude externar naquela reunião a necessidade de compras/licitação de medicamentos homeopáticos e fiquei de apresentar um relatório seguido de uma lista dos medicamentos de maior saída no período de 12/12/2018 a 12/12/2019, período que venho trabalhando no PSF Júlio de Lollo no Programa Mais Médico. 

E segundo ele já foram comprados os medicamentos e que como demonstram este quadro abaixo, quanto a uma prévia do tratamento homeopático integrado com o tratamento convencional, sobretudo em pacientes hipertensos e diabéticos, temos avaliado que pode se diminuir e mesmo eliminar  certos medicamentos da farmacopéia tradicional na medida que se evolui o tratamento do paciente, pois até o especialista que acompanha os casos tanto endocrinologistas como cardiologistas, até da área da psiquiatria, quando integrados ao Programa Saúde da Família com o médico clinico geral e homeopata podem perceber uma melhor evolução clínica e com melhor qualidade de vida dos pacientes assim acompanhados, como estou agora fazendo uma avaliação retroativa dos casos assim conduzidos e que devo apresentar ainda, estes novos estudos. 

RESULTADOS PRELIMINARES: 

RELATÓRIO DE 6 MESES DE TRATAMENTO HOMEOPÁTICO E ACOMPANHAMENTO CLÍNICO NO PSF JÚLIO DE LOLLO, SÃO JOAQUIM DA BARRA SP

Levantamento dos dados de medicação homeopática de pacientes hipertensos e diabéticos das Micro Áreas dos Bairros Júlio de Lollo, Nosso Teto e Santa Terezinha dentro do PSF Júlio de Lollo no Programa Mais Médico de São Joaquim da Barra SP

Pacientes/ÁreaMicro 1Micro 2Micro 3Micro 4Micro 5Total
Hipertensos total/trat.home71/415/585/9110/6110/11391/35
Diabéticos total/trat.home26/537/834/634/543/6174/30
Total total geral pacientes /total trat.hom97/952/13119/15144/11153/17565/65

Com base em pesquisa e dados médicos os medicamentos homeopáticos mais receitados foram em ordem decrescente: Silicea 6 CH (381), Ignatia amara 6 CH (275), Lycopodium clavatum 6 CH (274), Lachesis muta 6 CH (98), Nux vômica 6 CH ( 66), Staphysagria 6CH(47), Sulphur 6CH (38), Phosphorus 6 CH ( 32), Bryonia alba 6 CH (31) e Hepar sulphuris 6 CH (23). Foram os 10 mais receitados de acordo com a necessidade e medicamento de fundo de cada paciente.

PERÍODO DE 12 DE DEZEMBRO DE 2018 A 12 DE JULHO DE 2019

MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO6CH12CH30CH200CH    1000CH    Total  
1º Silicea381190954723              736
2º Ignatia275137683417              531
3º Lycopodium clavatum274137683417              530
4º Lachesis muta
5º Nux vômica
6º Staphysagria
7º Sulphur 
8º Phosphorus                          
98  
66  
47  
38  
32
49
33
23
19
16
24
16
11
09
08
12
08
05
04
04
06              189
04              127
02               88
02               72
02               62
9º Bryonia alba
10º Hepar sulphuris
11º Baryta carbônica /12º China
13º Thuya occidentalis/14º E. coli
15º Arnica montana
16º Calcarea carbonica
17º Carbo vegetabilis
18º Ruta graveolens/19º Sepia/20ºTuber
21º Sulphuri ac./22º Cantharis/23ºHam
24o Arsen.alb/25o Eupatorium/26o Crot
27º Osciloc./28º Candida alb.
29º Antimonium tart./30º Calcarea flúor
31o Calcarea phosp/ 32o Chelidonium
33º Kalium phosp./34º Natrum mur.       
35º Cina/ 36º  Kreosotum 













Total de medicamentos unitários/totais                                                      
31       23       21       12       11       10       06       05       04       03      03      
01    01       01      01 














1344     
15
11
10
O6
05
05
03
02
02
01
01
01
01
01
01 














669
07
05
05
03
02
02
01
01
01
01
01
01
01
01
01














332       
03
02
02
01
01
01
01
01
01
01
01
01
01
01
01 














167
01               57
01               42
01               39
01               23
01               20
01               19
01               12
01               10
01                09
01                07
01                07
01                04
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TABELA DOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS MAIS UTILIZADOS

 
    Aguardo pois, a possibilidade de termos disponíveis ao menos a primeira coluna de medicamentos num total de 1344 vidros de medicamentos na 6CH conforme quadro acima, com o nome de cada medicamento, do mais utilizado ao menos,  sendo uma lista de 36 medicamentos mais utilizados durante meus 6 meses de trabalho e que foram dispensados na única farmácio homeopática que temos no município de São Joaquim da Barra.

    As demais colunas é uma estimativa de estoque que podemos ter nas dinamizações 12CH, 30 CH, 200CH e 1000CH, que serão menos utilizados conforme evolui o tratamento de cada paciente que aderiu espontaneamente a primeira consulta, segunda, terceira, quarta e quinta consulta evolutiva no tempo de acompanhamento de cada paciente.

