“O para-raio da relação conflituosa do casal, sempre será a criança”

Quando na inter-relação familiar entre seus membros, vemos sempre fatores que emergem quando se altera as forças entre os personagens de uma família seja pelo nascimento de uma criança como a morte, ou atitudes de violências contra ela,  podem determinar alterações profundas e diferentemente para cada um dos membros de uma família, como bem tem observado Hellinger em seu método criado, conhecido como Constelação Familiar, costumo dizer que a criança enquanto filho é o para-raio da relação do casal, quando temos trovoadas e raios, a parte mais sensível será afetada e deve-se blindar a criança e sempre protegê-la, pois teremos um futuro humano mais seguro e sustentável.

Quanto a família que se desagrega frente às pressões sócio-ambientais para não dizer das crises morais que afetam toda sociedade, que se estampa como uma criança desprotegida pela ausência dos pais, e diante da luta cotidiana, urge além dos mecanismos protetores da família que abaixo do nível de pobreza,  e qualquer outra família ou nível social, deve-se criar mecanismos mínimos protetores da criança, como é a Casa do Aconchego de Franca SP, vinculada ao Berçário da Dona Nina que atende crianças vitimizadas e fortalece os laços de família dando apoio e segurança a criança.

E através da escolha de abordagem coletiva principalmente em núcleos de violência ou, em equipes que podem intervir como é o agente de saúde integrado a uma equipe do Programa de Saúde da Família , em função da expertise que se deva adquirir num processo terapêutico de equipes multiprofissionais, pois devem se integrar para que venham a adquirir a vivência terapêutica de um dos princípios do SUS que é a  integralidade em saúde que busca uma maior resolutividade do sistema na construção da cura do próprio sistema e dos membros da comunidade alvo.

Passos do processo tutorial na Aprendizagem baseada em problemas.

ENCONTRO LOCORREGIONAL do Curso de Especialização em Saúde da Família com tutor Dr Fábio – SETEMBRO, 2019

Prezados profissinais, gestores e supervisores

JUSTIFICATIVA: 

Considerando a amplitude geográfica do território de supervisão da UFSCar que tornou inviável um encontro locorregional centralizado, e buscando atender uma solicitação dos supervisores e profissionais, a coordenação do PMM – UFSCar propõe para o Encontro Locorregional a ser realizado no próximo mês de setembro, uma discussão descentralizada. 

Objetivos: 

– Estimular uma aproximação entre supervisores, profissionais e gestores; 

– Oportunizar o tempo de encontro; 

– Resgatar as singularidades dos cenários de supervisão; 

– Debater questões locais e refletir sobre agendas e compromissos. 

ENCONTRO LOCORREGIONAL DE FRANCA 

PROGRAMAÇÃO: 

1) 13:00 h: recepção dos profissionais e gestores. 

2) 13:30 h: aula com professora Patricia Damian. Tema: manejo do paciente idoso com diabetes e insulinoterapia. 

3) 15:00 h: reflexão: “o que é necessário para realizer uma Atenção Básica         de qualidade”. 

4) 15:30 : intervalo 

5) 16:00 h: análise da nova proposta de Carteira de Serviços  para a Atenção Básica lançada recentemente pelo Ministério da Saúde. 

6) 17:00 h: encerramento. 

2 / 2

LOCAL:   

Secretaria Municipal de Saúde de Franca.  Avenida Dr Flávio Rocha, número 4780. Jardim Redentor. 

Salão Azul.

ENCONTRO LOCORREGIONAL – SETEMBRO, 2019

Montando um Grupo Tutorial pela Homeopatia Preventiva em tempo de Pandemia.

Gestão da Prática e da Saúde da mulher: Rede Cegonha

Alinhando as diretrizes nacionais da política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, fundamentadas na perspectiva de promoção e garantia do direito à saúde das mulheres em todos os ciclos de vida, resguardadas as especificidades das diferentes faixas etárias e das distintas populações, o Ministério da Saúde lançou, em 2011, a Rede Cegonha (RC).

Na perspectiva de composição da rede de atenção à saúde da mulher, busca-se efetiva igualdade e equidade de gênero, raça e etnia, e ampliação do enfoque da saúde sexual e da saúde reprodutiva, para fortalecer a autonomia e protagonismo das mulheres.

A introdução dos testes rápidos para sífilis e hepatites B e C estão acontecendo de forma gradual nos municípios brasileiros, pois há a necessidade de capacitação de profissionais nas metodologias e também da preparação do serviço para implantar esses insumos e atender adequadamente o paciente quanto ao acolhimento, aconselhamento, testagem, encaminhamento e acompanhamento.

Ademais, a introdução dos testes compõe a necessidade de integração do núcleo familiar na linha de cuidado, incluindo a abordagem do parceiro: o Pré-natal do Pai.

https://www.unasus.gov.br/cursos/curso/45564

O Processo Tutorial na Aprendizagem Baseada em Problemas

ABAIXO ASSINADO PARA Instituir em Franca SP, um CENTRO DE APOIO À PESSOA COM DEFICIÊNCIA,

como hospital escola para as duas faculdades de medicina existentes, nos modelos assistenciais promovido pelo Hospital Sarah Kubitscheck, Rede Sarah, referência no Brasil.

Para: SECRETARIA DE PLANEJAMENTO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CASA CIVIL, AO MINISTÉRIO DA SAÚDE, que instituam no Estado de São Paulo, na cidade de Franca SP, sendo também esta uma moção de apoio apresentada na 8a CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO em Serra Negra SP de 28 a 30 de junho de 2019 como diretriz ao Plano Estadual de Saúde de são Paulo 2020-2023 e que contribuiu para o sucesso da 16ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE de 04 a 07 de agosto de 2019 .

Os Hospitais da Rede Sarah são especializados na assistência médica e de reabilitação nas áreas neurológicas e ortopédicas. Possui serviço de ortopedia, Pediatria do Desenvolvimento, Reabilitação Neurológica, Neurocirurgia, Genética Médica, Cirurgia Plástica Reparadora, Cirurgia Pediátrica, Oncologia ,  Neurologia em reabilitação em lesão medular.

E Franca SP tendo duas faculdades de medicina, uma na Universidade de Franca- UNIFRAN, particular e outra no Centro Universitário Municipal de Franca- UNIFACEF, não dispõe de um Hospital Escola, fundamental para a educação e formação de um bom profissional, o que beneficiaria todos os seguimentos da área da saúde, desde os formandos que já na primeira turma formada em 2018(UNIFRAN) aos usuários do SUS, seriam beneficiados. Franca já dispõe de dois hospitais particulares – Hospital Maternidade São Joaquim UNIMED Franca e Hospital Regional e ainda a Santa Casa de Misericórdia de Franca, como hospital filantrópico, e todos com planos particulares, mas nenhum com atendimento universal como é a Rede Sarah.

