E a História continua…

A Leptospirose depois dos desastres naturais ocorridos em Cuba, expondo 2.385.645 pessoas e que exigiram medidas profiláticas de forma global pelo governo de Havana.

Com uma tendência e prognóstico preditivo foi possível agir na prevenção com a produção do Nosódio da Leptospira pelo Instituto Finlay de Cuba, de forma programática e para toda população.

Com 92% de cobertura e tendo uma diminuição da incidência real.

A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO CENÁRIO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA/SP: uma perspectiva evolutiva e sustentável

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro

Médico no Programa Mais Médico em São Joaquim da Barra SP

Médico homeopata e cirurgião pediatra

Mestre em gestão empresarial

 Para conhecer o  território de atuação no que diz respeito ao processo saúde-doença e a vulnerabilidade da população de São Joaquim da Barra SP, fundamentalmente o profissional do SUS da Atenção Primária, de acordo com a Política Nacional de Promoção da Saúde (2018), deve atuar na Atenção Primária à Saúde e identificar dentro do seu território de atuação as necessidades de saúde e conhecer o processo saúde-doença da população e as suas vulnerabilidades. A Política Nacional de Promoção da Saúde, diz que:

“No esforço por garantir os princípios do SUS e a constante melhoria dos serviços por ele prestados, e por melhorar a qualidade de vida de sujeitos e coletividades, entende-se que é urgente superar a cultura administrativa fragmentada e desfocada dos interesses e das necessidades da sociedade, evitando o desperdício de recursos públicos, reduzindo a superposição de ações e, conseqüentemente, aumentando a eficiência e a efetividade das políticas públicas existentes”.

Diante disto o desafio de promover e organizar estudos e pesquisas para identificação, análise e avaliação de ações de promoção da saúde que operem nas estratégias mais amplas que foram definidas em Ottawa (BRASIL, 1996) e que estejam mais associadas às diretrizes propostas pelo Ministério da Saúde na Política Nacional de Promoção da Saúde, a saber: integralidade, equidade, responsabilidade sanitária, mobilização e participação social, intersetorialidade, informação, educação e comunicação, e sustentabilidade”.

(fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf)

Por isto, as atuações do setor saúde propriamente dito  são fundamentais mas não suficientes para uma política de promoção da saúde já que cabe ao agente de saúde, seja médico, dentista, farmacêutico, enfermeiro, curandeiro, preparador físico, empreendedor, artista, e mesmo dona de casa, uma responsabilidade integrativa de trocas de conhecimento que gere efetivamente sua sustentabilidade e a da comunidade que vive e se sente responsável em melhorar sempre sua qualidade de vida e aumentar a sua biodiversidade ambiental.

ROTEIRO DA ATIVIDADE DE REFLEXÃO

Desperto pela atividade realizada no encontro presencial dos médicos de família em São Paulo, pelo Curso de Especialização do Programa Saúde da Família pela UNIFESP em junho de 2019, quando se reuniram 1200 médicos do programa, cujo objetivo foi integrar e nos conhecer trazendo um fortalecimento na prática de todos nós que participamos,  transfiri ao território de São Joaquim da Barra SP, uma análise crítica considerando o processo saúde-doença, bem como das perspectivas da promoção da saúde em São Joaquim da Barra SP tais como:

– Infra Estrutura – Saneamento Básico

SÃO JOAQUIM DA BARRA SÃO PAULO 
GENTÍLICO: JOAQUINENSE 
FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA 
Fixado o quadro territorial para vigorar em 1949-1953, o Município de São Joaquim da Barra é composto de 1 Distrito, São Joaquim da Barra e comarca de São Joaquim da Barra. Assim permanece no fixado pela Lei Estadual nº 2456, de 30-XII-1953, para o período de 1954-1958. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. 

População no último censo   46.512 pessoas

Densidade demográfica 113,28 hab/km²

Educação: Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade 96,7 %

Economia PIB per capita R$ 28.983,75 

Saúde

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 8.53 para 1.000 nascidos vivos. As internações devido a diarreias são de 0.4 para cada 1.000 habitantes. Comparado com todos os municípios do estado, fica nas posições 361 de 645 e 290 de 645, respectivamente. Quando comparado a cidades do Brasil todo, essas posições são de 3448 de 5570 e 3606 de 5570, respectivamente.