Diante, pois, das primeiras análises da tabela acima e dos medicamentos homeopáticos utilizados nestes 12 meses de trabalho, vemos uma grande perspectiva de que o tratamento homeopático , utilizando práticamente uns 50 medicamentos da matéria médica homeopática e que mais utilizados na minha experiência de médico homeopata nestes 35 anos de exercício na profissão, possam ser realmente importantes aos pacientes que aderiram ao tratamento integrado com a clínica, pois se revitalizam e se tornam mais autônomos e capazes de se habilitarem em tomar em suas próprias mãos sua autonomia da saúde integral, pois passam a serem mais participativos e integrados na comunidade e pró ativos na tomada de decisões diante da vida.

REFERÊNCIAS

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VELHO, José Carlos Aquino de Campos, Práticas corporais da medicina tradicional chinesa : reflexões e experiências : coletânea de monografias / organização, Lisete Barlach, Violeta Sun – São Paulo : EACH/USP, 2019

E a História continua…

A Leptospirose depois dos desastres naturais ocorridos em Cuba, expondo 2.385.645 pessoas e que exigiram medidas profiláticas de forma global pelo governo de Havana.

Com uma tendência e prognóstico preditivo foi possível agir na prevenção com a produção do Nosódio da Leptospira pelo Instituto Finlay de Cuba, de forma programática e para toda população.

Com 92% de cobertura e tendo uma diminuição da incidência real.

Proposta de implantação de PICs nas Unidades de Estratégia Saúde da Família do Município de São Joaquim da Barra SP

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) contribuem para a ampliação das ofertas de cuidados em saúde, para a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades; motiva as ações referentes à participação social, incentivando o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde, além de proporcionar maior resolutividade dos serviços de saúde (BRASIL,2015).

      Ao atuar nos campos da prevenção de agravos e da promoção, manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, a PNPIC contribui para o fortalecimento dos princípios fundamentais do SUS (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – Atitude de Ampliação de Acesso, 2a edição Brasília – DF, 2015).

As equipes de Atenção Básica, entre elas a Estratégia de Saúde da Família (ESF), os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), as Equipes de Consultório na Rua, de Saúde Prisional, as Equipes de Saúde Ribeirinhas e Fluviais, podem realizar ações em PICS na perspectiva do cuidado integral à população de seu território.

      Baseado nesta perspectiva, a proposta de implantação de PICS nas Unidades de Estratégia Saúde da Família do Município de São Joaquim da Barra SP se constrói a partir de diferentes etapas. Cada etapa é fundamental no sentido de promover uma implantação alicerçada na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, respeitando as normas legais vigentes, além de promover o debate entre os diferentes atores envolvidos no processo.

ETAPA 1: Sensibilizar o gestor municipal de saúde de São Joaquim da Barra SP, da importância da implantação das PICS no município no sentido de oportunizar a integralidade da atenção, segundo os princípios do Sistema Único de Saúde. Informar nesse sentido a existência da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e, também, a da Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares , expondo experiências exitosas em outros municípios, como foi a nossa experiência no município de Franca SP, onde foi desenvolvido um modelo pelo setor privado, no caso o terceiro setor, como a Fundação Judas Iscariotes, sendo implantados o atendimento de médico homeopata, integrado com atendimento de florais e um dispensário homeopático que fornece gratuitamente os florais e os medicamentos homeopáticos, há mais de 2 anos com plena satisfação do usuário. A intenção será fazer um convênio com a iniciativa pública em Franca e estão abertos a possibilidade de também suprir a rede de São Joaquim da Barra, desde que demonstrem interesse e encontremos uma maneira de juridicamente ser viabilizado. ETAPA 2: Já nesses primeiros dias de minha atuação como médico homeopata no Programa Mais Médico, tenho incentivado a criação de um Grupo de Trabalho responsável pela implantação e solidificação das PICS no município, partindo já do Bairro Júlio de Lollo, onde funciona há mais de 5 anos um PSF aonde atuo. De preferência o grupo será multiprofissional e, em sua maioria, formado por profissionais concursados do município e que já tenham experiência ou que tenham interesse em PICS. Podem ser convidados de forma voluntária, a participação de usuário e experts no assunto.

ETAPA3: Diagnóstico Situacional 

3.1 Realizar um levantamento de quantos e quais são os profissionais existentes na rede de atenção que são capacitados em práticas integrativas. Esses profissionais poderão atuar na execução das práticas, ou então, no matriciamento, de outras equipes.

3.2 Realizar um levantamento das necessidades locais e das vulnerabilidades para instrumentalizar

quais práticas serão implantadas no município. O levantamento pode ser realizado através dos dados epidemiológicos de internações hospitalares; dados relacionados ao uso de medicações no município e também por questionário realizado pelos agentes comunitários de saúde.

ETAPA 4: Regulamentação das PICS 

Definição de quais práticas integrativas a serem implantadas no município: Qual a melhor estratégia de organização do processo de trabalho, do fluxo de atendimento e do acesso na Unidade de Saúde da Família ( atendimento só da área de abrangência ou não). Como as atividades serão registradas; Como será o processo de avaliação e monitoramento  das PICS pelo município; Cadastro dos serviços em PICS no SCNES;

Levar para conhecimento, discussão e aprovação do Conselho Municipal de Saúde; Inclusão das necessidades ofertas de PICS no Plano Municipal de Saúde e na Lei de Diretrizes Orçamentárias do Município.