Ainda as cidades de Pedregulho e Ipuã, na região de Franca, receberam as primeiras unidades de cuidados prolongados do Estado, um modelo inédito implantado pelo Governo de São Paulo. Os leitos são destinados para pessoas que precisam de reabilitação ou adaptação depois de um grande trauma, uma cirurgia ou pacientes idosos que precisam ficar internados por longos períodos.

Na cidade de Pedregulho foram inaugurados 22 leitos na Santa Casa. Com investimento de R$ 2 milhões, o Governo fez a reforma necessária no prédio, que foi equipado e terá uma equipe multiprofissional contratada, com médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicólogos.

Em Ipuã foram inaugurados 20 leitos de cuidados prolongados. A Santa Casa do município recebeu R$ 2 milhões em investimentos para reforma e adaptação. As unidades atendem pacientes que não podem ir para casa e precisam ter cuidados prolongados. O objetivo é oferecer melhores condições para recuperação de pacientes de longa permanência e, ao mesmo tempo, liberar leitos de internação em hospitais gerais.

PORTANTO É UMA REGIÃO QUE TEM TODA CONDIÇÃO PARA RECEBER TAL INVESTIMENTO HOJE.

O que é a Rede Sarah?

A Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação é mantida pela Associação das Pioneiras Sociais (APS), órgão instituído pela Lei nº 8.246/91, de 22 de outubro de 1991. Hoje é constituída por nove unidades, localizadas em diversas capitais brasileiras, que realizam mais de 19 milhões de procedimentos por ano. Tem por meta devolver ao cidadão brasileiro os impostos pagos por meio de atendimento público de alta qualidade, com tecnologia de ponta e humanismo, alcançando todos os níveis da população.

Na execução de suas atividades, são objetivos estratégicos: 
Prestar assistência médica e de reabilitação, de excelência e gratuita, nas áreas neurológica e ortopédica; 

Desenvolver programas de formação e qualificação para estudantes e profissionais de outras instituições e manter programas de educação continuada para profissionais; 

Exercer ação educacional na sociedade visando prevenir a ocorrência das principais doenças atendidas na Rede SARAH; 
Desenvolver pesquisa científica

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro e Ribeiro <WagnerDeoclecianoRibeiro@omedicamentohomeopatico.com>19:58 (há 2 horas)
para WagnerDeoclecianoRibeiro
Movimento que aconteceu quando da minha participação como convidado pela presidente do Conselho Municipal de Saúde de São Joaquim da Barra SP para a palestra realizada na Conferência Municipal de Saúde que nos levou a Conferência Loco Regional em Ribeirão Preto SP, à Conferência Estadual de Saúde em Serra Negra, 2019 e na 16a Conferência Nacional de Saúde em agosto de 2019 em Brasília DF.

https://peticaopublica.com.br/psign.aspx?pi=BR112747

https://www.change.org/p/secretaria-de-planejamento-da-presid%C3%AAncia-da-rep%C3%BAblica-casa-civil-ao-minist%C3%A9rio-da-sa%C3%BAde-instituir-no-estado-de-s%C3%A3o-paulo-em-franca-sp-um-centro-de-apoio-%C3%A0-pessoa-com-defici%C3%AAncia?utm_medium=email&utm_source=petition_management_onboarding_series_step_2&utm_campaign=triggered&sfmc_tk=q3jZ97MNdA21X0b7I2lUqvELN2u%2fJfG5Abl48qJsKkjCR30yv24BgJkseT54FCbX&j=536029&sfmc_sub=1436544773&l=32_HTML&u=67122019&mid=7233052&jb=30289

Entregue em mãos ao Ministro da Saúde
Fernando Pigatto presidente do Conselho Nacional da Saúde
Etapas da Problematização 4

I Encontro Presencial do Curso de Especialização em Programa Saúde da Família

Atividades do I Encontro presencial dos médicos de família em São Paulo, pelo Curso de Especialização do Programa Saúde da Família pela UNIFESP em junho de 2019, quando se reuniram 1200 médicos do programa, cujo objetivo seria para integrar e nos conhecer trazendo um fortalecimento na prática de todos nós que participamos,  transfiro ao território de São Joaquim da Barra SP, uma análise crítica considerando o processo saúde-doença do seu território, bem como das perspectivas da promoção da saúde que iniciei aqui.

Divulgação Do Local Do Encontro Presencial – 15/06/2019
por Coordenação do Curso – Wednesday, 29 May 2019, 16:07

Prezad@ participante,

Informamos os horários das atividades e o endereço do Encontro Presencial do Curso de Especialização em Saúde da Família – UNA-SUS/Unifesp, que ocorrerá em 15/06/2019, das 8h às 17h, no município de São Paulo:

– Instituição: FMU – Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas

– Endereço: Av da Liberdade, 749 – Liberdade – São Paulo – São Paulo

Orientações Gerais:

– Face ao grande número de participantes, pedimos que anotem o endereço e número da sala, e levem consigo no dia do encontro;

– Para que as atividades iniciem pontualmente, pedimos que estejam nas salas de aula com no mínimo 30 minutos de antecedência;
– Ao programar seu retorno, leve em consideração o horário que as atividades encerrarão;

– Com a finalidade de não prejudicar o desenvolvimento das atividades, a autorização de entrada e assinatura da lista de presença será de responsabilidade da Equipe de Tutoria, para os alunos que chegarem atrasados;

– O participante que se ausentar antes do término das atividades, terá a respectiva presença desconsiderada.

A lista em ordem alfabética com os locais para onde cada participante deverá se dirigir no encontro será disponibilizada em breve.

Atenciosamente,

A Coordenação


Formar e Integrar grupos tutoriais 3

Anexos

ANEXOS

São Joaquim da Barra, 22 de julho de 2019

Assunto: Compra/licitação de medicamentos homeopáticos  para o Projeto CSA – São Joaquim da Barra

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro

Médico do PSF Júlio de Lollo do Programa Mais Médico

Dr Rangel Luís de Melo

Secretaria Municipal de Saúde de São Joaquim da Barra

São Joaquim da Barra SP

Ilmo  Senhor Secretário de Saúde: Recentemente,  estivemos juntos em reunião com a presença de nosso excelentíssimo Prefeito Dr Marcelo Mian,  aonde pude externar naquela reunião a necessidade de compras/licitação de medicamentos homeopáticos e fiquei de apresentar um relatório seguido de uma lista dos medicamentos de maior saída no período de 12/12/2018 a 12/12/2019, período que venho trabalhando no PSF Júlio de Lollo no Programa Mais Médico.