Mortalidade Infantil 8,53 óbitos por mil nascidos vivos

Território e Ambiente

Apresenta 98.7% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 98.1% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 42.5% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio). Quando comparado com os outros municípios do estado, fica na posição 31 de 645, 175 de 645 e 130 de 645, respectivamente. Já quando comparado a outras cidades do Brasil, sua posição é 32 de 5570, 373 de 5570 e 677 de 5570, respectivamente.

Fonte

IBGE https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-joaquim-da-barra/panorama

Seria muito fácil se nosso relato acima se ativesse na bibliografia da fonte mas quando se faz a Análise crítica considerando o processo saúde-doença do território em São Joaquim da Barra SP, bem como das perspectivas da promoção da saúde, difícil e quase impossível não falarmos realmente no silente e invisível mal da atualidade: A Violência!!!

– Violência, estampada na recepção do Programa Saúde da Família do Bairro Júlio de Lollo, em São Joaquim da Barra SP aonde se vê escrito num papel desbotado pelo tempo: “Proibido desacatar funcionário público, Lei Federal nº…”, aonde a recepção funciona como a testa de ferro de um sistema político administrativo realmente doente e muito medicalizado e cuja população barganha sua precária saúde, no balcão de negócios da recepção; quando agentes de saúde pressionados a intermediar uma receita ou exame, ou encaminhamento para o especialista; na urgente necessidade do doente e nunca na real indicação e clarificadora avaliação clinica bem feita e percepção de suas reais necessidades.

Ou seja a violência já faz parte da grande doença social dos abandonados e maltratados pacientes que não sentem-se acolhidos de forma humana e da tão necessária construção humanizada do atendimento primário à saúde. Além do tráfico de influência que se alimenta toda hora e todo dia que acaba também contribuindo indiretamente com o Tráfico de drogas, já que o sistema acaba induzindo pela medicalização excessiva e uma excessiva dependência dos medicamentos doados pela prefeitura e pelo SUS ( alto custo) que nunca dão autonomia ao indivíduo cidadão no que Hahnemann preconiza no seu Organon da Arte de Curar, & 9 que: “Curar um indivíduo é fazer com que ele atinja seu mais alto fim existencial, de forma autônoma, e de forma a se reconstituir como um todo indivisível e dinâmico, reequilibrando lhe a saúde, que é o que se chama curar.’ Ensinou também regras básicas de higiene tanto física como ambiental, que norteie o paciente a se manter na saúde.

– Contaminação do solo, e da água nunca poderia existir quando se adquiri uma consciência corporal e educacional ambiental para com sua autonomia possa gerir a autonomia alimentar (segurança alimentar) e econômica da sua própria família (aumento de renda).

– Com a Alta cobertura da atenção primária: com uma estrutura de dez programas saúde da família e criado o NASF em lei desde julho de 2018, São Joaquim, acredito eu, sai na frente de Franca SP, cidade sede regional, que somente implantou apenas cinco programas, quando deveria estar com mais de setenta, o que nos coloca numa rede de atenção primária a saúde como uma das mais importantes da Macro Região de Franca.

Tendo pois, agora, um grande desafio que é promover a integração de todo sistema de forma a termos mais resolutividade e diminuição de custo, quando já iniciamos visitas no CAPS da cidade de São Joaquim da Barra com intuito de integração do sistema de referência em saúde mental com nosso programa saúde da família do Bairro Júlio de Lollo, aonde detectamos uma grande incidência de transtornos psíquicos em tratamento crônico, numa população envelhecida e que necessita maneiras alternativas de tratamento como a homeopatia, fitoterapias, hidroginástica, e aonde já iniciamos desde há 1 ano e 6 meses, tanto a implantação da homeopatia na prescrição, como acesso aos medicamentos previstos no RENAME, de forma a dar condições a população do bairro, o acesso também gratuito aos medicamentos homeopáticos.

Para isto, estivemos junto a farmácia municipal em reunião com nosso gestor de saúde por duas visitas bem como ao gabinete do prefeito, que prometeu licitar ao menos os quarentas medicamentos mais usados na clinica homeopática cotidiana no bairro.