Ato institucional do gestor municipal, estabelecendo normas gerais para o desenvolvimento das PICS, em consonância com a PNPIC.

ETAPA 5: Atividades de apoio relacionadas à Educação Permanente em Saúde programada para atualização dos profissionais em relação às diferentes práticas e também de capacitação de mais profissionais da rede.

Síntese do que será necessário para implementarmos as Práticas Integrativas e Complementares no PSF do Bairro Júlio de Lollo em São Joaquim da Barra SP:

1- Visando maior resolutividade, quanto ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde, iniciamos com o atendimento médico pessoal a todos casos, dimimuindo já com as rotineiras receitas automatizadas que criou dependentes de receitas e medicamentos alopáticos sem resgatar a autonomia dos pacientes até aqui assistidos;

2- Para contribuir com o aumento da resolutividade do Sistema iniciamos uma abordagem homeopática propondo alternativas substitutivas na medida que o paciente se assegura da melhora clínica e sua evolução permite ir substituindo o que chamamos de muleta pesada das receitas alopáticas por muletas mais leve, que representa o tratamento homeopático para ele e em decorrência da sua evolução clínica de melhora e maior autonomia, há uma ampliação do acesso à PNPIC, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso;

3- Estamos já racionalizando as ações de saúde, quando estimulando uma cultura natural dos pacientes no bairro em utilizar plantas medicinais e chá da cultura local, bem como estimulando alternativas inovadoras como uma feira de alimentos orgânicos como verduras e plantas ornamentais, integradas com um bazar de trocas de roupas usadas para que se tornam socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável da comunidade;

4- Estimular as ações referentes ao controle/participação social na implantação de um Nano Banco (banco de moedas sociais) local integrado ao bazar e a feira, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde que contribua para o aumento da renda familiar bem como a segurança alimentar de toda comunidade alvo do programa!

Para se conduzir uma reunião que implica várias pessoas em se manifestar trazendo suas culturas e seu aprendizado instintivo e genético, temos que sair da instrumentalização do poder ou do conhecimento e despertar com arte toda forma de participação que integre culturas e percepções na ideia complexa que é  a saúde e sua construção no âmbito da comunidade. Faria de forma diferente buscando efetivar a participação de todos, que despertasse entusiasmo na mudança do pensar e executar a maneira como se deu a instrumentalização da saúde e refazer saúde através mesmo de um novo modo de se respirar, de se perceber o ritmo da respiração e como olhamos o nosso próprio corpo na busca de um auto conhecimento e auto controle, numa ampla auto descoberta! Quero enfim é analisar a pertinência da educação permanente em saúde e uma certa independência da equipe envolvida do próprio condicionamento deste modelo de pensar saúde, não como saúde integral e integralizada ao meio ambiente e sua energia vital, como muitas vezes vemos o xavante inserido no cerrado sem estar separado de sua própria cultura ancestral de ter tido saúde sem se preocupar no raciocínio de causa e efeito, que gerou nossa fragmentação focada no adoecer e na doença, querendo controlar sem poder!

A revitalização do processo educativo passa a ser o modus operandi da transformação para a integralização do sistema de volta à saude!

CONCLUSÃO

A experiência inovadora do programa Mais Médicos pode apontar soluções para países que vêm enfrentando desafios na área de recursos humanos e de formação em saúde. Por isso, essa bem-sucedida iniciativa foi apresentada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Dublin, na Irlanda, durante o Quarto Fórum Global em Recursos Humanos para a Saúde. Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto estrangeiros (inter cambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS).
O terceiro eixo é direcionado à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação para melhorar a qualidade da atenção à saúde. “Dessa forma, esperamos garantir sustentabilidade em termos de superar o déficit de médicos e de acabar com a desigualdade na distribuição geográfica desses profissionais”, ressaltou Molina.

Diante pois, de tamanha transformação ocorrida no SUS através desse programa, resta-nos trazer a título de contribuição uma assertiva evolutiva, se assim possamos afirmar, quanto a nossa recém adesão a esse programa no Município de São Joaquim da Barra, SP e já há nesses últimos quatro meses, propor através do método Paidéia construir um alicerce para que vivamos o que considero o principal princípio universalizante do SUS: a integralidade. O método Paidéia¹(CAMPOS, 2000) é uma proposta de co-gestão de coletivos organizados para a produção de valor de uso que aglutina (CUNHA,2010), uma dimensão crítica e uma dimensão propositiva entrelaçadas. A dimensão crítica (CUNHA,2010) abarca uma análise do mundo do trabalho e das instituições contemporâneas que acredito eu, possibilita retirar o agente ativo, no caso o gestor, das instituições e refazer sua reinserção no sistema SUS, do qual ele é um resultante como intelectual orgânico, para que ele possa viver o desafio proposto pelo próprio SUS dentro das práticas integrativas e complementares como um valor ético: a integralidade.