RESULTADOS PRELIMINARES:

RELATÓRIO DE 6 MESES DE TRATAMENTO HOMEOPÁTICO E ACOMPANHAMENTO CLÍNICO NO PSF JÚLIO DE LOLLO, SÃO JOAQUIM DA BARRA SP

Levantamento dos dados de medicação homeopática de pacientes hipertensos e diabéticos das Micro Áreas dos Bairros Júlio de Lollo, Nosso Teto e Santa Terezinha dentro do PSF Júlio de Lollo no Programa Mais Médico de São Joaquim da Barra SP

Pacientes/ÁreaMicro 1Micro 2Micro 3Micro 4Micro 5Total
Pacientes/ÁreaMicro 1Micro 2Micro 3Micro 4Micro 5Total
Hipertensos total/trat.home71/415/585/9110/6110/11391/35
Diabéticos total/trat.home26/537/834/634/543/6174/30
Total total geral pacientes /total trat.hom97/952/13119/15144/11153/17565/65

Com base em pesquisa e dados médicos os medicamentos homeopáticos mais receitados foram em ordem decrescente: Silicea 6 CH (381), Ignatia amara 6 CH (275), Lycopodium clavatum 6 CH (274), Lachesis muta 6 CH (98), Nux vômica 6 CH ( 66),  Staphysagria 6CH(47), Sulphur 6CH (38), Phosphorus 6 CH ( 32), Bryonia alba 6 CH (31) e Hepar sulphuris 6 CH (23). Foram os 10 mais receitados de acordo com a necessidade e medicamento de fundo de cada paciente.RELATÓRIO DE 6 MESES DE MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS MAIS UTILIZADOS NO ACOMPANHAMENTO CLÍNICO DOS PACIENTES NO PSF JÚLIO DE LOLLO, SÃO JOAQUIM DA BARRA SP

LISTA DOS MAIS UTILIZADOS EM ORDEM DECRESCENTE E VARIAÇÕES DAS DINAMIZAÇÕES MAIS UTILIZADAS

PERÍODO DE 12 DE DEZEMBRO DE 2018 A 12 DE JULHO DE 2019

receitados de acordo com a necessidade e medicamento de fundo de cada paciente.

RELATÓRIO DE 6 MESES DE MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS MAIS UTILIZADOS NO ACOMPANHAMENTO CLÍNICO DOS PACIENTES NO PSF JÚLIO DE LOLLO, SÃO JOAQUIM DA BARRA SP

LISTA DOS MAIS UTILIZADOS EM ORDEM DECRESCENTE E VARIAÇÕES DAS DINAMIZAÇÕES MAIS UTILIZADAS

PERÍODO DE 12 DE DEZEMBRO DE 2018 A 12 DE JULHO DE 2019

MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO6CH12CH30CH200CH1000CH     Total   
1º Silicea381190954723              736
2º Ignatia275137683417              531
3º Lycopodium clavatum   274137683417              530
4º Lachesis muta
5º Nux vômica
6º Staphysagria
7º Sulphur 
8º Phosphorus                          
   98    66    47    38    3249 33 23 19 1624 16 11 09 0812 08 05 04 0406              189 04              127 02               88 02               72 02               62
9º Bryonia alba
10º Hepar sulphuris
11º Baryta carbônica /12º China
13º Thuya occidentalis/14º E. coli
15º Arnica montana
16º Calcarea carbonica
17º Carbo vegetabilis
18º Ruta graveolens/19º Sepia/20ºTuber
21º Sulphuri ac./22º Cantharis/23ºHam
24o Arsen.alb/25o Eupatorium/26o Crot
27º Osciloc./28º Candida alb.
29º Antimonium tart./30º Calcarea flúor
31o Calcarea phosp/ 32o Chelidonium
33º Kalium phosp./34º Natrum mur.        
35º Cina/ 36º  Kreosotum   
Total de medicamentos unitários/totais                                                       
      31        23        21        12        11        10        06        05        04        03       03        01        01        01       01   1344     15 11 10 O6 05 05 03 02 02 01 01 01 01 01 01   66907 05 05 03 02 02 01 01 01 01 01 01 01 01 01   332       03 02 02 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01   16701               57 01               42 01               39 01               23 01               20 01               19 01               12 01               10 01                09 01                07 01                07 01                04 01                04 01               04 01               04   89            2601
Princípios e funcionamento dos grupos tutoriais na Apreendizagem Baseada em Problemas 2

Proposta de implantação de PICs nas Unidades de Estratégia Saúde da Família do Município de São Joaquim da Barra SP

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) contribuem para a ampliação das ofertas de cuidados em saúde, para a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades; motiva as ações referentes à participação social, incentivando o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde, além de proporcionar maior resolutividade dos serviços de saúde (BRASIL,2015).

      Ao atuar nos campos da prevenção de agravos e da promoção, manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, a PNPIC contribui para o fortalecimento dos princípios fundamentais do SUS (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – Atitude de Ampliação de Acesso, 2a edição Brasília – DF, 2015).

As equipes de Atenção Básica, entre elas a Estratégia de Saúde da Família (ESF), os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), as Equipes de Consultório na Rua, de Saúde Prisional, as Equipes de Saúde Ribeirinhas e Fluviais, podem realizar ações em PICS na perspectiva do cuidado integral à população de seu território.

      Baseado nesta perspectiva, a proposta de implantação de PICS nas Unidades de Estratégia Saúde da Família do Município de São Joaquim da Barra SP se constrói a partir de diferentes etapas. Cada etapa é fundamental no sentido de promover uma implantação alicerçada na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, respeitando as normas legais vigentes, além de promover o debate entre os diferentes atores envolvidos no processo.

ETAPA 1: Sensibilizar o gestor municipal de saúde de São Joaquim da Barra SP, da importância da implantação das PICS no município no sentido de oportunizar a integralidade da atenção, segundo os princípios do Sistema Único de Saúde. Informar nesse sentido a existência da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e, também, a da Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares , expondo experiências exitosas em outros municípios, como foi a nossa experiência no município de Franca SP, onde foi desenvolvido um modelo pelo setor privado, no caso o terceiro setor, como a Fundação Judas Iscariotes, sendo implantados o atendimento de médico homeopata, integrado com atendimento de florais e um dispensário homeopático que fornece gratuitamente os florais e os medicamentos homeopáticos, há mais de 2 anos com plena satisfação do usuário. A intenção será fazer um convênio com a iniciativa pública em Franca e estão abertos a possibilidade de também suprir a rede de São Joaquim da Barra, desde que demonstrem interesse e encontremos uma maneira de juridicamente ser viabilizado. ETAPA 2: Já nesses primeiros dias de minha atuação como médico homeopata no Programa Mais Médico, tenho incentivado a criação de um Grupo de Trabalho responsável pela implantação e solidificação das PICS no município, partindo já do Bairro Júlio de Lollo, onde funciona há mais de 5 anos um PSF aonde atuo. De preferência o grupo será multiprofissional e, em sua maioria, formado por profissionais concursados do município e que já tenham experiência ou que tenham interesse em PICS. Podem ser convidados de forma voluntária, a participação de usuário e experts no assunto.

ETAPA3: Diagnóstico Situacional 

3.1 Realizar um levantamento de quantos e quais são os profissionais existentes na rede de atenção que são capacitados em práticas integrativas. Esses profissionais poderão atuar na execução das práticas, ou então, no matriciamento, de outras equipes.

3.2 Realizar um levantamento das necessidades locais e das vulnerabilidades para instrumentalizar

quais práticas serão implantadas no município. O levantamento pode ser realizado através dos dados epidemiológicos de internações hospitalares; dados relacionados ao uso de medicações no município e também por questionário realizado pelos agentes comunitários de saúde.