– A Falta de Integralidade entre as equipes é um dos problemas prementes e que exige uma tomada de consciência de toda cidade, que gasta muito e que tem pouca resolutividade daí a necessidade de promover um sistema de comunicação que possibilite uma tomada de consciência da prática e da efetivação deste processo, visando alertar toda comunidade joaquinense da grande importância do programa saúde da família e do médico da família que deve ser ativo e orientar sobre medicalização e interação medicamentosa, numa comunidade que tem muito médico, muito remédio e muito pouca saúde e qualidade de vida quando se entende esta qualidade como expressão maior da cultura de um povo.

– Entenda se Corrupção também como uma barganha do ilícito e desnecessário quando gera desperdício e má utilização dos recursos públicos em função muitas vezes da – baixa escolaridade que prepondera no bairro que trabalho hoje. Uma das maiores doenças do bairro inicia pela ignorância e má informação, ou distorção das informações para que crie o ambiente da extorsão reforçadas pelo pano de fundo da maledicência contumaz e que mantêm o circuito ou curto circuito da doença sistematizada .

DESAFIOS

– Ciclo vicioso como este e de difícil superação, deve-se ter uma atento e vigilante mecanismo de atuação, que não demonstre fragilidade, mas entusiasmo em mudar, sem medo e sem temor de que se busca fazer o melhor a comunidade, mesmo quando possa se ter a criminalidade afetando os cidadãos ou a falta de ética corroendo as perspectivas para se atingir a saúde mental do bairro de forma livre e positiva, a buscar nas mudanças e na criatividade da equipe as deixas necessárias a implementação das efetivas e urgentes mudanças.

– Mesmo quando a Troca para uma gestão que não inspira confiança traga desânimo deve se ter em mente e em planejamento estratégico situacional qual é a próxima peça de xadrez que você deve mexer para que dê um xeque mate ao vício da doença, que aqui se pode falar como ignorância da população que mesmo diante de catástrofes naturais ou doenças epidêmicas como estamos vendo agora esta pandemia e que o melhor manejo dos recursos seja sempre utilizado.

EFEITOS POSITIVOS

– Como hoje um dos problemas mais gritantes é a violência contra a mulher deve se incentivar a mobilização delas na participação com a comunidade de que lutem e se fortaleçam contra a violência doméstica seja incentivando a criação de uma Delegacia da Mulher no bairro e mesmo como aconteceu com a epidemia da dengue na região sempre buscar na organização fraterna da comunidade, na descoberta de seus talentos naturais dando – Atenção a vítimas de catástrofes que possam ser prevenidas e que também construam – Atividades culturais para o – Fortalecimento da Saúde Mental do bairro. – Territorialização bem planejada e efetivas equipes de agentes de saúde, conscientes e atuantes com – Campanhas de prevenção e promoção à saúde e buscar que seja – Criada a delegacia da mulher bem como trazer a – Utilidade pública com visões de empreendedorismo social e desenvolver atividades que possam inverter as prioridades aonde toda comunidade unida e integrada possa desenvolver iniciativas como foi sugerido como a – I Volta Ciclística Infantil ou um – Centro de atenção às vítimas de violência e catástrofes naturais bem como – Aulas gratuitas de pilates, probiótica, artes marciais e cultura oriental na amplitude corporal e resgate da liberdade do movimento com eurritmia,  e que tragam as mudanças na saúde que possam prever combate a dependência química e doenças psiquiátricas, mas sobretudo traga humanidade a toda comunidade são joaquinense!

E que possam então escrever a – Carta de São Joaquim da Barra pela saúde e participar conscientes e atuantes contra todas as doenças através da Homeopatia Preventiva e das Práticas Integrativas e Complementares além da Vacinação, e que possam superar doenças como tuberculose e outras mas sobretudo construindo uma sociedade de Boa Vontade!!!

  • Depois de quase 1 e 6 meses de minha inserção num projeto como este, Mais Médico, agradeço muito a vida, a possibilidade de reciclar meus conhecimentos e minha prática médica, de mais de trinta e três anos dedicados a medicina hipocrática e a homeopatia, sendo também cirurgião pediátrico nesse percurso, o que, pois, me fez entender como ainda não estou preparado para trabalhar numa equipe de saúde de forma integrada e vivenciando um dos princípios declarados pelo SUS: a integralidade!

Exemplo a ser seguido: “Suas vivências com o coletivo no aspecto transformador através de um trabalho inter e multi disciplinar.”

 Wagner,
O texto é muito interessante principalmente a referência a Emanuel. O texto traz um histórico interessante. Você pode usá-lo, em parte, na introdução, destacando o que mais está relacionado ao tema principal do seu trabalho.”