Aqui urge uma mudança de paradigma do pensamento dominador/dominado, gestor/gerenciado, condutor/conduzido para uma superação da relação de poder e transcender para uma relação de integração, ou integralidade, o que não seria fácil, pois trata-se de metamorfosear-se na crisálida e sair da condição do rastejar da lagarta, para transcender-se num voo libertador de borboleta. O SUS, realmente, estaria disposto a esta metamorfose? A dimensão propositiva engloba um método, propriamente dito, de apoio e co-gestão que para tal (CUNHA,2010), algumas características são fundamentais. O método assume um compromisso com a democracia institucional, colocando-se ao lado da herança política dos movimentos libertários do final da década de 1960, quando a chamada esquerda rompeu (em parte) com uma tradição que defendia certo monopólio temático da luta política em torno das formas de exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem (FOUCAULT, 1983) adjacente ao acesso ao poder do Estado. Ou seja, reconhecendo a herança pós 1968, pode-se dizer (CUNHA,2010) que não basta votar neste ou naquele governante, ou mesmo apostar no mundo pós-revolução, porque sempre, mesmo depois das revoluções, existirão, conflitos de interesse e lutas imediatas, existirá o poder heterônomo e próximo aos indivíduos e existirão as instituições definindo algum grau de democracia cotidiana (família,escola, hospitais, religiões etc.).
Volver pois, aos gregos e retomar o real sentido de ética integral vivenciada no dia a dia de um consultório médico cujos instrumentos de co-gestão de coletivos organizados para o trabalho possam também serem submetidos ao tratamento com a homeopatia, já que Hahnemann (ORGANON DA ARTE CURAR,1810) preconizou que a cura pressupõe que o individuo atinja seu mais alto fim da existência, e para que o SUS cumpra seu maior valor ético e fim, a integralidade, devemos todos seus agentes de saúde estarmos nos curando efetivamente da grande doença do poder que gera conflitos sem gerenciar a saúde integral ambiental.

Referências Bibliográficas

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Acesso em 02 de 07 de 2019, disponível em OPAS/OMS: http://www1.paho.org/portuguese/ad/ths/os/phc2ppaper_10-ago-05_Por.pdf ACS, V. S., AW, M., CL, C., & SN, G. (2017).

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Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção à Saúde – SUBPAV – SMS Rio de Janeiro. (2010). Guia de Referência Rápida – Carteira de Serviços – Relação de Serviços prestados na Atenção Primária à Saúde. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Saúde


¹ CUNHA, Gustavo Tenório; CAMPOS, Gastão Wagner de Souza – MÉTODO PAIDÉIA PARA CO-GESTÃO DE COLETIVOS ORGANIZADOS PARA O TRABALHO. ORG & DEMO, Marília, v.11, n.1, p. 31-46, jan./jun., 2010

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URSHIMA, Ana Jucia Magario – “Homeopatia em Saúde Publica no Município de Santos”. Nov. de de 1995. – Tese apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP.

Introdução aos princípios e funcionamento dos grupos tutoriais na aprendizagem baseada em problemas

Exemplo a ser seguido: “Suas vivências com o coletivo no aspecto transformador através de um trabalho inter e multi disciplinar.”

 Wagner,
O texto é muito interessante principalmente a referência a Emanuel. O texto traz um histórico interessante. Você pode usá-lo, em parte, na introdução, destacando o que mais está relacionado ao tema principal do seu trabalho.”

Dra Valéria Salomão

Proposta para instituir no tratamento da dependência química e saúde mental as Práticas Integrativas e Complementares no SUS: a metamorfose necessária do SUS para transcender e viver o princípio de integralidade ética a partir da experiência inovadora da Homeopatia no programa Mais Médicos 

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro
Médico homeopata e cirurgião pediatra
Mestre em gestão empresarial
Mais médico de São Joaquim da Barra SP


” O sentimento cria a ideia
A ideia gera o desejo
O desejo acalentado forma a palavra
A palavra orienta a ação
A ação detona resultados
Os resultados nos traçam caminhos nas
áreas infinitas do tempo
Cada criatura permanece na estrada que
construiu. 
A escolha é sempre nossa”.