ETAPA 4: Regulamentação das PICS 

Definição de quais práticas integrativas a serem implantadas no município: Qual a melhor estratégia de organização do processo de trabalho, do fluxo de atendimento e do acesso na Unidade de Saúde da Família ( atendimento só da área de abrangência ou não). Como as atividades serão registradas; Como será o processo de avaliação e monitoramento  das PICS pelo município; Cadastro dos serviços em PICS no SCNES;

Levar para conhecimento, discussão e aprovação do Conselho Municipal de Saúde; Inclusão das necessidades ofertas de PICS no Plano Municipal de Saúde e na Lei de Diretrizes Orçamentárias do Município.

Ato institucional do gestor municipal, estabelecendo normas gerais para o desenvolvimento das PICS, em consonância com a PNPIC.

ETAPA 5: Atividades de apoio relacionadas à Educação Permanente em Saúde programada para atualização dos profissionais em relação às diferentes práticas e também de capacitação de mais profissionais da rede.

Síntese do que será necessário para implementarmos as Práticas Integrativas e Complementares no PSF do Bairro Júlio de Lollo em São Joaquim da Barra SP:

1- Visando maior resolutividade, quanto ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde, iniciamos com o atendimento médico pessoal a todos casos, dimimuindo já com as rotineiras receitas automatizadas que criou dependentes de receitas e medicamentos alopáticos sem resgatar a autonomia dos pacientes até aqui assistidos;

2- Para contribuir com o aumento da resolutividade do Sistema iniciamos uma abordagem homeopática propondo alternativas substitutivas na medida que o paciente se assegura da melhora clínica e sua evolução permite ir substituindo o que chamamos de muleta pesada das receitas alopáticas por muletas mais leve, que representa o tratamento homeopático para ele e em decorrência da sua evolução clínica de melhora e maior autonomia, há uma ampliação do acesso à PNPIC, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso;

3- Estamos já racionalizando as ações de saúde, quando estimulando uma cultura natural dos pacientes no bairro em utilizar plantas medicinais e chá da cultura local, bem como estimulando alternativas inovadoras como uma feira de alimentos orgânicos como verduras e plantas ornamentais, integradas com um bazar de trocas de roupas usadas para que se tornam socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável da comunidade;

4- Estimular as ações referentes ao controle/participação social na implantação de um Nano Banco (banco de moedas sociais) local integrado ao bazar e a feira, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde que contribua para o aumento da renda familiar bem como a segurança alimentar de toda comunidade alvo do programa!

Para se conduzir uma reunião que implica várias pessoas em se manifestar trazendo suas culturas e seu aprendizado instintivo e genético, temos que sair da instrumentalização do poder ou do conhecimento e despertar com arte toda forma de participação que integre culturas e percepções na ideia complexa que é  a saúde e sua construção no âmbito da comunidade. Faria de forma diferente buscando efetivar a participação de todos, que despertasse entusiasmo na mudança do pensar e executar a maneira como se deu a instrumentalização da saúde e refazer saúde através mesmo de um novo modo de se respirar, de se perceber o ritmo da respiração e como olhamos o nosso próprio corpo na busca de um auto conhecimento e auto controle, numa ampla auto descoberta! Quero enfim é analisar a pertinência da educação permanente em saúde e uma certa independência da equipe envolvida do próprio condicionamento deste modelo de pensar saúde, não como saúde integral e integralizada ao meio ambiente e sua energia vital, como muitas vezes vemos o xavante inserido no cerrado sem estar separado de sua própria cultura ancestral de ter tido saúde sem se preocupar no raciocínio de causa e efeito, que gerou nossa fragmentação focada no adoecer e na doença, querendo controlar sem poder!

A revitalização do processo educativo passa a ser o modus operandi da transformação para a integralização do sistema de volta à saude!

CONCLUSÃO

A experiência inovadora do programa Mais Médicos pode apontar soluções para países que vêm enfrentando desafios na área de recursos humanos e de formação em saúde. Por isso, essa bem-sucedida iniciativa foi apresentada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Dublin, na Irlanda, durante o Quarto Fórum Global em Recursos Humanos para a Saúde. Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto estrangeiros (inter cambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS).
O terceiro eixo é direcionado à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação para melhorar a qualidade da atenção à saúde. “Dessa forma, esperamos garantir sustentabilidade em termos de superar o déficit de médicos e de acabar com a desigualdade na distribuição geográfica desses profissionais”, ressaltou Molina.

Diante pois, de tamanha transformação ocorrida no SUS através desse programa, resta-nos trazer a título de contribuição uma assertiva evolutiva, se assim possamos afirmar, quanto a nossa recém adesão a esse programa no Município de São Joaquim da Barra, SP e já há nesses últimos quatro meses, propor através do método Paidéia construir um alicerce para que vivamos o que considero o principal princípio universalizante do SUS: a integralidade. O método Paidéia¹(CAMPOS, 2000) é uma proposta de co-gestão de coletivos organizados para a produção de valor de uso que aglutina (CUNHA,2010), uma dimensão crítica e uma dimensão propositiva entrelaçadas. A dimensão crítica (CUNHA,2010) abarca uma análise do mundo do trabalho e das instituições contemporâneas que acredito eu, possibilita retirar o agente ativo, no caso o gestor, das instituições e refazer sua reinserção no sistema SUS, do qual ele é um resultante como intelectual orgânico, para que ele possa viver o desafio proposto pelo próprio SUS dentro das práticas integrativas e complementares como um valor ético: a integralidade.


Aqui urge uma mudança de paradigma do pensamento dominador/dominado, gestor/gerenciado, condutor/conduzido para uma superação da relação de poder e transcender para uma relação de integração, ou integralidade, o que não seria fácil, pois trata-se de metamorfosear-se na crisálida e sair da condição do rastejar da lagarta, para transcender-se num voo libertador de borboleta. O SUS, realmente, estaria disposto a esta metamorfose? A dimensão propositiva engloba um método, propriamente dito, de apoio e co-gestão que para tal (CUNHA,2010), algumas características são fundamentais. O método assume um compromisso com a democracia institucional, colocando-se ao lado da herança política dos movimentos libertários do final da década de 1960, quando a chamada esquerda rompeu (em parte) com uma tradição que defendia certo monopólio temático da luta política em torno das formas de exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem (FOUCAULT, 1983) adjacente ao acesso ao poder do Estado. Ou seja, reconhecendo a herança pós 1968, pode-se dizer (CUNHA,2010) que não basta votar neste ou naquele governante, ou mesmo apostar no mundo pós-revolução, porque sempre, mesmo depois das revoluções, existirão, conflitos de interesse e lutas imediatas, existirá o poder heterônomo e próximo aos indivíduos e existirão as instituições definindo algum grau de democracia cotidiana (família,escola, hospitais, religiões etc.).
Volver pois, aos gregos e retomar o real sentido de ética integral vivenciada no dia a dia de um consultório médico cujos instrumentos de co-gestão de coletivos organizados para o trabalho possam também serem submetidos ao tratamento com a homeopatia, já que Hahnemann (ORGANON DA ARTE CURAR,1810) preconizou que a cura pressupõe que o individuo atinja seu mais alto fim da existência, e para que o SUS cumpra seu maior valor ético e fim, a integralidade, devemos todos seus agentes de saúde estarmos nos curando efetivamente da grande doença do poder que gera conflitos sem gerenciar a saúde integral ambiental.