Dra Valéria Salomão

Proposta para instituir no tratamento da dependência química e saúde mental as Práticas Integrativas e Complementares no SUS: a metamorfose necessária do SUS para transcender e viver o princípio de integralidade ética a partir da experiência inovadora da Homeopatia no programa Mais Médicos 

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro
Médico homeopata e cirurgião pediatra
Mestre em gestão empresarial
Mais médico de São Joaquim da Barra SP


” O sentimento cria a ideia
A ideia gera o desejo
O desejo acalentado forma a palavra
A palavra orienta a ação
A ação detona resultados
Os resultados nos traçam caminhos nas
áreas infinitas do tempo
Cada criatura permanece na estrada que
construiu. 
A escolha é sempre nossa”.

Emmanuel



A experiência inovadora do programa Mais Médicos pode apontar soluções para países que vêm enfrentando desafios na área de recursos humanos e de formação em saúde. Por isso, essa bem-sucedida iniciativa foi apresentada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Dublin, na Irlanda, durante o Quarto Fórum Global em Recursos Humanos para a Saúde.
Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto estrangeiros (inter cambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS).
O terceiro eixo é direcionado à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação para melhorar a qualidade da atenção à saúde. “Dessa forma, esperamos garantir sustentabilidade em termos de superar o déficit de médicos e de acabar com a desigualdade na distribuição geográfica desses profissionais”, ressaltou Molina.
Diante pois, de tamanha transformação ocorrida no SUS através desse programa, resta-nos trazer a título de contribuição uma assertiva evolutiva, se assim possamos afirmar, quanto a nossa recém adesão a esse programa no Município de São Joaquim da Barra, SP e já há nesses últimos quatro meses, propor através do método Paidéia construir um alicerce para que vivamos o que considero o principal princípio universalizante do SUS: a integralidade.
O método Paidéia¹(CAMPOS, 2000) é uma proposta de co-gestão de coletivos organizados para a produção de valor de uso que aglutina (CUNHA,2010), uma dimensão crítica e uma dimensão propositiva entrelaçadas. A dimensão crítica (CUNHA,2010) abarca uma análise do mundo do trabalho e das instituições contemporâneas que acredito eu, possibilita retirar o agente ativo, no caso o gestor, das instituições e refazer sua reinserção no sistema SUS, do qual ele é um resultante como intelectual orgânico, para que ele possa viver o desafio proposto pelo próprio SUS dentro das práticas integrativas e complementares como um valor ético: a integralidade.
Aqui urge uma mudança de paradigma do pensamento dominador/dominado, gestor/gerenciado, condutor/conduzido para uma superação da relação de poder e transcender para uma relação de integração, ou integralidade, o que não seria fácil, pois trata-se de metamorfosear-se na crisálida e sair da condição do rastejar da lagarta, para transcender-se num voo libertador de borboleta.
O SUS, realmente, estaria disposto a esta metamorfose?
A dimensão propositiva engloba um método, propriamente dito, de apoio e co-gestão que para tal (CUNHA,2010), algumas características são fundamentais. O método assume um compromisso com a democracia institucional, colocando-se ao lado da herança política dos movimentos libertários do final da década de 1960, quando a chamada esquerda rompeu (em parte) com uma tradição que defendia certo monopólio temático da luta política em torno das formas de exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem (FOUCAULT, 1983) adjacente ao acesso ao poder do Estado. Ou seja, reconhecendo a herança pós 1968, pode-se dizer (CUNHA,2010) que não basta votar neste ou naquele governante, ou mesmo apostar no mundo pós-revolução, porque sempre, mesmo depois das revoluções, existirão, conflitos de interesse e lutas imediatas, existirá o poder heterônomo e próximo aos indivíduos e existirão as instituições definindo algum grau de democracia cotidiana (família,escola, hospitais, religiões etc.).
Volver pois, aos gregos e retomar o real sentido de ética integral vivenciada no dia a dia de um consultório médico cujos instrumentos de co-gestão de coletivos organizados para o trabalho possam também serem submetidos ao tratamento com a homeopatia, já que Hahnemann (ORGANON DA ARTE CURAR,1810) preconizou que a cura pressupõe que o individuo atinja seu mais alto fim da existência, e para que o SUS cumpra seu maior valor ético e fim, a integralidade, devemos todos seus agentes de saúde estarmos nos curando efetivamente da grande doença do poder que gera conflitos sem gerenciar a saúde integral ambiental.