Emmanuel



A experiência inovadora do programa Mais Médicos pode apontar soluções para países que vêm enfrentando desafios na área de recursos humanos e de formação em saúde. Por isso, essa bem-sucedida iniciativa foi apresentada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Dublin, na Irlanda, durante o Quarto Fórum Global em Recursos Humanos para a Saúde.
Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto estrangeiros (inter cambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS).
O terceiro eixo é direcionado à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação para melhorar a qualidade da atenção à saúde. “Dessa forma, esperamos garantir sustentabilidade em termos de superar o déficit de médicos e de acabar com a desigualdade na distribuição geográfica desses profissionais”, ressaltou Molina.
Diante pois, de tamanha transformação ocorrida no SUS através desse programa, resta-nos trazer a título de contribuição uma assertiva evolutiva, se assim possamos afirmar, quanto a nossa recém adesão a esse programa no Município de São Joaquim da Barra, SP e já há nesses últimos quatro meses, propor através do método Paidéia construir um alicerce para que vivamos o que considero o principal princípio universalizante do SUS: a integralidade.
O método Paidéia¹(CAMPOS, 2000) é uma proposta de co-gestão de coletivos organizados para a produção de valor de uso que aglutina (CUNHA,2010), uma dimensão crítica e uma dimensão propositiva entrelaçadas. A dimensão crítica (CUNHA,2010) abarca uma análise do mundo do trabalho e das instituições contemporâneas que acredito eu, possibilita retirar o agente ativo, no caso o gestor, das instituições e refazer sua reinserção no sistema SUS, do qual ele é um resultante como intelectual orgânico, para que ele possa viver o desafio proposto pelo próprio SUS dentro das práticas integrativas e complementares como um valor ético: a integralidade.
Aqui urge uma mudança de paradigma do pensamento dominador/dominado, gestor/gerenciado, condutor/conduzido para uma superação da relação de poder e transcender para uma relação de integração, ou integralidade, o que não seria fácil, pois trata-se de metamorfosear-se na crisálida e sair da condição do rastejar da lagarta, para transcender-se num voo libertador de borboleta.
O SUS, realmente, estaria disposto a esta metamorfose?
A dimensão propositiva engloba um método, propriamente dito, de apoio e co-gestão que para tal (CUNHA,2010), algumas características são fundamentais. O método assume um compromisso com a democracia institucional, colocando-se ao lado da herança política dos movimentos libertários do final da década de 1960, quando a chamada esquerda rompeu (em parte) com uma tradição que defendia certo monopólio temático da luta política em torno das formas de exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem (FOUCAULT, 1983) adjacente ao acesso ao poder do Estado. Ou seja, reconhecendo a herança pós 1968, pode-se dizer (CUNHA,2010) que não basta votar neste ou naquele governante, ou mesmo apostar no mundo pós-revolução, porque sempre, mesmo depois das revoluções, existirão, conflitos de interesse e lutas imediatas, existirá o poder heterônomo e próximo aos indivíduos e existirão as instituições definindo algum grau de democracia cotidiana (família,escola, hospitais, religiões etc.).
Volver pois, aos gregos e retomar o real sentido de ética integral vivenciada no dia a dia de um consultório médico cujos instrumentos de co-gestão de coletivos organizados para o trabalho possam também serem submetidos ao tratamento com a homeopatia, já que Hahnemann (ORGANON DA ARTE CURAR,1810) preconizou que a cura pressupõe que o individuo atinja seu mais alto fim da existência, e para que o SUS cumpra seu maior valor ético e fim, a integralidade, devemos todos seus agentes de saúde estarmos nos curando efetivamente da grande doença do poder que gera conflitos sem gerenciar a saúde integral ambiental.


Referências Bibliográficas
¹ CUNHA, Gustavo Tenório; CAMPOS, Gastão Wagner de Souza – MÉTODO PAIDÉIA PARA CO-GESTÃO DE COLETIVOS ORGANIZADOS PARA O TRABALHO. ORG & DEMO, Marília, v.11, n.1, p. 31-46, jan./jun., 2010

DE OLIVEIRA, J. B.; – “A Homeopatia e sua legitimação acadêmica.” Anais do III Simpósio Nacional de Pesquisas Institucionais em Homeopatia,Uberlândia, 28 a 30 de novembro de 1991.

DE PAULA, G.L.S.; Monteiro P.J.C. & Magela, a: – “O Serviço de Homeopatia do ambulatório “Araújo Lima”.Anais do III Simpósio Internacional de Pesquisa Institucionais em Homeopatia, Uberlândia28 a 30 de novembro de 1991.

http://maismedicos.gov.br/noticias/258-opas-apresenta-experiencias-exitosas-do-mais-medicos-na-irlanda. 

PUSTIGLIONE, Marcelo:”Homeopatia no HSPM – Sim!” -Editorial Gazeta Homeopática, vol.2 (4), Out./Dez. 1987

RIBEIRO, W.D. A Homeopatia frente a Epistemologia. Franca, SP, Editora Ribeirão Gráfica, 1997

RIVERA, F. J. U. – “Planejamento estratégico situacional ou controle de qualidade total em saude? Um contraponto Metodológico”. – Cadernos da Fundap – Jan/Abr. de 1996. sao Paulo.

SANTOS, R.E.T. – ” O programa de Homeopatia implantado pela Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto a partir de 1993″. – Tese ao apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP 1997.

URSHIMA, Ana Jucia Magario – “Homeopatia em Saúde Publica no Município de Santos”. Nov. de de 1995. – Tese apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP.

Incômodo que pode ser considerado para intervenção!

Em 03/08/2019 Amadureça, dentre os pontos apresentados, um tema para o desenvolvimento do seu projeto. Parabéns, Valéria

Seguiu-se de 12/07/19. Oi Wagner

A proposta do Diário é que eu faça uma reflexão sobre minha prática profissional em meu local de trabalho, correlacionando-se à temática que se destaca dentre a vulnerabilidade social e vigilância em saúde. O tema gestão de conflitos na equipe é o que mais me chama a atenção em minha prática como médico da estratégia saúde da família.

Conclusão, então é que sempre que possível deve-se trabalhar o conflito como matéria-prima da gestão em saúde e  como um mecanismo inteligente que determina uma verdadeira partida de xadrez a cada dia de trabalho numa unidade de programa saúde da família.

Depois de seis meses de trabalho numa unidade assim, pude perceber que devemos sempre semear mudanças e promover alterações que possam trazer a autonomia e o auto controle à unidade e que como médicos temos uma grande responsabilidade neste sentido.