Referências Bibliográficas

BANCO MUNDIAL – BIRD/AID. (02 de 07 de 2019). Propostas de Reformas do Sistema Único de Saúde Brasileiro. Acesso em 02 de 07 de 2019, disponível em Banco Mundial: http://pubdocs.worldbank.org/en/545231536093524589/Propostas-de-Reformas-do-SUS.pdf Pan American Health Organization. (01 de 07 de 2005). OPAS/OMS.

Acesso em 02 de 07 de 2019, disponível em OPAS/OMS: http://www1.paho.org/portuguese/ad/ths/os/phc2ppaper_10-ago-05_Por.pdf ACS, V. S., AW, M., CL, C., & SN, G. (2017).

Percepção de médicos sobre fatores de atração e fixação em áreas remotas e desassistidas: rotas da escassez. Revista de Saúde Coletiva, 147-172.Comitê Internacional de Classificação Wonca. (2009).

Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP2). Florianópolis: SBMFC.Departamento de Atenção Básica – Ministério da Saúde. (2010).

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Fatores críticos para a fixação do médico na Estratégia Saúde da Família. Revista de Saúde Coletiva, 1293-1311.Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. (2018). Carteira Orientadora de Serviços do SUS – BH. Relação de serviços prestados na atenção primária à saúde. Belo Horizonte: Prefeitura de Belo Horizonte.Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. (2014).

Carteira de Serviços – Guia para profissionais de saúde – Relação de serviços e condições abordadas na Atenção Primária à Saúde. Curitiba: Prefeitura Municipal de Curitiba.Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. (2014).

Novas possibilidades de organizar o Acesso e a Agenda na Atenção Primária à Saúde. Curitiba: Prefeitura Municipal de Curitiba. Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis. (2014).

Carteira de Serviços Atenção Primária à Saúde. Florianópolis: Prefeitura Municipal de Florianópolis.Secretaria Municipal de Saúde de Natal. (2014). Carteira de Serviços da Atenção Básica de  Natal. Natal: Prefeitura do Natal.

Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. (2019). Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre: Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção à Saúde – SUBPAV – SMS Rio de Janeiro. (2010). Guia de Referência Rápida – Carteira de Serviços – Relação de Serviços prestados na Atenção Primária à Saúde. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Saúde


¹ CUNHA, Gustavo Tenório; CAMPOS, Gastão Wagner de Souza – MÉTODO PAIDÉIA PARA CO-GESTÃO DE COLETIVOS ORGANIZADOS PARA O TRABALHO. ORG & DEMO, Marília, v.11, n.1, p. 31-46, jan./jun., 2010

DE OLIVEIRA, J. B.; – “A Homeopatia e sua legitimação acadêmica.” Anais do III Simpósio Nacional de Pesquisas Institucionais em Homeopatia,Uberlândia, 28 a 30 de novembro de 1991.

DE PAULA, G.L.S.; Monteiro P.J.C. & Magela, a: – “O Serviço de Homeopatia do ambulatório “Araújo Lima”.Anais do III Simpósio Internacional de Pesquisa Institucionais em Homeopatia, Uberlândia28 a 30 de novembro de 1991.

http://maismedicos.gov.br/noticias/258-opas-apresenta-experiencias-exitosas-do-mais-medicos-na-irlanda

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PUSTIGLIONE, Marcelo:”Homeopatia no HSPM – Sim!” -Editorial Gazeta Homeopática, vol.2 (4), Out./Dez. 1987

RIBEIRO, W.D. A Homeopatia frente a Epistemologia. Franca, SP, Editora Ribeirão Gráfica, 1997

RIVERA, F. J. U. – “Planejamento estratégico situacional ou controle de qualidade total em saude? Um contraponto Metodológico”. – Cadernos da Fundap – Jan/Abr. de 1996. sao Paulo.

SANTOS, R.E.T. – ” O programa de Homeopatia implantado pela Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto a partir de 1993″. – Tese ao apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP 1997.

URSHIMA, Ana Jucia Magario – “Homeopatia em Saúde Publica no Município de Santos”. Nov. de de 1995. – Tese apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP.

Introdução aos princípios e funcionamento dos grupos tutoriais na aprendizagem baseada em problemas

A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO CENÁRIO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA/SP: uma perspectiva evolutiva e sustentável

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro

Médico no Programa Mais Médico em São Joaquim da Barra SP

Médico homeopata e cirurgião pediatra

Mestre em gestão empresarial

 Para conhecer o  território de atuação no que diz respeito ao processo saúde-doença e a vulnerabilidade da população de São Joaquim da Barra SP, fundamentalmente o profissional do SUS da Atenção Primária, de acordo com a Política Nacional de Promoção da Saúde (2018), deve atuar na Atenção Primária à Saúde e identificar dentro do seu território de atuação as necessidades de saúde e conhecer o processo saúde-doença da população e as suas vulnerabilidades. A Política Nacional de Promoção da Saúde, diz que:

“No esforço por garantir os princípios do SUS e a constante melhoria dos serviços por ele prestados, e por melhorar a qualidade de vida de sujeitos e coletividades, entende-se que é urgente superar a cultura administrativa fragmentada e desfocada dos interesses e das necessidades da sociedade, evitando o desperdício de recursos públicos, reduzindo a superposição de ações e, conseqüentemente, aumentando a eficiência e a efetividade das políticas públicas existentes”.

Diante disto o desafio de promover e organizar estudos e pesquisas para identificação, análise e avaliação de ações de promoção da saúde que operem nas estratégias mais amplas que foram definidas em Ottawa (BRASIL, 1996) e que estejam mais associadas às diretrizes propostas pelo Ministério da Saúde na Política Nacional de Promoção da Saúde, a saber: integralidade, equidade, responsabilidade sanitária, mobilização e participação social, intersetorialidade, informação, educação e comunicação, e sustentabilidade”.

(fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf)

Por isto, as atuações do setor saúde propriamente dito  são fundamentais mas não suficientes para uma política de promoção da saúde já que cabe ao agente de saúde, seja médico, dentista, farmacêutico, enfermeiro, curandeiro, preparador físico, empreendedor, artista, e mesmo dona de casa, uma responsabilidade integrativa de trocas de conhecimento que gere efetivamente sua sustentabilidade e a da comunidade que vive e se sente responsável em melhorar sempre sua qualidade de vida e aumentar a sua biodiversidade ambiental.

