Incômodo que pode ser considerado para intervenção!

Em 03/08/2019 Amadureça, dentre os pontos apresentados, um tema para o desenvolvimento do seu projeto. Parabéns, Valéria

Seguiu-se de 12/07/19. Oi Wagner

A proposta do Diário é que eu faça uma reflexão sobre minha prática profissional em meu local de trabalho, correlacionando-se à temática que se destaca dentre a vulnerabilidade social e vigilância em saúde. O tema gestão de conflitos na equipe é o que mais me chama a atenção em minha prática como médico da estratégia saúde da família.

Conclusão, então é que sempre que possível deve-se trabalhar o conflito como matéria-prima da gestão em saúde e  como um mecanismo inteligente que determina uma verdadeira partida de xadrez a cada dia de trabalho numa unidade de programa saúde da família.

Depois de seis meses de trabalho numa unidade assim, pude perceber que devemos sempre semear mudanças e promover alterações que possam trazer a autonomia e o auto controle à unidade e que como médicos temos uma grande responsabilidade neste sentido.

Mas teremos que sermos todos nós, e urgentemente pró-ativos da reconstrução nacional, pois queremos sobreviver do lado da saúde em detrimento da doença, já percebi que nesta transição entre colegas médicos cubanos e agora médicos brasileiros, havia um certo acomodamento e talvez um equilíbrio de forças, principalmente na dificuldade da comunicação e da linguagem, aonde nossos agentes se transformaram em agentes de diminuição deste conflito, se antecipando como interlocutores das receitas e seu aviamento, como se fosse uma necessidade criada, e sendo um fator a mais de se medicar a mais nosso paciente, e consequentemente, o excesso de receitas que encontrei e cuja resistência em mudar, gerou meus maiores conflitos e impactos com a comunidade.

A minha reflexão sobre a prática profissional em meu local de trabalho, correlacionando-se à saúde integral e a vida, pois deve ser direcionada a uma vivência como médico clinico geral de formação em homeopatia e cirurgia pediátrica  que antecede esta experiênca que é inédita para mim e fundamental para aquilo que me propus fazer ao me inscrever no Programa Mais médico: construir uma mudança primeiro em mim, que estava condicionado a um consultório de especialidades e muitas vezes no setor terciário em cirurgia nos plantões em hospitais, para trabalhar agora em equipe de atenção primária à saúde da familia e já entrando em contato direto com as necessidades da comunidade nas visitas domiciliares com meus agentes de saúde integral.

Foi mesmo desafiador e ao mesmo tempo complicado, trabalhar em constante mudanças e com outros conflitos que me obrigaram a mudar… Mudar de postura, mudar meus relacionamentos e mudar minha abordagem médica, quando precisei ouvir mais e interagir mais com minha equipe e outros profissionais, principalmente da área da saúde mental da comunidade.

Encontrei uma vulnerabilidade social bem maior que minha prática anterior e uma saúde mental periclitante quando a população muito medicalizada e sem amparo nenhum, muitos médicos e muitas especialidades, muitos medicamentos e uma população abandonada, sem um médico de familia que pudesse trazer orientação e a saúde de volta, todos indistintamente viviam da doença e daquilo que era sua segurança, o medicamento doado pelo poder público que também restringia a própria cultura popular e criatividade empreendedora da comunidade, que era rica e grandiosa!!!

Trazer mudança foi meu maior desafio sobretudo quando já me instrumentalizava da vigilância em saúde e da mudança dos conceitos para uma abordagem além do binomio saúde/doença, bem além  dos acidentes de trabalho e das  feridas, tive que lidar com a vigilância ambiental no bairro Júlio de Lollo, Santa Terezinha e Nosso Teto. Tive que lidar com o abandono, com as famílias desestruturadas e com crianças órfãos que necessitavam de uma equipe integrada e pró ativa pela saúde e contra a doença.

Dos conflitos na equipe é o que mais me chamou a atenção em minha prática como médico da estratégia saúde da família foi a imobilidade para a transformação que queria trazer e imprimir mas que era inútil, pois era melhor como se diz “deixar como está para ver como é que fica”. 

Foi pois a reatividade às possíveis mudanças que viriam, e vieram sim, a partir da mobilidade da saúde da comunidade, de uma reativação de sua criatividade e do estabelecimento das mudanças a partir da adesão e dos resultados que foram se concretizando tanto na maior aceitação das gotinhas homeopáticas como da mudança de posturas frente às doenças. 

Qual é a doença da Terra e do Corpo Humano?https://www.youtube.com/watch?v=w41JgjUZd38

Ainda Consultoria em Desenvolvimento Sustentável

6- Conteúdo Abordado

     O Programa Creser está estruturado em 3 módulos (4 dias/ cada) e dois encontros de aprofundamento (2 dias/ cada), ao redor dos seguintes temas:

 Módulo 1 – Tema: “Entendendo a facilitação de processos”

Este módulo visa a compreensão do papel de facilitador de processos e da dinâmica de desenvolvimento de indivíduos, grupos e organizações.