Mas teremos que sermos todos nós, e urgentemente pró-ativos da reconstrução nacional, pois queremos sobreviver do lado da saúde em detrimento da doença, já percebi que nesta transição entre colegas médicos cubanos e agora médicos brasileiros, havia um certo acomodamento e talvez um equilíbrio de forças, principalmente na dificuldade da comunicação e da linguagem, aonde nossos agentes se transformaram em agentes de diminuição deste conflito, se antecipando como interlocutores das receitas e seu aviamento, como se fosse uma necessidade criada, e sendo um fator a mais de se medicar a mais nosso paciente, e consequentemente, o excesso de receitas que encontrei e cuja resistência em mudar, gerou meus maiores conflitos e impactos com a comunidade.

A minha reflexão sobre a prática profissional em meu local de trabalho, correlacionando-se à saúde integral e a vida, pois deve ser direcionada a uma vivência como médico clinico geral de formação em homeopatia e cirurgia pediátrica  que antecede esta experiênca que é inédita para mim e fundamental para aquilo que me propus fazer ao me inscrever no Programa Mais médico: construir uma mudança primeiro em mim, que estava condicionado a um consultório de especialidades e muitas vezes no setor terciário em cirurgia nos plantões em hospitais, para trabalhar agora em equipe de atenção primária à saúde da familia e já entrando em contato direto com as necessidades da comunidade nas visitas domiciliares com meus agentes de saúde integral.

Foi mesmo desafiador e ao mesmo tempo complicado, trabalhar em constante mudanças e com outros conflitos que me obrigaram a mudar… Mudar de postura, mudar meus relacionamentos e mudar minha abordagem médica, quando precisei ouvir mais e interagir mais com minha equipe e outros profissionais, principalmente da área da saúde mental da comunidade.

Encontrei uma vulnerabilidade social bem maior que minha prática anterior e uma saúde mental periclitante quando a população muito medicalizada e sem amparo nenhum, muitos médicos e muitas especialidades, muitos medicamentos e uma população abandonada, sem um médico de familia que pudesse trazer orientação e a saúde de volta, todos indistintamente viviam da doença e daquilo que era sua segurança, o medicamento doado pelo poder público que também restringia a própria cultura popular e criatividade empreendedora da comunidade, que era rica e grandiosa!!!

Trazer mudança foi meu maior desafio sobretudo quando já me instrumentalizava da vigilância em saúde e da mudança dos conceitos para uma abordagem além do binomio saúde/doença, bem além  dos acidentes de trabalho e das  feridas, tive que lidar com a vigilância ambiental no bairro Júlio de Lollo, Santa Terezinha e Nosso Teto. Tive que lidar com o abandono, com as famílias desestruturadas e com crianças órfãos que necessitavam de uma equipe integrada e pró ativa pela saúde e contra a doença.

Dos conflitos na equipe é o que mais me chamou a atenção em minha prática como médico da estratégia saúde da família foi a imobilidade para a transformação que queria trazer e imprimir mas que era inútil, pois era melhor como se diz “deixar como está para ver como é que fica”. 

Foi pois a reatividade às possíveis mudanças que viriam, e vieram sim, a partir da mobilidade da saúde da comunidade, de uma reativação de sua criatividade e do estabelecimento das mudanças a partir da adesão e dos resultados que foram se concretizando tanto na maior aceitação das gotinhas homeopáticas como da mudança de posturas frente às doenças. 

Qual é a doença da Terra e do Corpo Humano?https://www.youtube.com/watch?v=w41JgjUZd38

VIVER A INTEGRALIDADE: da gestão à saúde integral

Ser ou não ser um médico de família hoje corresponde uma mudança de paradigmas na vivência da medicina, como uma arte.

Entre o organicismo e a medicina integral vai da saídas das especialidades médicas para uma visão de cura, que implica seu sucesso nos resultados médicos aplicados e sua satisfação real no exercício da saúde integral.

Você, colega médico e que sabe a que veio fazer neste campo do conhecimento humano, deve-se ocupar de viver sim a integralidade médica de uma relação médico paciente, que corresponda a sua realização profissional.

Da gestão à saúde integral, você deve ser o agente de cura de todo este sistema desintegrado que a partir de uma vivência efetiva da saúde no território e no ambiente da família, você junto á sua equipe profissional da saúde vai gerenciar a mudança necessária e urgente, que traga cura e resolutividade, humanização e tecnologia com percepção do que deve ser curado no seu paciente, que segundo Hahnemann, deve fazê-lo atingir o mais alto fim existencial da vida dele, que é o que se chama curar.

As Luzes foram apagadas enquanto muitos se entregaram às suas trevas interiores...
Orientações ao século 20 visto à luz da ciência do século 21
Ser ou não ser um médico de família hoje corresponde uma mudança de paradigmas na vivência da medicina, como uma arte.

Ainda Consultoria em Desenvolvimento Sustentável

6- Conteúdo Abordado

     O Programa Creser está estruturado em 3 módulos (4 dias/ cada) e dois encontros de aprofundamento (2 dias/ cada), ao redor dos seguintes temas:

 Módulo 1 – Tema: “Entendendo a facilitação de processos”

Este módulo visa a compreensão do papel de facilitador de processos e da dinâmica de desenvolvimento de indivíduos, grupos e organizações.