Referências Bibliográficas
¹ CUNHA, Gustavo Tenório; CAMPOS, Gastão Wagner de Souza – MÉTODO PAIDÉIA PARA CO-GESTÃO DE COLETIVOS ORGANIZADOS PARA O TRABALHO. ORG & DEMO, Marília, v.11, n.1, p. 31-46, jan./jun., 2010

DE OLIVEIRA, J. B.; – “A Homeopatia e sua legitimação acadêmica.” Anais do III Simpósio Nacional de Pesquisas Institucionais em Homeopatia,Uberlândia, 28 a 30 de novembro de 1991.

DE PAULA, G.L.S.; Monteiro P.J.C. & Magela, a: – “O Serviço de Homeopatia do ambulatório “Araújo Lima”.Anais do III Simpósio Internacional de Pesquisa Institucionais em Homeopatia, Uberlândia28 a 30 de novembro de 1991.

http://maismedicos.gov.br/noticias/258-opas-apresenta-experiencias-exitosas-do-mais-medicos-na-irlanda. 

PUSTIGLIONE, Marcelo:”Homeopatia no HSPM – Sim!” -Editorial Gazeta Homeopática, vol.2 (4), Out./Dez. 1987

RIBEIRO, W.D. A Homeopatia frente a Epistemologia. Franca, SP, Editora Ribeirão Gráfica, 1997

RIVERA, F. J. U. – “Planejamento estratégico situacional ou controle de qualidade total em saude? Um contraponto Metodológico”. – Cadernos da Fundap – Jan/Abr. de 1996. sao Paulo.

SANTOS, R.E.T. – ” O programa de Homeopatia implantado pela Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto a partir de 1993″. – Tese ao apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP 1997.

URSHIMA, Ana Jucia Magario – “Homeopatia em Saúde Publica no Município de Santos”. Nov. de de 1995. – Tese apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP.

Incômodo que pode ser considerado para intervenção!

Em 03/08/2019 Amadureça, dentre os pontos apresentados, um tema para o desenvolvimento do seu projeto. Parabéns, Valéria

Seguiu-se de 12/07/19. Oi Wagner

A proposta do Diário é que eu faça uma reflexão sobre minha prática profissional em meu local de trabalho, correlacionando-se à temática que se destaca dentre a vulnerabilidade social e vigilância em saúde. O tema gestão de conflitos na equipe é o que mais me chama a atenção em minha prática como médico da estratégia saúde da família.

Conclusão, então é que sempre que possível deve-se trabalhar o conflito como matéria-prima da gestão em saúde e  como um mecanismo inteligente que determina uma verdadeira partida de xadrez a cada dia de trabalho numa unidade de programa saúde da família.

Depois de seis meses de trabalho numa unidade assim, pude perceber que devemos sempre semear mudanças e promover alterações que possam trazer a autonomia e o auto controle à unidade e que como médicos temos uma grande responsabilidade neste sentido.

Mas teremos que sermos todos nós, e urgentemente pró-ativos da reconstrução nacional, pois queremos sobreviver do lado da saúde em detrimento da doença, já percebi que nesta transição entre colegas médicos cubanos e agora médicos brasileiros, havia um certo acomodamento e talvez um equilíbrio de forças, principalmente na dificuldade da comunicação e da linguagem, aonde nossos agentes se transformaram em agentes de diminuição deste conflito, se antecipando como interlocutores das receitas e seu aviamento, como se fosse uma necessidade criada, e sendo um fator a mais de se medicar a mais nosso paciente, e consequentemente, o excesso de receitas que encontrei e cuja resistência em mudar, gerou meus maiores conflitos e impactos com a comunidade.

A minha reflexão sobre a prática profissional em meu local de trabalho, correlacionando-se à saúde integral e a vida, pois deve ser direcionada a uma vivência como médico clinico geral de formação em homeopatia e cirurgia pediátrica  que antecede esta experiênca que é inédita para mim e fundamental para aquilo que me propus fazer ao me inscrever no Programa Mais médico: construir uma mudança primeiro em mim, que estava condicionado a um consultório de especialidades e muitas vezes no setor terciário em cirurgia nos plantões em hospitais, para trabalhar agora em equipe de atenção primária à saúde da familia e já entrando em contato direto com as necessidades da comunidade nas visitas domiciliares com meus agentes de saúde integral.