ROTEIRO DA ATIVIDADE DE REFLEXÃO

Desperto pela atividade realizada no encontro presencial dos médicos de família em São Paulo, pelo Curso de Especialização do Programa Saúde da Família pela UNIFESP em junho de 2019, quando se reuniram 1200 médicos do programa, cujo objetivo foi integrar e nos conhecer trazendo um fortalecimento na prática de todos nós que participamos,  transfiri ao território de São Joaquim da Barra SP, uma análise crítica considerando o processo saúde-doença, bem como das perspectivas da promoção da saúde em São Joaquim da Barra SP tais como:

– Infra Estrutura – Saneamento Básico

SÃO JOAQUIM DA BARRA SÃO PAULO 
GENTÍLICO: JOAQUINENSE 
FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA 
Fixado o quadro territorial para vigorar em 1949-1953, o Município de São Joaquim da Barra é composto de 1 Distrito, São Joaquim da Barra e comarca de São Joaquim da Barra. Assim permanece no fixado pela Lei Estadual nº 2456, de 30-XII-1953, para o período de 1954-1958. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. 

População no último censo   46.512 pessoas

Densidade demográfica 113,28 hab/km²

Educação: Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade 96,7 %

Economia PIB per capita R$ 28.983,75 

Saúde

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 8.53 para 1.000 nascidos vivos. As internações devido a diarreias são de 0.4 para cada 1.000 habitantes. Comparado com todos os municípios do estado, fica nas posições 361 de 645 e 290 de 645, respectivamente. Quando comparado a cidades do Brasil todo, essas posições são de 3448 de 5570 e 3606 de 5570, respectivamente.

Mortalidade Infantil 8,53 óbitos por mil nascidos vivos

Território e Ambiente

Apresenta 98.7% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 98.1% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 42.5% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio). Quando comparado com os outros municípios do estado, fica na posição 31 de 645, 175 de 645 e 130 de 645, respectivamente. Já quando comparado a outras cidades do Brasil, sua posição é 32 de 5570, 373 de 5570 e 677 de 5570, respectivamente.

Fonte

IBGE https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-joaquim-da-barra/panorama

Seria muito fácil se nosso relato acima se ativesse na bibliografia da fonte mas quando se faz a Análise crítica considerando o processo saúde-doença do território em São Joaquim da Barra SP, bem como das perspectivas da promoção da saúde, difícil e quase impossível não falarmos realmente no silente e invisível mal da atualidade: A Violência!!!

– Violência, estampada na recepção do Programa Saúde da Família do Bairro Júlio de Lollo, em São Joaquim da Barra SP aonde se vê escrito num papel desbotado pelo tempo: “Proibido desacatar funcionário público, Lei Federal nº…”, aonde a recepção funciona como a testa de ferro de um sistema político administrativo realmente doente e muito medicalizado e cuja população barganha sua precária saúde, no balcão de negócios da recepção; quando agentes de saúde pressionados a intermediar uma receita ou exame, ou encaminhamento para o especialista; na urgente necessidade do doente e nunca na real indicação e clarificadora avaliação clinica bem feita e percepção de suas reais necessidades.

Ou seja a violência já faz parte da grande doença social dos abandonados e maltratados pacientes que não sentem-se acolhidos de forma humana e da tão necessária construção humanizada do atendimento primário à saúde. Além do tráfico de influência que se alimenta toda hora e todo dia que acaba também contribuindo indiretamente com o Tráfico de drogas, já que o sistema acaba induzindo pela medicalização excessiva e uma excessiva dependência dos medicamentos doados pela prefeitura e pelo SUS ( alto custo) que nunca dão autonomia ao indivíduo cidadão no que Hahnemann preconiza no seu Organon da Arte de Curar, & 9 que: “Curar um indivíduo é fazer com que ele atinja seu mais alto fim existencial, de forma autônoma, e de forma a se reconstituir como um todo indivisível e dinâmico, reequilibrando lhe a saúde, que é o que se chama curar.’ Ensinou também regras básicas de higiene tanto física como ambiental, que norteie o paciente a se manter na saúde.

– Contaminação do solo, e da água nunca poderia existir quando se adquiri uma consciência corporal e educacional ambiental para com sua autonomia possa gerir a autonomia alimentar (segurança alimentar) e econômica da sua própria família (aumento de renda).

– Com a Alta cobertura da atenção primária: com uma estrutura de dez programas saúde da família e criado o NASF em lei desde julho de 2018, São Joaquim, acredito eu, sai na frente de Franca SP, cidade sede regional, que somente implantou apenas cinco programas, quando deveria estar com mais de setenta, o que nos coloca numa rede de atenção primária a saúde como uma das mais importantes da Macro Região de Franca.

Tendo pois, agora, um grande desafio que é promover a integração de todo sistema de forma a termos mais resolutividade e diminuição de custo, quando já iniciamos visitas no CAPS da cidade de São Joaquim da Barra com intuito de integração do sistema de referência em saúde mental com nosso programa saúde da família do Bairro Júlio de Lollo, aonde detectamos uma grande incidência de transtornos psíquicos em tratamento crônico, numa população envelhecida e que necessita maneiras alternativas de tratamento como a homeopatia, fitoterapias, hidroginástica, e aonde já iniciamos desde há 1 ano e 6 meses, tanto a implantação da homeopatia na prescrição, como acesso aos medicamentos previstos no RENAME, de forma a dar condições a população do bairro, o acesso também gratuito aos medicamentos homeopáticos.

Para isto, estivemos junto a farmácia municipal em reunião com nosso gestor de saúde por duas visitas bem como ao gabinete do prefeito, que prometeu licitar ao menos os quarentas medicamentos mais usados na clinica homeopática cotidiana no bairro.

– A Falta de Integralidade entre as equipes é um dos problemas prementes e que exige uma tomada de consciência de toda cidade, que gasta muito e que tem pouca resolutividade daí a necessidade de promover um sistema de comunicação que possibilite uma tomada de consciência da prática e da efetivação deste processo, visando alertar toda comunidade joaquinense da grande importância do programa saúde da família e do médico da família que deve ser ativo e orientar sobre medicalização e interação medicamentosa, numa comunidade que tem muito médico, muito remédio e muito pouca saúde e qualidade de vida quando se entende esta qualidade como expressão maior da cultura de um povo.

– Entenda se Corrupção também como uma barganha do ilícito e desnecessário quando gera desperdício e má utilização dos recursos públicos em função muitas vezes da – baixa escolaridade que prepondera no bairro que trabalho hoje. Uma das maiores doenças do bairro inicia pela ignorância e má informação, ou distorção das informações para que crie o ambiente da extorsão reforçadas pelo pano de fundo da maledicência contumaz e que mantêm o circuito ou curto circuito da doença sistematizada .

DESAFIOS

– Ciclo vicioso como este e de difícil superação, deve-se ter uma atento e vigilante mecanismo de atuação, que não demonstre fragilidade, mas entusiasmo em mudar, sem medo e sem temor de que se busca fazer o melhor a comunidade, mesmo quando possa se ter a criminalidade afetando os cidadãos ou a falta de ética corroendo as perspectivas para se atingir a saúde mental do bairro de forma livre e positiva, a buscar nas mudanças e na criatividade da equipe as deixas necessárias a implementação das efetivas e urgentes mudanças.