 Módulo 2 – Tema: “Conhecendo a organização e facilitando processos”

Neste módulo são aprofundados os conceitos e as habilidades necessárias para a facilitação de processos de mudança organizacional (realização de diagnósticos e tomada de decisão, entre outros)

Módulo 3 – Tema: “Mediando conflitos”

Neste módulo é trabalhado o fenômeno conflito e são desenvolvidos, a partir da prática, elementos que auxiliem na sua vivência e superação.

 Acompanhamento: “Encontros de Aprofundamento”

Os encontros têm como objetivos:

– Avaliar os resultados do trabalho para a comunidade até então;

– Esclarecer dúvidas que persistem;

– Contribuir para a formação de uma rede regional de facilitadores;

– Selecionar possíveis consultores para auxiliar em futuras turmas

 7- Acompanhamento e Avaliação

      Serão designados aos participantes dois trabalhos intermódulos e um trabalho pós-curso, que deverão ser executados em situações reais existentes em seu ambiente de trabalho. Os trabalhos intermódulos deverão ser reportados por escrito para os condutores do curso. O trabalho pós-curso será discutido com o grupo num encontro de um dia, durante o qual os participantes avaliarão o que os conceitos e vivências trouxeram para a sua vida profissional e pessoal. O certificado de conclusão do curso está atrelado ao cumprimento dos trabalhos designados.

 8- Metodologia

       Durante os três módulos a assimilação dos conteúdos é trabalhada em três níveis: compreensão, vivência e prática, através das seguintes formas:

 Palestras: tem por objetivo a exposição ou construção conjunta de conteúdos.

 Trabalho em grupo: visa melhor assimilação de um conteúdo, através da discussão e reflexão em grupo, ligada a situações concretas do dia-a-dia de cada um.

 Reflexões individuais: permitem a assimilação do conteúdo e das vivências e, principalmente, sua vinculação com a própria experiência individual.

 Discussões plenárias: propiciam um rico ambiente de troca entre os participantes.

 Atividades artística: ativam a vivência do tema central tratado a cada dia.

 Exercícios vivenciais: à luz do conteúdo tratado, ativam a percepção da própria atuação em grupo.

 Trabalhos InterMódulos: utilização do programa no próprio dia a dia de trabalho, entre cada módulo, internalizando-o definitivamente e trazendo os resultados de forma imediata para o participante e sua organização.

                  O processo educacional é o da aprendizagem através da ação. No início de cada módulo são abordadas as utilizações feitas por cada participante. Nesse momento situações vivenciais são trazidas de forma a elucidar as questões pendentes e trazer novas perspectivas para o grupo.

 9– Resultados Esperados

       Ao final do programa os participantes deverão estar aptos a:

 

S Entender o papel de facilitador;

S Atuar como facilitador de processos nos grupos em que estão envolvidos;

S Construir a identidade dos grupos para que tenham a capacidade de definir e estabelecer suas metas e prioridades;

S Ajudar no amadurecimento do grupo tornando-o independente e capaz de promover sua auto-sustentação;

S Apropriar-se dos conceitos tornando-se multiplicadores junto aos grupos a que pertencem;

S Gerar questionamentos em outros indivíduos que provoquem uma ação cidadã consciente;

S Formar uma rede de facilitadores regionais que permita, constantemente, o desenvolvimento desses conceitos e a troca de experiências.

10- Proposta orçamentária

       Para o desenvolvimento deste projeto, tomamos como base turmas de 30 pessoas, com a seguinte proposta orçamentária: a discutir segundo necessidades de cada departamento, ou de cada empresa.

 11- Apoio da ADAM.

        A ADAM – Agência de Desenvolvimento da Alta Mogiana,  foi fundada em Franca, SP, em 09 de maio de 2000. É uma Associação Civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo fomentar o desenvolvimento sócio-econômico sustentável da região da Alta Mogiana, atingindo 26 municípios desta região, que totalizam uma população superior a 680 mil habitantes.
É constituída por pessoas jurídicas de direito privado e de direito público.
Atua a nível nacional e internacional como indutora e promotora de negócios, atraindo novos projetos de investimentos, assim como ampliando e modernizando aqueles já existentes.
A ADAM está localizada nas dependências da Uni-FACEF – Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Franca, à Av.
Dr. Ismael Alonso Y Alonso, 2400, 1º andar, sala 19,Franca, SP. Fone: (16) 3701 – 4586.

Desde o inicio foi aplicado o principio de “passar adiante” como regra de trabalho. Em resumo, o que isto significa é que se um grupo recebe uma ajuda da ADAM, deve concordar em passar de alguma forma a ajuda recebida para outro grupo, podendo ser conhecimento, doação de animal, criação de um fundo de crédito rotativo, etc. Desta forma, os benefícios vão se multiplicando a partir de uma primeira ajuda.

 Hoje a ADAM conta com mais de 50 sócios provindos de diversas áreas: agricultores, professores, contadores, varejistas, banqueiros, secretários e outros.