Foi mesmo desafiador e ao mesmo tempo complicado, trabalhar em constante mudanças e com outros conflitos que me obrigaram a mudar… Mudar de postura, mudar meus relacionamentos e mudar minha abordagem médica, quando precisei ouvir mais e interagir mais com minha equipe e outros profissionais, principalmente da área da saúde mental da comunidade.

Encontrei uma vulnerabilidade social bem maior que minha prática anterior e uma saúde mental periclitante quando a população muito medicalizada e sem amparo nenhum, muitos médicos e muitas especialidades, muitos medicamentos e uma população abandonada, sem um médico de familia que pudesse trazer orientação e a saúde de volta, todos indistintamente viviam da doença e daquilo que era sua segurança, o medicamento doado pelo poder público que também restringia a própria cultura popular e criatividade empreendedora da comunidade, que era rica e grandiosa!!!

Trazer mudança foi meu maior desafio sobretudo quando já me instrumentalizava da vigilância em saúde e da mudança dos conceitos para uma abordagem além do binomio saúde/doença, bem além  dos acidentes de trabalho e das  feridas, tive que lidar com a vigilância ambiental no bairro Júlio de Lollo, Santa Terezinha e Nosso Teto. Tive que lidar com o abandono, com as famílias desestruturadas e com crianças órfãos que necessitavam de uma equipe integrada e pró ativa pela saúde e contra a doença.

Dos conflitos na equipe é o que mais me chamou a atenção em minha prática como médico da estratégia saúde da família foi a imobilidade para a transformação que queria trazer e imprimir mas que era inútil, pois era melhor como se diz “deixar como está para ver como é que fica”. 

Foi pois a reatividade às possíveis mudanças que viriam, e vieram sim, a partir da mobilidade da saúde da comunidade, de uma reativação de sua criatividade e do estabelecimento das mudanças a partir da adesão e dos resultados que foram se concretizando tanto na maior aceitação das gotinhas homeopáticas como da mudança de posturas frente às doenças. 

Qual é a doença da Terra e do Corpo Humano?https://www.youtube.com/watch?v=w41JgjUZd38

Ainda Consultoria em Desenvolvimento Sustentável

6- Conteúdo Abordado

     O Programa Creser está estruturado em 3 módulos (4 dias/ cada) e dois encontros de aprofundamento (2 dias/ cada), ao redor dos seguintes temas:

 Módulo 1 – Tema: “Entendendo a facilitação de processos”

Este módulo visa a compreensão do papel de facilitador de processos e da dinâmica de desenvolvimento de indivíduos, grupos e organizações.

 Módulo 2 – Tema: “Conhecendo a organização e facilitando processos”

Neste módulo são aprofundados os conceitos e as habilidades necessárias para a facilitação de processos de mudança organizacional (realização de diagnósticos e tomada de decisão, entre outros)

Módulo 3 – Tema: “Mediando conflitos”

Neste módulo é trabalhado o fenômeno conflito e são desenvolvidos, a partir da prática, elementos que auxiliem na sua vivência e superação.

 Acompanhamento: “Encontros de Aprofundamento”

Os encontros têm como objetivos:

– Avaliar os resultados do trabalho para a comunidade até então;

– Esclarecer dúvidas que persistem;

– Contribuir para a formação de uma rede regional de facilitadores;

– Selecionar possíveis consultores para auxiliar em futuras turmas

 7- Acompanhamento e Avaliação

      Serão designados aos participantes dois trabalhos intermódulos e um trabalho pós-curso, que deverão ser executados em situações reais existentes em seu ambiente de trabalho. Os trabalhos intermódulos deverão ser reportados por escrito para os condutores do curso. O trabalho pós-curso será discutido com o grupo num encontro de um dia, durante o qual os participantes avaliarão o que os conceitos e vivências trouxeram para a sua vida profissional e pessoal. O certificado de conclusão do curso está atrelado ao cumprimento dos trabalhos designados.

 8- Metodologia

       Durante os três módulos a assimilação dos conteúdos é trabalhada em três níveis: compreensão, vivência e prática, através das seguintes formas:

 Palestras: tem por objetivo a exposição ou construção conjunta de conteúdos.