 Módulo 2 – Tema: “Conhecendo a organização e facilitando processos”

Neste módulo são aprofundados os conceitos e as habilidades necessárias para a facilitação de processos de mudança organizacional (realização de diagnósticos e tomada de decisão, entre outros)

Módulo 3 – Tema: “Mediando conflitos”

Neste módulo é trabalhado o fenômeno conflito e são desenvolvidos, a partir da prática, elementos que auxiliem na sua vivência e superação.

 Acompanhamento: “Encontros de Aprofundamento”

Os encontros têm como objetivos:

– Avaliar os resultados do trabalho para a comunidade até então;

– Esclarecer dúvidas que persistem;

– Contribuir para a formação de uma rede regional de facilitadores;

– Selecionar possíveis consultores para auxiliar em futuras turmas

 7- Acompanhamento e Avaliação

      Serão designados aos participantes dois trabalhos intermódulos e um trabalho pós-curso, que deverão ser executados em situações reais existentes em seu ambiente de trabalho. Os trabalhos intermódulos deverão ser reportados por escrito para os condutores do curso. O trabalho pós-curso será discutido com o grupo num encontro de um dia, durante o qual os participantes avaliarão o que os conceitos e vivências trouxeram para a sua vida profissional e pessoal. O certificado de conclusão do curso está atrelado ao cumprimento dos trabalhos designados.

 8- Metodologia

       Durante os três módulos a assimilação dos conteúdos é trabalhada em três níveis: compreensão, vivência e prática, através das seguintes formas:

 Palestras: tem por objetivo a exposição ou construção conjunta de conteúdos.

 Trabalho em grupo: visa melhor assimilação de um conteúdo, através da discussão e reflexão em grupo, ligada a situações concretas do dia-a-dia de cada um.

 Reflexões individuais: permitem a assimilação do conteúdo e das vivências e, principalmente, sua vinculação com a própria experiência individual.

 Discussões plenárias: propiciam um rico ambiente de troca entre os participantes.

 Atividades artística: ativam a vivência do tema central tratado a cada dia.

 Exercícios vivenciais: à luz do conteúdo tratado, ativam a percepção da própria atuação em grupo.

 Trabalhos InterMódulos: utilização do programa no próprio dia a dia de trabalho, entre cada módulo, internalizando-o definitivamente e trazendo os resultados de forma imediata para o participante e sua organização.

                  O processo educacional é o da aprendizagem através da ação. No início de cada módulo são abordadas as utilizações feitas por cada participante. Nesse momento situações vivenciais são trazidas de forma a elucidar as questões pendentes e trazer novas perspectivas para o grupo.

 9– Resultados Esperados

       Ao final do programa os participantes deverão estar aptos a:

 

S Entender o papel de facilitador;

S Atuar como facilitador de processos nos grupos em que estão envolvidos;

S Construir a identidade dos grupos para que tenham a capacidade de definir e estabelecer suas metas e prioridades;

S Ajudar no amadurecimento do grupo tornando-o independente e capaz de promover sua auto-sustentação;

S Apropriar-se dos conceitos tornando-se multiplicadores junto aos grupos a que pertencem;

S Gerar questionamentos em outros indivíduos que provoquem uma ação cidadã consciente;

S Formar uma rede de facilitadores regionais que permita, constantemente, o desenvolvimento desses conceitos e a troca de experiências.

10- Proposta orçamentária

       Para o desenvolvimento deste projeto, tomamos como base turmas de 30 pessoas, com a seguinte proposta orçamentária: a discutir segundo necessidades de cada departamento, ou de cada empresa.

 11- Apoio da ADAM.

        A ADAM – Agência de Desenvolvimento da Alta Mogiana,  foi fundada em Franca, SP, em 09 de maio de 2000. É uma Associação Civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo fomentar o desenvolvimento sócio-econômico sustentável da região da Alta Mogiana, atingindo 26 municípios desta região, que totalizam uma população superior a 680 mil habitantes.
É constituída por pessoas jurídicas de direito privado e de direito público.
Atua a nível nacional e internacional como indutora e promotora de negócios, atraindo novos projetos de investimentos, assim como ampliando e modernizando aqueles já existentes.
A ADAM está localizada nas dependências da Uni-FACEF – Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Franca, à Av.
Dr. Ismael Alonso Y Alonso, 2400, 1º andar, sala 19,Franca, SP. Fone: (16) 3701 – 4586.

Desde o inicio foi aplicado o principio de “passar adiante” como regra de trabalho. Em resumo, o que isto significa é que se um grupo recebe uma ajuda da ADAM, deve concordar em passar de alguma forma a ajuda recebida para outro grupo, podendo ser conhecimento, doação de animal, criação de um fundo de crédito rotativo, etc. Desta forma, os benefícios vão se multiplicando a partir de uma primeira ajuda.

 Hoje a ADAM conta com mais de 50 sócios provindos de diversas áreas: agricultores, professores, contadores, varejistas, banqueiros, secretários e outros.

No Brasil, o Programa Creser está fortalecendo os grupos de Ongs onde a ADAM. atua, aumentando o impacto das atividades da Agência. Em contrapartida há o suporte financeiro para parte da verba de passagens e remuneração de consultores. Essa parceria é fundamental para que o programa continue crescendo em OCIPs de todo o Brasil.