– Mesmo quando a Troca para uma gestão que não inspira confiança traga desânimo deve se ter em mente e em planejamento estratégico situacional qual é a próxima peça de xadrez que você deve mexer para que dê um xeque mate ao vício da doença, que aqui se pode falar como ignorância da população que mesmo diante de catástrofes naturais ou doenças epidêmicas como estamos vendo agora esta pandemia e que o melhor manejo dos recursos seja sempre utilizado.

EFEITOS POSITIVOS

– Como hoje um dos problemas mais gritantes é a violência contra a mulher deve se incentivar a mobilização delas na participação com a comunidade de que lutem e se fortaleçam contra a violência doméstica seja incentivando a criação de uma Delegacia da Mulher no bairro e mesmo como aconteceu com a epidemia da dengue na região sempre buscar na organização fraterna da comunidade, na descoberta de seus talentos naturais dando – Atenção a vítimas de catástrofes que possam ser prevenidas e que também construam – Atividades culturais para o – Fortalecimento da Saúde Mental do bairro. – Territorialização bem planejada e efetivas equipes de agentes de saúde, conscientes e atuantes com – Campanhas de prevenção e promoção à saúde e buscar que seja – Criada a delegacia da mulher bem como trazer a – Utilidade pública com visões de empreendedorismo social e desenvolver atividades que possam inverter as prioridades aonde toda comunidade unida e integrada possa desenvolver iniciativas como foi sugerido como a – I Volta Ciclística Infantil ou um – Centro de atenção às vítimas de violência e catástrofes naturais bem como – Aulas gratuitas de pilates, probiótica, artes marciais e cultura oriental na amplitude corporal e resgate da liberdade do movimento com eurritmia,  e que tragam as mudanças na saúde que possam prever combate a dependência química e doenças psiquiátricas, mas sobretudo traga humanidade a toda comunidade são joaquinense!

E que possam então escrever a – Carta de São Joaquim da Barra pela saúde e participar conscientes e atuantes contra todas as doenças através da Homeopatia Preventiva e das Práticas Integrativas e Complementares além da Vacinação, e que possam superar doenças como tuberculose e outras mas sobretudo construindo uma sociedade de Boa Vontade!!!

  • Depois de quase 1 e 6 meses de minha inserção num projeto como este, Mais Médico, agradeço muito a vida, a possibilidade de reciclar meus conhecimentos e minha prática médica, de mais de trinta e três anos dedicados a medicina hipocrática e a homeopatia, sendo também cirurgião pediátrico nesse percurso, o que, pois, me fez entender como ainda não estou preparado para trabalhar numa equipe de saúde de forma integrada e vivenciando um dos princípios declarados pelo SUS: a integralidade!

Exemplo a ser seguido: “Suas vivências com o coletivo no aspecto transformador através de um trabalho inter e multi disciplinar.”

 Wagner,
O texto é muito interessante principalmente a referência a Emanuel. O texto traz um histórico interessante. Você pode usá-lo, em parte, na introdução, destacando o que mais está relacionado ao tema principal do seu trabalho.”

Dra Valéria Salomão

Proposta para instituir no tratamento da dependência química e saúde mental as Práticas Integrativas e Complementares no SUS: a metamorfose necessária do SUS para transcender e viver o princípio de integralidade ética a partir da experiência inovadora da Homeopatia no programa Mais Médicos 

Dr Wagner Deocleciano Ribeiro
Médico homeopata e cirurgião pediatra
Mestre em gestão empresarial
Mais médico de São Joaquim da Barra SP


” O sentimento cria a ideia
A ideia gera o desejo
O desejo acalentado forma a palavra
A palavra orienta a ação
A ação detona resultados
Os resultados nos traçam caminhos nas
áreas infinitas do tempo
Cada criatura permanece na estrada que
construiu. 
A escolha é sempre nossa”.

Emmanuel



A experiência inovadora do programa Mais Médicos pode apontar soluções para países que vêm enfrentando desafios na área de recursos humanos e de formação em saúde. Por isso, essa bem-sucedida iniciativa foi apresentada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Dublin, na Irlanda, durante o Quarto Fórum Global em Recursos Humanos para a Saúde.
Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto estrangeiros (inter cambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS).
O terceiro eixo é direcionado à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação para melhorar a qualidade da atenção à saúde. “Dessa forma, esperamos garantir sustentabilidade em termos de superar o déficit de médicos e de acabar com a desigualdade na distribuição geográfica desses profissionais”, ressaltou Molina.
Diante pois, de tamanha transformação ocorrida no SUS através desse programa, resta-nos trazer a título de contribuição uma assertiva evolutiva, se assim possamos afirmar, quanto a nossa recém adesão a esse programa no Município de São Joaquim da Barra, SP e já há nesses últimos quatro meses, propor através do método Paidéia construir um alicerce para que vivamos o que considero o principal princípio universalizante do SUS: a integralidade.
O método Paidéia¹(CAMPOS, 2000) é uma proposta de co-gestão de coletivos organizados para a produção de valor de uso que aglutina (CUNHA,2010), uma dimensão crítica e uma dimensão propositiva entrelaçadas. A dimensão crítica (CUNHA,2010) abarca uma análise do mundo do trabalho e das instituições contemporâneas que acredito eu, possibilita retirar o agente ativo, no caso o gestor, das instituições e refazer sua reinserção no sistema SUS, do qual ele é um resultante como intelectual orgânico, para que ele possa viver o desafio proposto pelo próprio SUS dentro das práticas integrativas e complementares como um valor ético: a integralidade.
Aqui urge uma mudança de paradigma do pensamento dominador/dominado, gestor/gerenciado, condutor/conduzido para uma superação da relação de poder e transcender para uma relação de integração, ou integralidade, o que não seria fácil, pois trata-se de metamorfosear-se na crisálida e sair da condição do rastejar da lagarta, para transcender-se num voo libertador de borboleta.
O SUS, realmente, estaria disposto a esta metamorfose?
A dimensão propositiva engloba um método, propriamente dito, de apoio e co-gestão que para tal (CUNHA,2010), algumas características são fundamentais. O método assume um compromisso com a democracia institucional, colocando-se ao lado da herança política dos movimentos libertários do final da década de 1960, quando a chamada esquerda rompeu (em parte) com uma tradição que defendia certo monopólio temático da luta política em torno das formas de exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem (FOUCAULT, 1983) adjacente ao acesso ao poder do Estado. Ou seja, reconhecendo a herança pós 1968, pode-se dizer (CUNHA,2010) que não basta votar neste ou naquele governante, ou mesmo apostar no mundo pós-revolução, porque sempre, mesmo depois das revoluções, existirão, conflitos de interesse e lutas imediatas, existirá o poder heterônomo e próximo aos indivíduos e existirão as instituições definindo algum grau de democracia cotidiana (família,escola, hospitais, religiões etc.).
Volver pois, aos gregos e retomar o real sentido de ética integral vivenciada no dia a dia de um consultório médico cujos instrumentos de co-gestão de coletivos organizados para o trabalho possam também serem submetidos ao tratamento com a homeopatia, já que Hahnemann (ORGANON DA ARTE CURAR,1810) preconizou que a cura pressupõe que o individuo atinja seu mais alto fim da existência, e para que o SUS cumpra seu maior valor ético e fim, a integralidade, devemos todos seus agentes de saúde estarmos nos curando efetivamente da grande doença do poder que gera conflitos sem gerenciar a saúde integral ambiental.