 Trabalho em grupo: visa melhor assimilação de um conteúdo, através da discussão e reflexão em grupo, ligada a situações concretas do dia-a-dia de cada um.

 Reflexões individuais: permitem a assimilação do conteúdo e das vivências e, principalmente, sua vinculação com a própria experiência individual.

 Discussões plenárias: propiciam um rico ambiente de troca entre os participantes.

 Atividades artística: ativam a vivência do tema central tratado a cada dia.

 Exercícios vivenciais: à luz do conteúdo tratado, ativam a percepção da própria atuação em grupo.

 Trabalhos InterMódulos: utilização do programa no próprio dia a dia de trabalho, entre cada módulo, internalizando-o definitivamente e trazendo os resultados de forma imediata para o participante e sua organização.

                  O processo educacional é o da aprendizagem através da ação. No início de cada módulo são abordadas as utilizações feitas por cada participante. Nesse momento situações vivenciais são trazidas de forma a elucidar as questões pendentes e trazer novas perspectivas para o grupo.

 9– Resultados Esperados

       Ao final do programa os participantes deverão estar aptos a:

 

S Entender o papel de facilitador;

S Atuar como facilitador de processos nos grupos em que estão envolvidos;

S Construir a identidade dos grupos para que tenham a capacidade de definir e estabelecer suas metas e prioridades;

S Ajudar no amadurecimento do grupo tornando-o independente e capaz de promover sua auto-sustentação;

S Apropriar-se dos conceitos tornando-se multiplicadores junto aos grupos a que pertencem;

S Gerar questionamentos em outros indivíduos que provoquem uma ação cidadã consciente;

S Formar uma rede de facilitadores regionais que permita, constantemente, o desenvolvimento desses conceitos e a troca de experiências.

10- Proposta orçamentária

       Para o desenvolvimento deste projeto, tomamos como base turmas de 30 pessoas, com a seguinte proposta orçamentária: a discutir segundo necessidades de cada departamento, ou de cada empresa.

 11- Apoio da ADAM.

        A ADAM – Agência de Desenvolvimento da Alta Mogiana,  foi fundada em Franca, SP, em 09 de maio de 2000. É uma Associação Civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo fomentar o desenvolvimento sócio-econômico sustentável da região da Alta Mogiana, atingindo 26 municípios desta região, que totalizam uma população superior a 680 mil habitantes.
É constituída por pessoas jurídicas de direito privado e de direito público.
Atua a nível nacional e internacional como indutora e promotora de negócios, atraindo novos projetos de investimentos, assim como ampliando e modernizando aqueles já existentes.
A ADAM está localizada nas dependências da Uni-FACEF – Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Franca, à Av.
Dr. Ismael Alonso Y Alonso, 2400, 1º andar, sala 19,Franca, SP. Fone: (16) 3701 – 4586.

Desde o inicio foi aplicado o principio de “passar adiante” como regra de trabalho. Em resumo, o que isto significa é que se um grupo recebe uma ajuda da ADAM, deve concordar em passar de alguma forma a ajuda recebida para outro grupo, podendo ser conhecimento, doação de animal, criação de um fundo de crédito rotativo, etc. Desta forma, os benefícios vão se multiplicando a partir de uma primeira ajuda.

 Hoje a ADAM conta com mais de 50 sócios provindos de diversas áreas: agricultores, professores, contadores, varejistas, banqueiros, secretários e outros.

No Brasil, o Programa Creser está fortalecendo os grupos de Ongs onde a ADAM. atua, aumentando o impacto das atividades da Agência. Em contrapartida há o suporte financeiro para parte da verba de passagens e remuneração de consultores. Essa parceria é fundamental para que o programa continue crescendo em OCIPs de todo o Brasil.

 12- Consultores

 Wagner Deocleciano Ribeiro

Médico pela FMTM – Uberaba MG, com especialização em Homeopatia ( IHFL e AMHB) e Cirurgia Pediátrica ( Paris, França e UFU- Uberlândia MG), e mestrado em Gestão Empresarial ( Uni-Facef- Franca SP) Consultor de Empresas pela ADIGO e EMPRETEC Sebrae. Coordenador do Meio Ambiente do Município de Franca por 3 anos, criador do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável de Franca, onde exerceu a vice presidência por 6 anos e a presidência interina por 2 anos. Atualmente é diretor financeiro do IDESUFRAN e conselheiro diretor da ADAM, professor do Curso de Pós –graduação de Direito Ambiental da Unifran- Franca SP onde criou a disciplina de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 e no momento atua em processos de desenvolvimento organizacional em temas como: indicadores de desempenho, empresas familiares e gestão profissional,  desenvolvimento de lideranças, treinamento e desenvolvimento de relações interpessoais e empreendedorismo social. Conduz também programa de capacitação tecnológica Cidadão do Futuro e cursos de desenvolvimento de líderes facilitadores.