 12- Consultores

 Wagner Deocleciano Ribeiro

Médico pela FMTM – Uberaba MG, com especialização em Homeopatia ( IHFL e AMHB) e Cirurgia Pediátrica ( Paris, França e UFU- Uberlândia MG), e mestrado em Gestão Empresarial ( Uni-Facef- Franca SP) Consultor de Empresas pela ADIGO e EMPRETEC Sebrae. Coordenador do Meio Ambiente do Município de Franca por 3 anos, criador do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável de Franca, onde exerceu a vice presidência por 6 anos e a presidência interina por 2 anos. Atualmente é diretor financeiro do IDESUFRAN e conselheiro diretor da ADAM, professor do Curso de Pós –graduação de Direito Ambiental da Unifran- Franca SP onde criou a disciplina de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 e no momento atua em processos de desenvolvimento organizacional em temas como: indicadores de desempenho, empresas familiares e gestão profissional,  desenvolvimento de lideranças, treinamento e desenvolvimento de relações interpessoais e empreendedorismo social. Conduz também programa de capacitação tecnológica Cidadão do Futuro e cursos de desenvolvimento de líderes facilitadores.

José Alexandre Ribeiro

Dentista pela Uniube , Consultor formado pela ADIGO.

 Sérgio Viaro

Arquiteto e Consultor formado pela ADIGO.

 Daniel Henrique Bovo

Formado em Ciências da Computação pela Unifran – Franca SP, com especialização em Marketing e Vendas pela Unifran, Sócio-Diretor da PENSATUS Comunicação e Marketing, responsável pelo Departamento de Gestão Estratégica de Marcas, Planejamento Estratégico de Marketing, Criação e Execução de Projetos. A Pensatus atende grandes Associações como AEC Castelinho, OAB Franca, APCD Franca, APOCIF Franca, e algumas empresas de pequeno e médio porte; Diretor integrante da Ong Construtores Sociais responsável pelo cargo de 2 Tesoureiro; Consultor formado pela ADIGO Consultores,  Consultor de Marketing da Incubadora de Empresas de Franca; Coordenador de Marketing no projeto de Implantação da AGENDA 21 de Guará responsável por Pesquisas e Planos de Ação, desenvolvimento de materiais de comunicação e acompanhamento do Projeto.

 Rosângela

Assistente Social pela Unesp e Consultora de empresas formada pela ADIGO. Atua na condução de programas e workshops de desenvolvimento organizacional.

13 – Depoimentos de participantes

       “A metodologia utilizada foi algo novo, que permitiu que os dias passassem rapidamente, aprendendo muita coisa com facilidade, diferente de outros cursos que são cansativos.” 

“Acredito que vou poder trabalhar melhor na organização do trabalho com os grupos em que estou envolvido.” 

“Chamou a atenção a possibilidade de poder pilotar uma reunião, estando atento ao que acontece.” 

“Não houve clima de competição mas sim de aprendizado.” 

“Levo o compromisso de levar para minha comunidade parte do que aprendi” 

“Me marcou perceber como é possível aprender observando” 

“Marcou o relacionamento em grupo, as dinâmicas e como me desenvolvi a partir disso.” 

“A forma de trabalhar, de conduzir, possibilitou a participação de todos” 

“Aprendi que posso planejar melhor as reuniões nas quais participo.”

 

14- Bibliografia

S Alexander Bos, Desafios para uma pedagogia social (São Paulo: Antroposófica, 1986).

S Bernard Lievegoed, O homem no limiar: o desafio do autodesenvolvimento (São Paulo:

   Antroposófica, 1999).

S Bernard Lievegoed, The developing organization (Londres: Tavistock Publications, 1973).

S Christopher Schaefer,e Tyno Voors, Desenvolvimento de iniciativas sociais: da visão

   inspiradora à ação transformadora (São Paulo: Antroposófica: Christophorus, 2000).

S Jair Moggi e Daniel Burkhard, O espírito transformador: a essência das mudanças

   organizacionais do século XXI (São Paulo: Editora Infinito, 2000).

S Jair Moggi, Gestão viva!: a célula como modelo de gestão (São Paulo: Editora Gente, 2001).

S José Walter Canoas, José Everaldo Vanzo e Wagner Deocleciano Ribeiro, Agenda 21 Sustentável: Subsídios Técnicos para a construção da Agenda 21do Município de Franca e região (Franca, SP: UNESP – FHDSS, 2001).

S Material didático do Curso de Formação de Facilitadores Internos da Consultoria Adigo.

S Vitor Morgensztern, Administração antroposófica: uma ampliação da arte de administrar (São

   Paulo: Editora Gente, 1999).

S Wagner Deocleciano Ribeiro, O Ser Empreendente e a Lógica do Desenvolvimento Sustentável ( Semana do Serviço Social, 14, 27- 29 mai. 2003, Franca, Anais da 14º Semana do Serviço Social, Franca: UNESP – FHDSS, 2003).