Referências Bibliográficas
¹ CUNHA, Gustavo Tenório; CAMPOS, Gastão Wagner de Souza – MÉTODO PAIDÉIA PARA CO-GESTÃO DE COLETIVOS ORGANIZADOS PARA O TRABALHO. ORG & DEMO, Marília, v.11, n.1, p. 31-46, jan./jun., 2010

DE OLIVEIRA, J. B.; – “A Homeopatia e sua legitimação acadêmica.” Anais do III Simpósio Nacional de Pesquisas Institucionais em Homeopatia,Uberlândia, 28 a 30 de novembro de 1991.

DE PAULA, G.L.S.; Monteiro P.J.C. & Magela, a: – “O Serviço de Homeopatia do ambulatório “Araújo Lima”.Anais do III Simpósio Internacional de Pesquisa Institucionais em Homeopatia, Uberlândia28 a 30 de novembro de 1991.

http://maismedicos.gov.br/noticias/258-opas-apresenta-experiencias-exitosas-do-mais-medicos-na-irlanda. 

PUSTIGLIONE, Marcelo:”Homeopatia no HSPM – Sim!” -Editorial Gazeta Homeopática, vol.2 (4), Out./Dez. 1987

RIBEIRO, W.D. A Homeopatia frente a Epistemologia. Franca, SP, Editora Ribeirão Gráfica, 1997

RIVERA, F. J. U. – “Planejamento estratégico situacional ou controle de qualidade total em saude? Um contraponto Metodológico”. – Cadernos da Fundap – Jan/Abr. de 1996. sao Paulo.

SANTOS, R.E.T. – ” O programa de Homeopatia implantado pela Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto a partir de 1993″. – Tese ao apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP 1997.

URSHIMA, Ana Jucia Magario – “Homeopatia em Saúde Publica no Município de Santos”. Nov. de de 1995. – Tese apresentada ao Instituto Homeopático François Lamasson – Ribeirão Preto – SP.

Incômodo que pode ser considerado para intervenção!

Em 03/08/2019 Amadureça, dentre os pontos apresentados, um tema para o desenvolvimento do seu projeto. Parabéns, Valéria

Seguiu-se de 12/07/19. Oi Wagner

A proposta do Diário é que eu faça uma reflexão sobre minha prática profissional em meu local de trabalho, correlacionando-se à temática que se destaca dentre a vulnerabilidade social e vigilância em saúde. O tema gestão de conflitos na equipe é o que mais me chama a atenção em minha prática como médico da estratégia saúde da família.

Conclusão, então é que sempre que possível deve-se trabalhar o conflito como matéria-prima da gestão em saúde e  como um mecanismo inteligente que determina uma verdadeira partida de xadrez a cada dia de trabalho numa unidade de programa saúde da família.

Depois de seis meses de trabalho numa unidade assim, pude perceber que devemos sempre semear mudanças e promover alterações que possam trazer a autonomia e o auto controle à unidade e que como médicos temos uma grande responsabilidade neste sentido.

Mas teremos que sermos todos nós, e urgentemente pró-ativos da reconstrução nacional, pois queremos sobreviver do lado da saúde em detrimento da doença, já percebi que nesta transição entre colegas médicos cubanos e agora médicos brasileiros, havia um certo acomodamento e talvez um equilíbrio de forças, principalmente na dificuldade da comunicação e da linguagem, aonde nossos agentes se transformaram em agentes de diminuição deste conflito, se antecipando como interlocutores das receitas e seu aviamento, como se fosse uma necessidade criada, e sendo um fator a mais de se medicar a mais nosso paciente, e consequentemente, o excesso de receitas que encontrei e cuja resistência em mudar, gerou meus maiores conflitos e impactos com a comunidade.

A minha reflexão sobre a prática profissional em meu local de trabalho, correlacionando-se à saúde integral e a vida, pois deve ser direcionada a uma vivência como médico clinico geral de formação em homeopatia e cirurgia pediátrica  que antecede esta experiênca que é inédita para mim e fundamental para aquilo que me propus fazer ao me inscrever no Programa Mais médico: construir uma mudança primeiro em mim, que estava condicionado a um consultório de especialidades e muitas vezes no setor terciário em cirurgia nos plantões em hospitais, para trabalhar agora em equipe de atenção primária à saúde da familia e já entrando em contato direto com as necessidades da comunidade nas visitas domiciliares com meus agentes de saúde integral.

Foi mesmo desafiador e ao mesmo tempo complicado, trabalhar em constante mudanças e com outros conflitos que me obrigaram a mudar… Mudar de postura, mudar meus relacionamentos e mudar minha abordagem médica, quando precisei ouvir mais e interagir mais com minha equipe e outros profissionais, principalmente da área da saúde mental da comunidade.

Encontrei uma vulnerabilidade social bem maior que minha prática anterior e uma saúde mental periclitante quando a população muito medicalizada e sem amparo nenhum, muitos médicos e muitas especialidades, muitos medicamentos e uma população abandonada, sem um médico de familia que pudesse trazer orientação e a saúde de volta, todos indistintamente viviam da doença e daquilo que era sua segurança, o medicamento doado pelo poder público que também restringia a própria cultura popular e criatividade empreendedora da comunidade, que era rica e grandiosa!!!

Trazer mudança foi meu maior desafio sobretudo quando já me instrumentalizava da vigilância em saúde e da mudança dos conceitos para uma abordagem além do binomio saúde/doença, bem além  dos acidentes de trabalho e das  feridas, tive que lidar com a vigilância ambiental no bairro Júlio de Lollo, Santa Terezinha e Nosso Teto. Tive que lidar com o abandono, com as famílias desestruturadas e com crianças órfãos que necessitavam de uma equipe integrada e pró ativa pela saúde e contra a doença.

Dos conflitos na equipe é o que mais me chamou a atenção em minha prática como médico da estratégia saúde da família foi a imobilidade para a transformação que queria trazer e imprimir mas que era inútil, pois era melhor como se diz “deixar como está para ver como é que fica”. 

Foi pois a reatividade às possíveis mudanças que viriam, e vieram sim, a partir da mobilidade da saúde da comunidade, de uma reativação de sua criatividade e do estabelecimento das mudanças a partir da adesão e dos resultados que foram se concretizando tanto na maior aceitação das gotinhas homeopáticas como da mudança de posturas frente às doenças. 

Qual é a doença da Terra e do Corpo Humano?https://www.youtube.com/watch?v=w41JgjUZd38