No Brasil, o Programa Creser está fortalecendo os grupos de Ongs onde a ADAM. atua, aumentando o impacto das atividades da Agência. Em contrapartida há o suporte financeiro para parte da verba de passagens e remuneração de consultores. Essa parceria é fundamental para que o programa continue crescendo em OCIPs de todo o Brasil.

 12- Consultores

 Wagner Deocleciano Ribeiro

Médico pela FMTM – Uberaba MG, com especialização em Homeopatia ( IHFL e AMHB) e Cirurgia Pediátrica ( Paris, França e UFU- Uberlândia MG), e mestrado em Gestão Empresarial ( Uni-Facef- Franca SP) Consultor de Empresas pela ADIGO e EMPRETEC Sebrae. Coordenador do Meio Ambiente do Município de Franca por 3 anos, criador do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável de Franca, onde exerceu a vice presidência por 6 anos e a presidência interina por 2 anos. Atualmente é diretor financeiro do IDESUFRAN e conselheiro diretor da ADAM, professor do Curso de Pós –graduação de Direito Ambiental da Unifran- Franca SP onde criou a disciplina de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 e no momento atua em processos de desenvolvimento organizacional em temas como: indicadores de desempenho, empresas familiares e gestão profissional,  desenvolvimento de lideranças, treinamento e desenvolvimento de relações interpessoais e empreendedorismo social. Conduz também programa de capacitação tecnológica Cidadão do Futuro e cursos de desenvolvimento de líderes facilitadores.

José Alexandre Ribeiro

Dentista pela Uniube , Consultor formado pela ADIGO.

 Sérgio Viaro

Arquiteto e Consultor formado pela ADIGO.

 Daniel Henrique Bovo

Formado em Ciências da Computação pela Unifran – Franca SP, com especialização em Marketing e Vendas pela Unifran, Sócio-Diretor da PENSATUS Comunicação e Marketing, responsável pelo Departamento de Gestão Estratégica de Marcas, Planejamento Estratégico de Marketing, Criação e Execução de Projetos. A Pensatus atende grandes Associações como AEC Castelinho, OAB Franca, APCD Franca, APOCIF Franca, e algumas empresas de pequeno e médio porte; Diretor integrante da Ong Construtores Sociais responsável pelo cargo de 2 Tesoureiro; Consultor formado pela ADIGO Consultores,  Consultor de Marketing da Incubadora de Empresas de Franca; Coordenador de Marketing no projeto de Implantação da AGENDA 21 de Guará responsável por Pesquisas e Planos de Ação, desenvolvimento de materiais de comunicação e acompanhamento do Projeto.

 Rosângela

Assistente Social pela Unesp e Consultora de empresas formada pela ADIGO. Atua na condução de programas e workshops de desenvolvimento organizacional.

13 – Depoimentos de participantes

       “A metodologia utilizada foi algo novo, que permitiu que os dias passassem rapidamente, aprendendo muita coisa com facilidade, diferente de outros cursos que são cansativos.” 

“Acredito que vou poder trabalhar melhor na organização do trabalho com os grupos em que estou envolvido.” 

“Chamou a atenção a possibilidade de poder pilotar uma reunião, estando atento ao que acontece.” 

“Não houve clima de competição mas sim de aprendizado.” 

“Levo o compromisso de levar para minha comunidade parte do que aprendi” 

“Me marcou perceber como é possível aprender observando” 

“Marcou o relacionamento em grupo, as dinâmicas e como me desenvolvi a partir disso.” 

“A forma de trabalhar, de conduzir, possibilitou a participação de todos” 

“Aprendi que posso planejar melhor as reuniões nas quais participo.”

 

14- Bibliografia

S Alexander Bos, Desafios para uma pedagogia social (São Paulo: Antroposófica, 1986).

S Bernard Lievegoed, O homem no limiar: o desafio do autodesenvolvimento (São Paulo:

   Antroposófica, 1999).

S Bernard Lievegoed, The developing organization (Londres: Tavistock Publications, 1973).

S Christopher Schaefer,e Tyno Voors, Desenvolvimento de iniciativas sociais: da visão

   inspiradora à ação transformadora (São Paulo: Antroposófica: Christophorus, 2000).

S Jair Moggi e Daniel Burkhard, O espírito transformador: a essência das mudanças

   organizacionais do século XXI (São Paulo: Editora Infinito, 2000).

S Jair Moggi, Gestão viva!: a célula como modelo de gestão (São Paulo: Editora Gente, 2001).

S José Walter Canoas, José Everaldo Vanzo e Wagner Deocleciano Ribeiro, Agenda 21 Sustentável: Subsídios Técnicos para a construção da Agenda 21do Município de Franca e região (Franca, SP: UNESP – FHDSS, 2001).

S Material didático do Curso de Formação de Facilitadores Internos da Consultoria Adigo.

S Vitor Morgensztern, Administração antroposófica: uma ampliação da arte de administrar (São

   Paulo: Editora Gente, 1999).

S Wagner Deocleciano Ribeiro, O Ser Empreendente e a Lógica do Desenvolvimento Sustentável ( Semana do Serviço Social, 14, 27- 29 mai. 2003, Franca, Anais da 14º Semana do Serviço Social, Franca: UNESP – FHDSS, 2003).