José Alexandre Ribeiro

Dentista pela Uniube , Consultor formado pela ADIGO.

 Sérgio Viaro

Arquiteto e Consultor formado pela ADIGO.

 Daniel Henrique Bovo

Formado em Ciências da Computação pela Unifran – Franca SP, com especialização em Marketing e Vendas pela Unifran, Sócio-Diretor da PENSATUS Comunicação e Marketing, responsável pelo Departamento de Gestão Estratégica de Marcas, Planejamento Estratégico de Marketing, Criação e Execução de Projetos. A Pensatus atende grandes Associações como AEC Castelinho, OAB Franca, APCD Franca, APOCIF Franca, e algumas empresas de pequeno e médio porte; Diretor integrante da Ong Construtores Sociais responsável pelo cargo de 2 Tesoureiro; Consultor formado pela ADIGO Consultores,  Consultor de Marketing da Incubadora de Empresas de Franca; Coordenador de Marketing no projeto de Implantação da AGENDA 21 de Guará responsável por Pesquisas e Planos de Ação, desenvolvimento de materiais de comunicação e acompanhamento do Projeto.

 Rosângela

Assistente Social pela Unesp e Consultora de empresas formada pela ADIGO. Atua na condução de programas e workshops de desenvolvimento organizacional.

13 – Depoimentos de participantes

       “A metodologia utilizada foi algo novo, que permitiu que os dias passassem rapidamente, aprendendo muita coisa com facilidade, diferente de outros cursos que são cansativos.” 

“Acredito que vou poder trabalhar melhor na organização do trabalho com os grupos em que estou envolvido.” 

“Chamou a atenção a possibilidade de poder pilotar uma reunião, estando atento ao que acontece.” 

“Não houve clima de competição mas sim de aprendizado.” 

“Levo o compromisso de levar para minha comunidade parte do que aprendi” 

“Me marcou perceber como é possível aprender observando” 

“Marcou o relacionamento em grupo, as dinâmicas e como me desenvolvi a partir disso.” 

“A forma de trabalhar, de conduzir, possibilitou a participação de todos” 

“Aprendi que posso planejar melhor as reuniões nas quais participo.”

 

14- Bibliografia

S Alexander Bos, Desafios para uma pedagogia social (São Paulo: Antroposófica, 1986).

S Bernard Lievegoed, O homem no limiar: o desafio do autodesenvolvimento (São Paulo:

   Antroposófica, 1999).

S Bernard Lievegoed, The developing organization (Londres: Tavistock Publications, 1973).

S Christopher Schaefer,e Tyno Voors, Desenvolvimento de iniciativas sociais: da visão

   inspiradora à ação transformadora (São Paulo: Antroposófica: Christophorus, 2000).

S Jair Moggi e Daniel Burkhard, O espírito transformador: a essência das mudanças

   organizacionais do século XXI (São Paulo: Editora Infinito, 2000).

S Jair Moggi, Gestão viva!: a célula como modelo de gestão (São Paulo: Editora Gente, 2001).

S José Walter Canoas, José Everaldo Vanzo e Wagner Deocleciano Ribeiro, Agenda 21 Sustentável: Subsídios Técnicos para a construção da Agenda 21do Município de Franca e região (Franca, SP: UNESP – FHDSS, 2001).

S Material didático do Curso de Formação de Facilitadores Internos da Consultoria Adigo.

S Vitor Morgensztern, Administração antroposófica: uma ampliação da arte de administrar (São

   Paulo: Editora Gente, 1999).

S Wagner Deocleciano Ribeiro, O Ser Empreendente e a Lógica do Desenvolvimento Sustentável ( Semana do Serviço Social, 14, 27- 29 mai. 2003, Franca, Anais da 14º Semana do Serviço Social, Franca: UNESP – FHDSS, 2003).