A Homeopatia frente a Epistemologia II – CAPÍTULO IV

AS CONEXÕES ESPACIAIS ELEMENTARES: A NÃO ANALITICIDADE HOMEOPÁTICA

CAPITULO IV – AS CONEXÕES ESPACIAIS ELEMENTARES: A NÃO ANALITICIDADE HOMEOPÁTICA

A possibilidade de estabelecer um Kantismo de segunda aproximação, um não-kantismo suscetível de incluir a filosofia criticista superando-a, seria fortificada se pudesse mostrar que a ciência matemática pura, ao trabalhar sobre as intuições do espaço e de tempo, prepara conexões capazes de oferecerem como quadros prévios à física de segunda aproximação, a física do micro-objeto.

Para sermos bem sucedidos na nossa tarefa, sermo-nos-ia necessário eliminar tudo o que há de mecânico, de físico, de biologicamente vivido no nosso conhecimento do espaço, e dar assim ao espaço a sua função pura de conexão.

Uma intuição enfraquecida aumenta as possibilidades das sínteses conceptuais conclui Bachelard.

A obra de Adolphe Bull realiza pois uma verdadeira racionalização do princípio de Heisenberg.

A experiência do espaço na física contemporânea: o princípio de Heisenberg se torna o axioma específico da micro-física. Existem ainda filósofos que concebem o princípio da incerteza como uma proposição que constata a dificuldade insuperável das nossas medições à escola subatômica. A micro-física que se desenvolve sob este princípio é essência numenal; para constituir é necessário colocar o pensamento antes da experiência ou, pelo menos, refazer a experiência no plano oferecido pelo pensamento, variar as experiências ativando todos os postulados do pensamento através de uma filosofia do não.

Partimos pois de uma hipótese básica, baseando em Bachelard, para estabelecermos a Homeopatia como uma ciência das conexões espaciais elementares dentro do que ele chama de não-analiticidade, pois, considerando conhecimento como uma evolução do espírito que aceita variações respeitando a perenidade do eu penso, o pensar integral se estabelecerá numa filosofia do conhecimento científico como filosofia aberta, como a consciência de um espírito que se funda trabalhando sobre o desconhecido, procurando no real aquilo que contradiz conhecimentos anteriores.

A partir deste movimento epistemológico pode-se caracterizar a filosofia da ciência física contemporânea no sentido de um racionalismo que se contrapõe a um irracionalismo insondável do fenômeno para afirmar uma realidade. Partindo, pois, desta realidade da física atual é possível dar base teórica para explicar a ação do medicamento homeopático através da física quântica, pois se a memória biológica da água advém de um processo de diluição contínua de uma determinada substância, o interessante seria começar o estudo através de simulações tipo Monte-Carlo da variação da concentração desta substância em função do aumento da concentração do solvente (que pode ser água), dentro da Termodinâmica. Neste caso, obtêm-se o estudo da variação da entropia e suas possíveis conseqüências. No funcional da entropia, entra também a variação da energia interna do sistema, que também pode ser calculada em paralelo lo. O estudo da energia interna deste sistema leva a informações sobre a natureza microscópica do objeto a ser estudado, que é um dos objetivos a ser atingido e, está intimamente ligada com a natureza quântica do problema.

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